quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Janela ou TV?

Já se pegou olhando pela janela e pensando em tudo que está vendo?

Todos nós temos a sensação de viver uma verdade, a nossa verdade. Nossos dias são preenchidos de coisas para fazer, contas para pagar, nossos relacionamentos amorosos e sociais, mas será que alguma vez você parou pra pensar nisso?

Onde será que está a nossa realidade?

Lembro muito bem, no famoso dia do ataque do PCC em São Paulo, o povo todo saiu correndo de balas e tiros de bandidos ferozes, que matam criancinhas sem dó e passaram 5 horas em um congestionamento para chegarem sãos e salvos em casa.

Aquele medo todo, para aquelas pessoas, era totalmente verdade. Se tivessem olhado pela janela veriam que nada daquilo que a TV passava era totalmente verdadeiro. Não tinha tiro nenhum no restaurante que eu fui jantar com um amigo aquele dia. Quer dizer, tiro na cidade tinha, mas não diferente do que já tem todos os dias. Alguém deixa de sair de casa porque morre assasinado em São Paulo um monte de gente por dia?

As pessoas pararam de olhar pela janela, a TV matou a janela.

Paramos de analisar. Ninguém mais pensa, ninguém mais busca saber a verdade e acaba se contentando com a dita "verdade coletiva". Se todo mundo diz, é porque é verdade. Se está na TV, é porque é verdade. Realmente aprendemos a mentir todos juntos e muito bem. E pior, acreditamos nessa mentira.

Onde será que perdemos o fio da meada? Onde o que a TV fala tem mais valor do que o que estamos vendo pela janela? O que estamos vivendo?

Já se pegou olhando para a TV e pensando em tudo que está vendo?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Medo da morte (E outros medos)

Outro dia, uma amiga me perguntou se eu tinha medo de morrer. Respondi com um pronto e sonoro não! Respondi que para mim, a morte é algo natural, é a simples conseqüência de estar vivo.

Ela só me olhou com aquela cara incrédula de quem estava vendo um extraterrestre e não falou mais nada.

As pessoas, em sua grande maioria, nunca estão satisfeitas com o tempo de vida que terão. Afinal, temos sempre sonhos inacabados, coisas a realizar, pequenos ou grandes desejos ainda não conquistados, filhos para criar e cuidar, conhecimento a adquirir e muito mais.

O foco disso tudo está sempre no futuro e acho que aí que mora a origem dos medos.

Desde pequenos, somos ensinados e condicionados que a felicidade existe no futuro. Hoje as crianças aprendem, através da educação e de sugestões, que a felicidade está em ter uma casa grande, um corpo perfeito, bons carros, dinheiro, amigos influentes, sucesso profissional e principalmente, fama.

Vivemos condicionados pela sociedade (Estado, Igreja, cultura/mídia) a viver querendo mais, comparando nossa vida à vida do vizinho e expostos à nossa falta de tudo. Não basta ter algo, você sempre poderá ter algo melhor e mais caro.

Todo esse circo só é possível porque deixamos de viver o presente.

Ninguém te ensina que a felicidade não depende de nada e toda criança já nasce feliz. É uma coisa que você já nasce com, já faz parte de você.

A felicidade é um sentimento para ser vivido no presente, estando presente. Colocar a felicidade no futuro é certeza de infelicidade. O tal futuro que nunca chegará, sua felicidade estará sempre no amanhã.

Agora imagine morrer antes desse futuro chegar? Deve dar um medo enorme mesmo.

Uma pessoa feliz é tida como rebelde. A felicidade é uma grande rebelião. Nenhuma sociedade até hoje permitiu que alguém fosse feliz; é muito perigoso. Como mandar pessoas para a guerra, se elas forem felizes? Como convencê-las que precisam de regimes políticos, religiões e bens materiais em excesso? Pessoas felizes dão risadas de todas essas ideologias; não levam nada disso a sério. Rirão só com a idéia de que alguém possa lutar durante séculos por uma religião e matarem-se uns aos outros.

Seja feliz e não será mais possível encontrar utilidade para políticos, padres, templos, igrejas ou religiões em sua vida.

A maneira como encaramos nossa morte revela sutilezas de nossa essência: valores e significados de nossa vida. Refletir com sinceridade sobre a morte intensifica o propósito da vida, porque nos leva a ter mais clareza de nossas prioridades. Esta reflexão não pode ser apenas intelectual, deve ser mobilizada pelos sentimentos que surgem a partir de nosso coração.

A vida é impermanente: não podemos controlar as mudanças que chegam até nós, mas podemos escolher a maneira como lidar com elas.

A grande saída para o perder os medos é você descobrir sua vocação, viver sua missão com plenitude, no aqui e agora, presente.

Vivendo no presente, com entrega, generosidade e amor, nenhum medo resiste.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Caça aos "Barrichellos"

Rubens Barrichello conquistou cinco títulos no kart, foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estréia, foi campeão da Fórmula 3 inglesa e aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.

Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan e em 2000 foi contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial. Hoje ainda corre na F1, tendo em seu currículo o maior número de largadas de um piloto na história da categoria.

É um piloto competente, considerado "fora-de-série" entre os especialistas em automobilismo, principalmente em piso molhado. Rubinho já ganhou milhões de dólares durante sua carreira.

Só tem um defeito: ele não é o número um no que faz.

Pesa sobre ele a pressão que, de uma forma ou de outra, em diferentes níveis, atinge todos nós.

Hoje em dia você tem que superar seu antecessor, aumentar seu capital a todo custo, ser mais bonito, mais famoso e mais eficiente do que a média.

Como se isso fosse possível a todos...

Rubens Barrichello é só um exemplo de que ser feliz fazendo o que gosta, estar entre os vinte melhores do mundo e ganhar milhões por isso não é suficiente. Até hoje é sinônimo de perdedor, de corredor lento, de incompetência e frustração.

O cara chega em segundo, logo alguém grita rindo: "Vai Rubinho tartaruga!"

Se fizermos uma rápida reflexão, muitos nem chegarão na posiçao que o Rubinho está hoje na escala sócio-econômica. Ele é um vencedor dentro do mundo capitalista, que faz pessoas ainda hoje passarem fome, mas só isso parece que não basta.

Criamos uma geração ansiosa pelo sucesso. E pior, quando alguns poucos realmente conseguem o tal sucesso, percebem que lá não tem nada do que foi prometido na propaganda.

Quando será que foi que as pessoas pararam de pensar e caíram nessa armadilha que sucesso é ser o número um. Quando que passaram a acreditar que o sucesso é o que você tem, bebe, veste, fuma, usa ou pilota? Quando que o sucesso passou a ser definido pelas amizades com pessoas importantes e influentes, falsas ou não, que você mantém?

Hoje caçam "Barrichellos" como se caçavam as bruxas na inquisição. Tempos passados que não voltam mais. Tempos em que bastava você ter saúde, amigos sinceros e viver com amor e comida em abundância para ser feliz.

Tempos que podem voltar, se percebermos que dependemos uns dos outros para continuarmos vivos, se vivermos nossas relações de forma harmônica e colaborativa e, principalmente, que nem todos precisam ser o número um para serem felizes.

Basta ser, basta viver! Com entrega, amor e generosidade.


Com dados do site oficial e da Wikipedia

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Cobrando amor (no grito)

Todo mundo sabe que uma criança exige amor, cuidado, proteção e limites. Precisa mais de amor do que pode dar. Ela precisa ser cuidada, não sabe se proteger e muito menos proteger aos outros.

Uma criança é um ser delicado, que depende emocionalmente e até fisicamente dos pais.

Esse desequilíbrio entre doar e receber, tende a se normalizar com nosso amadurecimento. Quando deixamos o comportamento carente da criança e nos tornamos adultos, maduros afetivamente, desenvolvemos nossa capacidade de doação.

Um adulto equilibrado, saudável, não espera que alguém o ame, ele ama. Não depende do outro e, a partir daí, ele pode construir relacionamentos saudáveis e equilibrados também.

O problema acontece quando adultos continuam a agir como crianças, insistindo no comportamento infantil, egoísta e carente.

A pessoa cobra atenção, carinho e amor, mas não dá nada em troca.

Usa da técnica de se fazer de vítima, para justificar sua cobrança irreal e acha que pode fazer manha e conseguir o que deseja.

Uma pessoa imatura e infantil, não consegue se relacionar saudavelmente nem consigo mesma, quanto mais com outra pessoa.

Antes de começar um relacionamento, relacione-se primeiro bem consigo mesmo. Se você tem baixa auto-estima, a tendência é desenvolver ciúmes e a manipular a relação.

Trabalhe sua maturidade afetiva, desenvolva sua capacidade de doar, melhore sua auto-estima e, quando se sentir completo, inteiro, só assim estará pronto para viver uma relação de verdade.

Um relacionamento é troca e só podemos trocar, se temos algo para oferecer.

Só cobrança, choro e manha, ninguém aguenta por muito tempo.

sábado, 21 de junho de 2008

Fly Love Airlines

"Bem vindos a bordo da aeronave da Love Airlines. Agradecemos a sua preferência, sabendo que a decisão de viajar conosco é uma escolha pessoal."

Outro dia eu parei pra pensar o quanto viver um amor com entrega se parece com uma viagem de avião.

Você embarca achando que sabe bem onde está entrando, afinal de contas você conhece a companhia, conhece seu histórico. Sabe que é um meio seguro, tranqüilo.

Aprende que ao confiar no comandante do avião, está entregando a sua vida nas mãos de um desconhecido. Você não controla mais nada.

Turbulências podem acontecer, e acontecem, durante o vôo. Nem sempre passam logo.

Tem que conviver com uma certa intimidade com pessoas que fazem parte do seu vôo, e, em casos de vôos longos, dormindo e acordando do seu lado.

Para quem tem medo de voar, sempre tem alguém para dar conselhos. São sempre os mesmos, sempre.

Quando a viagem não é boa, o próximo aeroporto parece não chegar nunca, mas não tem como descer no meio.

É impossível voar em dois aviões simultaneamente. É impossível também embarcar pela metade, ninguém voa com o braço ou uma perna pra fora, ou está presente ou não está.

Crianças chorando no avião incomodam, muito.

E uma coisa é certa, se um acidente acontece, as conseqüências serão sempre catastróficas...

Igualzinho no amor.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Amigos, amigos, seios à parte.

Tudo começou com uma simpatia, que virou amizade e, em pouco tempo, amizade íntima. Trocamos segredos sobre nossas vidas, nossos amores, nossos desejos mais secretos, tudo com confiança, cumplicidade e afinidade. Tudo perfeito e muito saudável.

Só que a coisa pegou.

Do lado dela, tudo continuava igual, do meu não.

Já dizia Friedrich Nietzsche: "As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".

Só que com ela isso não existia, ela é linda, atraente, interessante e o desejo de algo mais começou a aparecer. Vontade de dar e ganhar prazer. Vontade do contato físico.

Aqueles seios me deixam nervoso...

Claro que alguns de vocês vão dizer: “Homens só pensam naquilo”. Tirando os preconceitos e o machismo de lado, convenhamos, mulher também só pensa naquilo. Hormônio é hormônio, afeta todo mundo igual.

Não existe a separação entre amizade e sexo na natureza. A aproximação profunda entre duas pessoas sempre caminha pro sexo.

Quando uma mulher diz que quer que você e ela sejam apenas amigos, mesmo sabendo do seu desejo por ela, não quer realmente que vocês dois sejam apenas amigos. Ela quer que você seja o amigo que fica babando por ela, mesmo sem ter a mínima chance de coisa alguma, e ela quer ser aquela amiga que estala os dedos e o amigo vem correndo, de rabinho abanando.

No meu dicionário, o nome disso não é amizade.

A mulher que pensa assim nem quer mesmo que vocês sejam realmente amigos. Se fossem, não teria a menor graça. Ela quer pretendentes e já decidiu, faz tempo, que nunca vai transar com eles. Não é nem por maldade, embora às vezes seja, e nem por falta de desejo, o que acontece, eventualmente, mas simplesmente porque ceder aos seus avanços significaria destruir essa relação de vassalagem que ela tanto necessita pra alimentar sua enorme vaidade.

Amizade verdadeira só pode florescer num clima de sinceridade e afinidade. Quanto maiores, maior a amizade.

Ambos precisam se encarar de braços abertos, dispostos a viverem a relação de forma entregue, de coração aberto e seguindo seus desejos. Se não existe espaço para isso acontecer, a qualidade da amizade fica comprometida.

Se o carinho, o toque e o sexo não podem fazer parte de uma profunda amizade entre homem e mulher é porque um dos dois tem o sexo como ferramenta de manipulação para fins escusos, tipo compromisso social (namoro, casamento e outras perversões) ou pior ainda, de manipulação e domínio pessoal.

Podemos ser os melhores amigos, e seremos, até mesmo com sexo envolvido entre nós, porque a relação continuará honesta, profunda e livre.

Quando um dos lados não acompanha o outro, algo está errado com a afinidade. Como diz meu mestre,  "Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada".

E equívoco não é o que quero como relação de amizade, eu quero a relação honesta.

Principalmente a relação honesta comigo mesmo.

Deixem eu tomar meu banho de banheira em paz!

Enquanto algumas pessoas cismam com meu banho na hidromassagem, perguntando se eu não tenho medo que meus filhos possam viver num mundo sem água potável, a minha vontade é de pedir um tempinho da pessoa para algumas considerações:

Quando publicou o livro A Bomba Populacional, em 1968, o biólogo americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, em São Francisco, Califórnia, acendeu o pavio de uma enorme polêmica. Experiente analista das agressões ao ambiente e com profundos conhecimentos de ecologia, ele não se preocupava com a mera falta de espaço num mundo abarrotado. Naquela época, já antecipava as formidáveis dores de cabeça dos anos 80 e 90. Efeito estufa, chuva ácida, Aids, escassez de alimentos, destruição da camada de ozônio, redução da diversidade biológica e das florestas tropicais. Tudo isso, argumentava o cientista, faz parte de um grande distúrbio da natureza, em escala planetária. Ehrlich, vale lembrar, lançou esse alerta em 1968, quando os atuais desastres eram apenas enredos de ficção científica.

Há três décadas, o argumento de Ehrlich era simples: se o crescimento da população não fosse contido, a própria natureza se incumbiria de contê-lo. Também apresentou possibilidades de correção dos atuais tropeços ambientais: a primeira medida é evidente: diminuir o ritmo de crescimento populacional da forma mais rápida possível, fixando um teto definido para a população mundial. Esta não pode ser tão grande que não possa ser sustentada por meio dos recursos disponíveis a cada momento. A expressão sustentada, para Ehrlich, significa que todos devem ter vida de boa qualidade e produtiva.

Mas só controlar o crescimento populacional não basta, como podemos observar o que aconteceu na China, que mesmo depois de forte controle populacional, aumentou mesmo assim o consumo de insumos naturais.

O sistema econômico também deveria ser remodelado de forma a reduzir o consumo nos países mais ricos. Tal medida é imprescindível para preservar o meio ambiente e não desperdiçar recursos não renováveis do planeta.

A mesma pessoa que me pede para evitar um banho de banheira é feroz vendedora do mercado da construção civil, com vendas recordes nos últimos anos, coordenadora de uma equipe de muitos corretores preocupados em vender cada vez mais suas unidades de moradia.

Na construção civil, embora a água não seja vista e nem tratada como material de construção, o consumo é bastante elevado, por exemplo, para a confecção de um metro cúbico de concreto, gasta-se em média de 160 a 200 litros e, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser consumidos até 300 litros de água. Será que ela se preocupa com o futuro da humanidade quando vende mais um apartamento? Apartamento que nem seria necessário se não tivéssemos tantas pessoas para acolher sob um teto.

Todos atacam as conseqüências mas poucos querem realmente ver a causa do que estamos e vamos passar com mais intensidade no futuro se não mudarmos algo já.

Temos que crescer a qualquer custo?

Claro que sabemos que é só com o aumento da capacidade produtiva (mais fábricas, mais geração de energia, mais empregos) que se consegue obter um aumento sustentável na renda de um país, mas quando vamos ver que é hora de parar de crescer?

Nossa superpopulação humana está em explosão demográfica desde a revolução industrial que começou na Inglaterra no século XVII por volta de 1650.

Tornamos-nos uma praga de nós mesmos. O que é uma praga? A definição biológica de praga é quando uma população tem alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente. Tornamos-nos seres de hábitos auto-destrutivos, que destroem seus semelhantes de espécie e destroem o meio ambiente em que vivem não exercendo troca, só predando.

Só que, diferentes de gafanhotos e outros bichos, temos consciência e podemos reverter o processo.

Hoje são sete bilhões, crescendo um bilhão por ano. Tem dúvida de onde isso vai parar?

Não são só cientistas e eu que estamos vendo que é hora de parar de ter filhos...

A taxa de natalidade nos países desenvolvidos é, em geral, mais baixa (devido ao conhecimento de métodos contraceptivos, melhores condições médicas e econômicas), enquanto que nos países em desenvolvimento a taxa de natalidade é, em geral, superior face ao desconhecimento ou não-divulgação de métodos contraceptivos e à tendência para seguir tradições familiares e religiosas.

Pessoas mais esclarecidas já perceberam que há um limite mínimo de salubridade que é aquele que possibilita a sobrevivência de uma quantidade mínima de indivíduos até a idade reprodutiva e a sua reprodução numa taxa suficiente para repôr os indivíduos mortos. Abaixo desse limite mínimo de salubridade, a espécie está fadada à extinção. Esse limite mínimo é bastante inferior aos padrões de conforto (entendido como bem-estar material) atualmente considerados civilizados. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite máximo ao conforto usufruído por uma dada geração humana, pois este não pode ser obtido às custas dos meios necessários para a manutenção de um meio ambiente sadio para as gerações futuras.

A não ser que a geração futura não consuma tanto quanto nós, ou seja, se mantenha em número igual ou inferior ao exagerado de hoje.

Podemos assim definir o meio ambiente humano saudável como aquele que permite a sobrevivência por tempo indeterminado da espécie humana e, ao mesmo tempo, satisfaz, no maior grau possível, as necessidades de cada indivíduo humano, proporcionando-lhe a oportunidade de viver uma vida digna. Essa definição inclui tanto a dimensão física (o limite mínimo físico de salubridade e máximo de conforto), quanto a cultural (a necessidade de respeito a cada indivíduo humano, evitando um cinismo estatístico, e a concepção de bem de cada cultura) de um meio ambiente saudável. É, portanto, uma definição relativamente aberta e que deverá ser especificada para cada grupo cultural por meio do embate político.

Ainda hoje, o controle de natalidade é um assunto politicamente e eticamente controverso em muitas culturas e religiões, e embora seja menos controverso que o aborto especificamente, ainda enfrenta a oposição de muitas pessoas. Existem vários graus de oposição, incluindo aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que não usam a abstinência sexual (hipócritas); aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que eles consideram "não-naturais" (meio hipócritas), enquanto permitem o controle de natalidade natural; e aqueles que apóiam a maioria das formas de controle de natalidade que previnem a fertilização, mas são contrários a qualquer método de controle de natalidade que previna que um embrião fertilizado se fixe no útero e inicie a gravidez (sem comentários).

Se uma pessoa, baseada em todas essas informações, opta por não se reproduzir, é olhada com cara de poucos amigos, carimbado na testa como pária social e culpado imediatamente pelo não crescimento da base de consumidores e fieis à religião (qualquer uma delas). Se bobear, ainda dizem que você não gosta de criancinhas.

Acredite, todos nós gostamos de criancinhas fofas, sorridentes e gorduchinhas, mas essas crianças crescem e viram consumidores ferozes, viram verdadeiras pragas.

Infelizmente, enquanto não mudarmos isso, sempre vai ter gente mais preocupada com meu banho de banheira.

Uma coisa é certa, nesse mundo o meu filho não vai viver...

Sim e Não

NÃO

Preconceito, falta de entrega, jogo sentimental, frescuras, travas, proibições, ciúmes, escândalos, autoritarismo, posse, falta de crédito, ficar sem ação diante de quem gosto, mudez involuntária, dores em geral, quem não é autêntico, pepino (os dois), passado mal resolvido, gente mal resolvida, burocracia, trânsito, impostos mal empregados, quem muito fala e pouco faz, crítica destrutiva, carne bem passada, comida muito quente, elogio falso, vaidade, palavras na garganta, gente inconveniente, me sentir inconveniente, gente pequena, intriga, fofoca, superficialismo, ganância, idéia fixa, inveja, soluço, limites, a minha teimosia...


SIM

Amor, música, música e música, teatro, cinema, fotografia, crianças, minha família, cães, Bart (meu cão), chocolates, viajar, conhecer, dançar, uma praia, andar na areia, um bom livro, dirigir correndo, filme bom, reassistir aquele filme, fundo do mar, sol e frio, montanhas, neve, coisas práticas, sorriso aberto, autenticidade, a paixão, entrega, casal de velhinhos, comida bem feita, o ritual do jantar, conversa com os amigos, passeios pela madrugada de carro, torcer pro São Paulo campeão, suco de uva, andar de moto, bebidas geladas, cheiro de Flash Power, dormir depois de fazer amor, dormir bem, conversas que fazem repensar, generosidade, silêncio preenchido, confiança, dar risada, namorar, abraço sincero, carinho, mulher perfumada, gente do bem, gente feliz, conversas em silêncio, matar a saudade, gente mexendo no meu cabelo, resolver, beijos inevitáveis, colo, boa música, escrever, poesias...

...e a lista vai aumentar!

Caça ao esquema

Já ouviram alguém falando assim:

“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas você já reparou na calça que ele usa? E o carro dele? Popular e caindo aos pedaços? Não dá né? Já reparou no jeito dele pegar os talheres? Quase um ogro... definitivamente ele não serve!”.

Ou

“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas ele não me dá a segurança que eu preciso, ele não vai garantir meu futuro desse jeito. Não vou investir numa pessoa que não pode me garantir um futuro digno”.

Ouço muitas pessoas falando em desencontros amorosos, carentes por serem sempre mal entendidas. Quando acham uma outra pessoa, apesar de gostarem, se darem bem, terem afinidade, a coisa nem sempre dá certo. Qual será o motivo?

O maior motivo é que a maioria não aceita mais o amor da forma como ele se apresenta...Procura sim, o que eu gosto de chamar de “esquema”.

Claro, as pessoas ainda querem o romance, mas que venha embrulhado em um pacote bem bonitão, malhado, bem relacionado e rico. Não fará mal se o pacote for entregue em um carro importado último modelo.

E aí, pronto, foi feita a mistura explosiva e destruidora entre caça e amor.

O cara pode ser o máximo como pessoa, vocês podem se amar, se dar bem, mas se não completar a “lista” de exigências, ele automaticamente entra na categoria de “legal, mas não serve”. Investimento não adequado. O amor não é prioridade, e é exatamente a falta dele que vai fazer a pessoa fazer muitas besteiras no futuro. Amor não vivido vira doença.

A pessoa amada, mas fora do esquema, simplesmente não serve.

Não serve, não se encaixa, como uma peça de roupa apertada ou folgada de tanto amor.

Não serve para o esquema.

Mas as pessoas casam...Não casam? Casam sim, mas hoje em dia, a maioria se casa com o esquema. Um vê no outro o trampolim ideal para o grande salto que querem dar na vida. Mas sem amor de verdade como base, a piscina do casamento fica sem água. Crash! Crash depressão, crash doenças, crash vícios, crash manipulação. Um desconta no outro o ódio de terem investido muito e recebido de volta um cheque sem fundo.

Quando as coisas começam a dar errado, as pessoas querem terminar, mas se vêem presas ao casamento, aos filhos, às obrigações assumidas. Confundem-se e acham que acabou o amor, sem conseguir entender o que deu errado. Acabam se conformando com uma vida pobre, medíocre até, mas estão presas ao esquema, cruel e avassalador.

Abandone o esquema e a sociedade abandona você.

E o amor, que existe também entre os dois, acaba soterrado. Ta lá, coitado, mas bem escondido.

Todo mundo procurando... As mesmas pessoas que o esconderam. “Ainda encontro a fórmula do amor, ainda encontro...” E a música canta uma busca que não precisaria existir, mas agora é tarde demais, as pessoas já confundiram tudo. Buscam o esquema, achando que estão buscando o amor. Buscam uma coisa achando que é outra, e não vão achar nunca.

Amor assim, sem interesse comercial, ainda existe? Ou será que virou item de luxo, peça de museu, coisa guardada para viver quando sobrar um tempo entre o trabalho, academia e as festas sociais?

Infelizmente, casamento deixou de ser sinônimo de amor faz tempo, virou um contrato, uma sociedade financeira, com conseqüências sociais e econômicas às vezes catastróficas na vida dos envolvidos. Castração mútua, em nome de aprovação social. Aí que reside o maior problema. Façam uma rápida análise dos seus amigos casados ou até mesmo do seu casamento.

Ninguém aqui está dizendo que você deve procurar um mendigo esfarrapado com um olhar amoroso e um coração de santo para se casar. O ponto é: Se você olhou alguém nos olhos e viu amor, viva esse amor. Entregue-se. Nós temos tantas e tantas coisas para serem resolvidas através de relações amorosas que, se furtar a isso, é tomar veneno, manter a toxicidade mental e emocional.

Depois, e só depois, de muito vivenciar amores de corpo e alma, você estará se conhecendo melhor. Talvez o suficiente para suportar uma vida social a dois, tendo por sustentáculo principal, o amor. Aí fica de verdade.

Noivinhos apressados: casamento é para depois do amor. Primeiro a gente precisa saber o que é o amor e depois saber viver o amor. Sem posse, sem apego, com a auto-estima resolvida, e de preferência, em segredo total do resto do mundo...Só depois disso é que vamos descobrir se quer casar ou não.

Quase todo mundo buscando o que seria uma conseqüência natural, transformada em objetivo de vida. O que você quer ser na vida? “Quero ser rico!”, e o que deveria ser conseqüência do trabalho, virou meta.

Caça desmedida, o vale tudo, passando por cima de si mesmo, dos desejos, crenças e princípios pra chegar onde? Numa prometida “vida boa” no futuro? Tudo maluco demais...

Encerro com uma frase do grande mestre Joseph Campbell: "Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo..."

Amor, amor...

Hoje eu só quero o amor.
O amor vivido, o amor intenso, o amor profundo.
O amor entregue, o amor sincero.
Não o amor funcional, não o amor que prende, que limita, que isola.
Não o amor condicional, não o amor manipulador.

Hoje eu só quero o amor.
O amor que simplesmente ama.
Não espera, não especula.
O amor que protege, cuida e resguarda.

O amor que não pune,
O amor que não joga,
O amor que não mata,
O amor que não paga.

Hoje eu só quero o amor.
E viver o amor, assim, escancarado a quem eu amo.
E ninguém mais. O amor que ama em segredo.
O amor que simplesmente ama.

Ama, muito.

Sexo, sexo, sexo...

O quanto você acha importante na escala de um envolvimento o sexo?

Pra mim, sexo é conseqüência de uma grande afinidade no todo...não é parte destacável de um relacionamento...se tudo estiver bem, sempre vai ter sexo dos bons...funciona como um termômetro da afinidade e do grau de entrega dos dois.

Mas qual é o momento certo pra primeira vez?

Não existe momento certo. Sempre tiro sarro de menina que me diz que é "cedo" ou "tarde" pra sexo. Como se só o homem ganhasse com o sexo...Se um cara que sai com você te julga pelo tempo que demora pra você transar com ele, coitado, é um sério candidato a ser enganado pro resto da vida. Todo mundo uma vez na vida pode ter vontade de transar no primeiro dia ou não ter vontade de transar nunca, isso não faz ninguém melhor ou mais valioso...se quiserem te vender isso, não compre.

Bungee Jump

Ela diz (04:05):
Você é radical
Ele diz (04:06):
Putz, essa é uma boa palavra pra definir meu estilo de vida
Ele diz (04:06):
Entrega 100%
Ele diz (04:06):
Radical combina bem com isso
Ele diz (04:06):
é meio como pular de bungee jump
Ele diz (04:07):
ou confia no elástico, ou não pula
Ele diz (04:07):
não da pra testar o elastico antes
Ela diz (04:07):
mas depende do lugar
Ela diz (04:07):
do elástico
Ele diz (04:08):
pule uma vez de bungee jump e vai me entender
Ele diz (04:08):
é quase como um suicidio
Ela diz (04:08):
i will
Ele diz (04:08):
você entrega sua vida pra aquela cordinha
Ela diz (04:08):
é...
Ela diz (04:08):
estou rindo...
Ele diz (04:08):
assim sou eu
Ela diz (04:09):
é realmente o pensamento que não pode rolar na hora..
Ela diz (04:09):
cordinha
Ele diz (04:09):
ou pula de uma vez, ou fica lá em cima, tremendo
Ele diz (04:09):
ou pede pra abaixar a cestinha
Ele diz (04:09):
muita gente desiste
Ele diz (04:09):
ou sai correndo
Ele diz (04:09):
e eu entendo e respeito
Ela diz (04:09):
é lógico...
Ele diz (04:09):
a coragem não é pra todos
Ela diz (04:09):
é verdade
Ele diz (04:10):
nem a vontade de correr riscos
Ela diz (04:11):
coragem
Ela diz (04:11):
correr riscos
Ele diz (04:11):
e a sua única garantia é um colchão vagabundo lá embaixo..rs
Ela diz (04:25):
então não dá pra confiar em nada...
Ele diz (04:25):
nada
Ele diz (04:25):
e tudo ao mesmo tempo
Ele diz (04:25):
entendeu?
Ele diz (04:26):
tudo é feito pra dar certo, e é incrível, mas pode dar uma cagada e vc se esborrachar
Ela diz (04:26):
e o colchão vagabundo ?
Ele diz (04:26):
é só um paliativo
Ele diz (04:27):
não resolve a queda
Ela diz (04:27):
o que vc oferece se alguém for se esborrachar ?
Ele diz (04:27):
não ofereço nada
Ele diz (04:27):
nem peço nada
Ele diz (04:27):
a pessoa pula pela emoção, se quiser
Ele diz (04:27):
boa ou ruim
Ela diz (04:27):
então vc prentende oferecer a emoção
Ele diz (04:28):
a emoção é garantida
Ela diz (04:28):
mesmo que ruim
Ele diz (04:28):
boa ou ruim, será intensa, sempre
Ela diz (04:28):
quantos riscos...
Ele diz (04:28):
welcome to my life!

Assim mesmo?

Deixa eu entender, porque está ficando bom, é hora de terminar?

Explica de novo! Não entendo, não entendo., não entendo mesmo!

Começa a sair comigo, vemos afinidades, há química, tudo é bom, mas é hora de terminar? Assim mesmo?

Melhor assim?

Caramba!

E não me venha com esse papo de que não ia dar certo!

Com pode saber, sem viver?

E ainda tem aquela coisa de falar que não é tão evoluída, que não está pronta para isso, ai que saco!

Que é isso? Putz! Para não sofrer, escolhe não viver.

Acha mesmo que é possível viver sem riscos? Já pensou se você morre amanhã? Assim, no susto? Ah, morreu...mas morreu segura né? Que merda!

Não percebe que eu te amo? Que o que temos é único, especial?

Que droga! Fala logo a verdade! Ou é melhor se fazer de vítima e fugir? Que beleza!

Ótima receita de felicidade...negar a vida para ser feliz.

Será que você não percebe o absurdo de tudo isso?

Viver na superfície não resolve, não olhar pro fundo do mar, não faz o fundo do mar deixar de existir.

Eu te amo!

Saco!

Viva com isso! Eu te amo! Eu te amo!

E não vou dizer mais nada...

Só lamentar a sua opção de ter escolhido morrer antes da hora.

Dando tiros no pé! No próprio pé...

Ontem fui dar uma olhada no fórum que pego as legendas do Lost, série que sou fã, assisto todos os episódios e estou acompanhando a terceira temporada, que passa na ABC nos Estados Unidos, quando dei de cara com uma mensagem:

“O site LostBrasil suspendeu a distribuição de legendas em português para os episódios da terceira temporada do seriado de TV Lost após a Sony e a Disney ameaçarem processar os responsáveis pelo endereço.

O contato com o LostBrasil, que reúne a maior comunidade de fãs brasileiros do seriado, foi feito por meio da Adepi (Associação de Defesa da Propriedade Intelectual), entidade que representa os principais estúdios de cinema no país. Segundo Clayton Jorge, advogado da Adepi, a tradução do seriado e distribuição não-autorizadas de legendas violam as leis de direitos autorais.”

E...BANG! Tiro no pé...pior, tiro no seus clientes. Será que a Sony e a Disney não percebem que não dá para tapar o sol com a peneira? Se mandam fechar um site que distribui legendas, abrem-se outros dez. É como ignorar a necessidade do público, a primeira lição básica do comércio. Que tal se a própria Disney se juntasse ao LostBrasil e abrisse um site de venda de legendas a preços populares? Eu pagaria pela minha.

Não quero nem minha comissão pela idéia.

Será que já não estava na hora das empresas de venda de mídia (gravadoras, produtoras e estúdios) pararem de gastar tanto dinheiro com advogados e começarem a perceber que o tempo de explorar e ganhar fortunas de seus clientes acabou? Que o negócio deles precisa ser remodelado e que a internet mudou a forma das pessoas se relacionarem com conteúdo?

Será que é tão duro assim largar o osso?

Será mesmo que é mais simples se virar contra seus próprios clientes? Quem baixa música e vídeos na net é a mesma pessoa que compra CDs, é quem ainda sustenta a indústria deles até hoje. Eu tenho os DVDs originais do Lost, que comprei nas Americanas.com, depois de conhecer o seriado na net, e quero comprar a terceira temporada, quando lançarem. Acredito que isso aconteça com muita gente. Mas as gravadoras preferem fechar os sites que fazem publicidade gratuita do produto deles, sem lucro algum. No mínimo, contraproducente. Eu adoraria gente fazendo propaganda gratuita do meu site.

Que fique bem claro aqui, antes que os nervosos se rebelem e não terminem de ler meu texto, que não apoio a pirataria de nenhum lado. Nem das gravadoras, que esfolam seus clientes e artistas, e que viraram impérios milionários. Nem dos usuários dos programas P2P e torrents que vendem DVDs piratas. Gente que usa e vende o produto alheio sem pagar nem um centavo para quem o produziu. E veja bem, eu disse produziu. Sim, porque o artista, quem de verdade produz a música ou filme, esse sempre é prejudicado, nos dois formatos. Pela gravadora, que cobra taxas infinitas de comissão para a produção e venda dos CDs, e pela pirataria.

Será que ninguém consegue achar um modelo intermediário? Um meio termo que agrade a todos?

Num estudo recente, publicado pela empresa de consultoria KPMG, chegaram a conclusão que as empresas de mídia devem parar de concentrar tantos recursos na proteção do conteúdo digital para procurarem maneiras de ganhar dinheiro com música e filmes digitais se quiserem derrotar a pirataria. Tem muita lógica! A consultoria disse também que a responsabilidade por encontrar novos modelos de negócios digitais cabe aos conselhos supervisórios das empresas e não apenas aos executivos de escalão médio. Com uma perda de receita estimada entre US$ 8 bilhões US$ 10 bilhões ao ano, a questão deveria ser resolvida pelos dirigentes das corporações.

"O que não se vê é um questionamento real dos modelos de negócios", disse Ashley Steel, sócia da divisão de Informação, Comunicações e Entretenimento da KPMG. "Eles se queixam dos Napsters", disse ela, referindo-se ao extinto serviço de troca de música digital condenado por violar leis norte-americanas de defesa dos direitos autorais. "Mas por que os Napsters existem? Por que o mercado os quer?”

Desde que a expansão da tecnologia nos anos 90 alimentou o esforço para colocar música, filmes, espetáculos e livros na web, as grandes gravadoras, estúdios de cinema e TV e editoras mundiais concentraram-se em criar software e hardware que impeça as pessoas de copiar conteúdo digital ilegalmente e revendê-lo.

Totalmente sem sucesso.

Daqui a pouco, vão mandar fechar a internet porque facilita a pirataria. Acabem logo com os Speedys e Virtuas de oito mega, eles são a razão da falência das gravadoras. Lendo assim, chega a ser ridículo. Hipocrisia total. Ninguém tem conexão de oito mega só para baixar e-mails e falar no msn. Acordem! O download de conteúdo digital existe, não adianta tentar tapar o sol com a peneira, nem tentar impedir.

A indústria fonográfica foi a mais atingida, com uma queda dramática nas vendas de CDs ao longo dos últimos anos, enquanto os chamados serviços peer-to-peer na web, no qual as pessoas trocam arquivos entre si, cresceram. Até tentaram lançar sites de download pago de música para combater a troca de arquivos, mas ainda não conseguiram atingir seus objetivos completamente, apesar do relativo sucesso da loja da Apple.

O resumo é que os executivos estão muito mais preocupados em manter a chave do cofre segura do que agradar seu consumidor. Se concentram mais em software de cifragem e outras tecnologias que bloqueiem a pirataria em lugar de tentar encontrar caminhos para chegar antes dos piratas à preferência dos consumidores.

Fecham e processam sites de fãs, achando que estão se protegendo...e apenas estão matando seus próprios clientes. Belo dilema. Permitir ou fechar tudo? Eu que não queria ser dono de gravadora nem estúdio de cinema hoje em dia...a batata tá quente e queimando a mão deles.

Seria ótimo que a indústria da mídia acordasse para o real problema, antes que o problema acabe com ela. Vale lembrar o caso da indústria de vídeo doméstico, que há 20 anos combatia piratas até encontrar maneiras de conseguir lucros do vídeo, apesar da pirataria. Começaram a oferecer produtos bons, por preços justos. Resultado simples: diminuiram muito a pirataria.

Ignorar o que seu consumidor quer é o primeiro passo para você sumir do mercado.

Com dados de: KPMG/Reuters/Folha

Só Cazuza entenderia...

Pronto, ferrou!

Faz algumas semanas que o conheci. Eu estava lá, sem a menor pretensão, louca pra me divertir naquela balada que prometia o que todas baladas prometem...ou seja, nada!

Tem coisa melhor que dançar?

Farra com as amigas, dançar até deixar lá na pista tudo de ruim que aconteceu no meu dia. Que nem foi tão ruim assim, pensando bem, mas tudo é pretexto. Champagne, música boa e...ferrou.

Como alguém pode imaginar? Justo ele? Com esse trabalho? Noturno ainda? Ah, não!

Mas foi assim, de bater o olho, entender que algo a mais existia e ficar o dia todo com a pessoa na cabeça.

Depois, acabei indo de novo lá, nem pensei nele, claro, imagine, nada a ver...

Mas foi bater o olho de novo e ver que talvez, ah, sei lá, acho que não!

Depois ele veio atrás, mandou recado pela minha amiga, pegou meu MSN...Acabamos conversando, e, para minha surpresa, a conversa durou. Durou horas! Acabamos falando de tudo. Acabei até revelando alguns planos de vida e umas coisas íntimas, logo pra ele, ainda um estranho. Nem sei bem como isso aconteceu...foi indo, indo, indo...e ferrou.

No fundo pensando bem, não tem nada a ver mesmo...cada um com o mundo tão diferente. Pelo que eu saiba, porque nem conhecer eu conheço direito.

Até que sinto que há afinidade e vejo que ele me olha “daquele” jeito, qual mulher não percebe? Eu nem olho muito de volta, para ele não achar que eu quero algo mais. Não tem nada a ver. Mas olha lá, até que ele tem um sorriso interessante. Mas imagina, nada a ver...ainda mais com aquele bando de mulher pulando na cabine dele? Ah, por favor. Não dá! Bom, verdade que minha amiga, e até eu, uma vez, pendurei lá na cabine, e não tem nada a ver mesmo, foi pela farra, mas vai saber o que as outras querem? Eu tô fora, não tem jeito.

Entro no MSN, vejo o nick dele lá, online...mas melhor nem falar. A coisa fica pior se acabar descobrindo o tamanho da afinidade e no que isso pode virar, melhor não.

Meus amigos não iriam entender, minha família também não, nem Cazuza entenderia. Ah, talvez o Cazuza entendesse...mas ele era louco né?

Melhor deixar assim, passou...passou...mas, ah, será que...ah, deixa, ferrou.

A paixão é tudo na vida de um ser vivo. Mas tudo tem um limite. Melhor nem me arriscar...Negar o amor, assim quando aparece, não deve ser uma coisa que passamos incólumes, mas melhor não arriscar...logo aparece outro menos complicado, né?

Mesmo daqui a 20 anos, tenho certeza que lendo isso e lembrando de tudo, não vou me arrepender, porque eu sei mesmo que nunca ia dar certo...

“I want it all the way...”, ele diz...um louco!

Eu acho melhor evitar todas aquelas passagens que envolvem paixonite aguda, amor com pinta de infinito, tudo que pode evoluir para alguma coisa mais séria. Melhor não arriscar. Ainda tem gente que imagina que tudo fica pequeno diante de sentimentos tão elevados, mas no final percebem que só amor não existe. Amor? Ah, amor só funciona nos livros...

Quem acredita só em amor não sabe o que é viver de verdade. E nunca vai subir na vida! Simples românticos...sonhadores, cheio de contas pra pagar.

E neste momento me vem de volta à mente o Cazuza, aquele doido, cantando:

“Dizem que eu sou louco por te querer assim...
Por pedir tão pouco e me dar por feliz...
Por perder noites de sono só pra te ver dormir...
E me fingir de burro pra você sobressair...”

Pequenos grandes prazeres

O prazer de crescer e se superar a cada dia.

O prazer de fazer o bem, sempre.

O prazer de viver com intensidade, com alegria e profundidade.

O prazer em poder escolher seus caminhos e ter uma vida livre.

O prazer de comer comidas gostosas, saborear uma boa bebida, sentir cheiros bons, tomar algo quentinho no frio.

O prazer de um beijo na boca com paixão.

O prazer de estar VIVO!

O que está acontecendo hoje, 15/05/2006, em SP?

Um caos, uma temeridade, o PCC no controle, perdemos nossa liberdade, vamos morrer se sair na rua depois das 20h?

Ou será isso tudo uma simples manipulação da massa, por parte de quem detém o poder?

O que será que aconteceu para toda a população de SP deixar de pensar antes de agir?

Qual a diferença das 52 mortes de policiais do domingo ou dos 5705 assassinatos na capital em 1999? 475 mortes por mês! Mais de 15 mortos por dia?

Milhares de pessoas são assassinadas e assaltadas diariamente. Vivemos numa guerra implícita há anos, mas quando a política e a televisão entram no jogo, a pseudo-guerra civil acaba virando verdade, explícita.

A TV usada como um propulsor da idéia. A internet, o MSN, boatos, e todo mundo morrendo de medo de sair de casa.

Deixamos o pensamento de lado, adotamos o medo e pronto, tudo para...Medo é a melhor forma de controle.

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia.

Amanhã na TV veremos flagrantes do povo oprimido pela "violência dos bandidos do PCC", agradecendo ter sido salvo pela polícia boazinha.

E aí? A pergunta é: Sair ou não sair de casa?

E a resposta é: Se tiver porque sair, saia normalmente, porque é isso que você faz todos os dias da sua vida. Rotina normal.

Se todos estivessem vivendo uma rotina normal, os ônibus funcionando, todos trabalhando, as escolas abertas...tudo estaria normal.

Aí você me responde: "Ah, mas hoje tem os ataques violentos dos "bandidos assassinos e maldosos do PCC", melhor ficar em casa, tenho medo de sair".

Como se nos outros dias da sua vida, ninguém fosse assassinado ou assaltado da mesma maneira ou pior!

E todos nós passivos, já que "não podemos fazer nada". Podemos ao menos, começar a pensar, antes de agir. Já ajudaria muito!

É a estratégia de assustar cachorro...você bate o pé no chão ele corre, mas tenho certeza que se ele inverter e começar a ameaçar te morder, você corre rapidinho.

Hoje, a maioria está com medo da minoria, isso não existe. É um desequilibrio.

Unidos, todos nós temos muita força, mas desunidos e com medo, somos fracos e manipuláveis.

Tente ver o tamanho do que que esta acontecendo hoje, sem ver TV, nem ouvir o rádio. Você verá que o que está acontecendo realmente é MENOS do que as pessoas acham que está acontecendo.

As pessoas estão com medo, e nem sabem do que...ouvem falar que está acontecendo uma coisa e já reagem com medo, aumentando com boatos o que nem aconteceu.

A coisa só te pega mesmo, se você comprar a história. Por isso eu digo, não aceite tudo que ouve! Pense antes de agir, já é um bom começo.

O povo entra em pânico...e nessa hora, se o governo, bandidos ou qualquer um, mesmo que seja um boato, mandar você ficar em casa trancado depois das oito da noite, você vai correndo pra cama, fazendo xixi na calça de medo, sem pensar em mais nada.

Os amigos me ligam para pedir que eu tome cuidado ao sair na rua, como se eu não tomasse cuidado todo dia...já fui assaltado 5 vezes com arma na cabeça...e nem por isso deixei de sair de casa nem de viver minha vida.

Algum dia já não queimaram ônibus e metralharam agência de banco?

É uma forma infantil de manipulação. E todos caem como patos.

Claro que hoje não vou andar de Rolex na Praça da República...não sou trouxa. Nem hoje, e nem nunca.

E, pelo mesmo motivo, não sou trouxa de cair nessa palhaçada de manipuladores de opinião, vou sair de casa quando eu quiser, vou fazer o que achar que devo, vou continuar pensando, vou continuar a ter a MINHA OPINIÃO. E essa, nenhum bandido me rouba.

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia...

Acabei de ver na TV o Ministro da Justiça, rindo, dizendo que Cláudio Lembo (Governador de SP) foi calouro dele na faculdade durante a "super" entrevista que veio fazer em SP sobre a ajuda federal ao estado.

"A AJUDA FEDERAL" - LULA, A SALVAÇÃO

O Governo de SP não tem muito o que fazer nesse caso, porque é gente bem mais poderosa que eles que está organizando isso...O PCC já se declarou formalmente excluído dos ataques, desde ontem. OU você achava que isso é coisa de bandido com meia dúzia de celulares na cadeia?

Agora, todos os paulistas estão trancados em casa. Com as TVs ligadas.

Viva o comérciooooooooooooooo!

Um comercial hoje no JN equivale a um do Super Bowl. Altos índices de audiência.

Imagine então produtos direcionados, seguros, carros blindados, portões eletrônicos, câmeras, controles...vamos ver os comerciais hoje, do que serão?

Que beleza, eu adoro a massa!

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia...

Em tempo, acabei de ouvir na TV Globo:
A cidade sitiada. 90 morrem em 180 ataques. Ataques ineficazes esses, não?

Eu, se fosse você, ficava em casa...de preferência, vendo TV. Sem pensar, claro!

Se puder, leia mais sobre isso no UOL.

Pequeno texto de ficção científica

Ano de 2028, em algum lugar do planeta, um sujeito lia seu noticiário diário em seu PalmReader Personal®, quando uma notícia na seção de saúde chamou sua atenção:

"Hoje em dia, as pessoas podem ter o corpo que quiserem, inclusive o rosto, graças aos avanços incríveis na tecnologia de cirurgia plástica a laser. Basta levar uma foto do modelo desejado e inserir no computador. Em minutos, uma imagem em terceira dimensão é gerada por um software especialmente desenvolvido. Depois, basta se deitar na maca. Em minutos, o laser esculpe os ossos, sem influir na pele, deixando o relevo muito parecido com a foto que foi escolhida como base.
As pessoas podem, todas, graças a um acordo com o sistema de saúde do governo, utilizarem essas novas técnicas para buscar, cada vez mais, viverem perto do padrão de beleza que foi imposto no começo do século. Cintura fina e um rosto equilibrado e angular não serão mais problemas."

Nisso, interrompe sua leitura e se põe a questionar o texto.

"- Mas como assim, agora todo mundo vai ser bonito? Como vou conseguir escolher a mulher ideal? Como vou saber quem é mesmo bonito ou foi modificado por essa operação a laser? Que horror, imagine, um mundo onde todo mundo é bonito? Sem mais gente feia, nem fora do padrão?"

Sem conseguir chegar a conclusão alguma na hora, foi dormir com aquela dúvida. Fiel consumidor de revistas de saúde e moda, estava realmente preocupado. Sempre tomou muitos complementos e vitaminas, buscou a forma perfeita do corpo, com muito esforço, nas academias e clínicas de tratamento. Gastava fortunas com roupas de grife e sabia tudo sobre o que acontecia nas colunas sociais. E agora? Tudo aquilo que ele sempre valorizou, ao alcance das pessoas simples, até pobres...Ele estava arrasado e confuso.

No dia seguinte, acordou diferente. Por um momento, se sentiu realmente livre e leve. Ligou para cancelar sua hora no esteticista e aproveitou o tempo extra conseguido para ler um pouco mais sobre o assunto da operação a laser.

De tanto pensar, percebeu que tudo que sempre lhe fora ensinado como bons valores e padrão ideal, tinha ido por água abaixo. Percebeu que estava buscando uma coisa que era impossível, até então: a perfeição. Percebeu que teria que descobrir seu próprio padrão agora. Teria que descobrir sozinho, seu próprio caminho para ser feliz. Estava enrascado.

Começou a ler e estudar mais sobre filosofia, artes e a buscar mais conhecimento sobre o ser humano, sua história e cultura. Começou a desenvolver e entrar em contato mais profundo com seu lado espiritual, até então relegado a segundo ou até mesmo terceiro plano.

Vendeu seu Audi e gastou o dinheiro da venda numa viagem para a Índia. Buscava respostas...

Na volta, percebeu que, agora, teria que voltar a conversar com as pessoas para conhecê-las, como nos tempos dos seus bisavós...

Verdades

Sou sempre verdadeiro com as pessoas que convivem comigo, até a medida que elas permitem.

Protocolo social

O básico é perceber que amor não é posse;

Que ciúme é fraqueza, doença;

E que casamento não é sinônimo de felicidade, mas sim, um protocolo de aceitação social.