Nada mais encantador do que uma pessoa disponível.
Aquela que nos recebe com um sorriso sincero, mesmo quando mal nos conhece.
Aquela que trata você como um velho amigo, mesmo que a amizade de vocês seja fresca.
A pessoa que não coloca condições na relação, antes mesmo dela começar.
O tal do "isso não pode ainda", para ela não existe, tudo vai acontecer naturalmente.
Com uma pessoa disponível as relações não seguem regras, seguem o momento. Ela nunca será invadida, naturalmente você saberá o limite do seu espaço.
Pessoas disponíveis simplesmente deixam as coisas acontecerem.
Nada mais encantador.
A pessoa disponível é a que dá primeiro, sem garantias da troca. Isso exige segurança, auto estima em dia, amadurecimento emocional e principalmente generosidade.
Pessoas disponíveis podem e certamente serão usadas ou enganadas em algum momento, mas não perdem sua dignidade. Quem engana tem a ilusão de ganhar algo, mas perde a coisa mais importante e valiosa, perde a disponibilidade de quem enganou.
Hoje em dia todo mundo está ocupado. Isso é um fato.
A pressão no trabalho, o que os outros vão pensar, a cobrança da família, dos pais e dos filhos, a aparência e a forma impecáveis, estamos todos equilibrando muitos pratinhos rodando ao mesmo tempo, mas disponibilidade vai além, sempre sobra um tempinho para viver.
Na disponibilidade, sempre há espaço para o melhor acontecer. Independente das condições, a pessoa disponível se dá o direito de sentir, de trocar, conhecer, aprender, de se exercer e principalmente o direito de SER...disponível.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Carta ao mestre
A primeira linha é para expressar gratidão. Obrigado mestre!
O mestre, com sua generosidade e paciência, ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas.
Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto.
Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, o mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um.
No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros.
Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus discípulos é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade.
Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas mas não tem respostas para seus próprios.
De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais.
Eu escolhi ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os discípulos e os mestres. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio.
De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre.
O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar.
Ele criou um novo mestre.
O mestre, com sua generosidade e paciência, ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas.
Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto.
Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, o mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um.
No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros.
Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus discípulos é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade.
Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas mas não tem respostas para seus próprios.
De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais.
Eu escolhi ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os discípulos e os mestres. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio.
De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre.
O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar.
Ele criou um novo mestre.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O amor de férias
Querido diário,
Hoje voltei das férias e foi incrível.
Foram momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Descobri coisas muito legais no Marcos.
Descobri novos lugares e falei com pessoas muito interessantes.
Fomos jantar fora. Comi especiarias locais e descobri sabores novos.
Estou apaixonada pelo lugar! Quero voltar sempre! Foi ótimo.
Estou apaixonada pelo Marcos, quero vê-lo sempre que ele quiser também.
Mesmo que eu não volte para lá nunca mais, vou lembrar sempre com o maior carinho do tempo que passei.
Mesmo que nunca mais veja o Marcos, jamais esquecerei o que aprendi e senti com ele.
Levarei isso como um tesouro para o resto da minha vida. Inesquecível!
Querido diário,
Hoje voltei da casa do Marcos e foi incrível, como sempre.
Foram mais momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Fomos jantar fora de novo naquele restaurante! Cada coisa gostosa.
Estou muito apaixonada por ele!
Fizemos amor pela primeira vez, foi um sonho.
Mas ai dele se ele não me ligar amanhã, vou me sentir um lixo, usada.
Não vejo a hora dele me pedir em namoro, dele ser só meu.
O pai dos meus filhos, meu marido!
Vivemos felizes 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano..... não temos o porque de ficarmos longe.
Querido diário,
Estou muito triste, o Marcos disse que ia viajar sem mim.
Como assim?
Tive uma crise de ciúmes, não aceito isso, como alguém que eu amo tanto e me ama pode querer viajar sem mim?
Queria entender isso, mas não consigo.
Ele tentou me convencer de que nada muda, mas não aceitei. Olha o bilhete que ele me escreveu:
Minha querida,
Porque você consegue aproveitar suas férias sem querer roubar o lugar só para você e comigo não pode ser assim?
Porque não consegue viver experiências amorosas sem querer possuir a pessoa amada?
Mesmo que a praia nunca te ligue, você continua amando suas ondas, mas se eu não te ligar, seu amor se transforma em ódio na hora.
Mesmo que nunca mais jantemos juntos naquele restaurante, o sabor de sua comida será sempre inesquecível, mesmo se você for com outra pessoa.
Minha liberdade, a nossa liberdade, não pode ser sinônimo de rejeição a você, mas sim do nosso amor.
Te amo,
Marcos.
Mesmo assim, acho que se ele me amasse mesmo, nunca viajaria sem mim.
Amor tem que ser compulsoriamente selado com um relacionamento assumido socialmente.
É absurdo, mas ele nem quer conhecer meus pais, raramente saímos com amigos, pouco vamos a eventos sociais juntos.
Ele deve ter vergonha de mim. Ou pior, deve ser casado com outra, só pode ser.
Vou terminar tudo, antes que eu comece a gostar dele de verdade e sofra.
...
"E assim se perpetua a vocação casamenteira dos amantes, que na verdade só querem ser promovidos a esposa ou marido. (Fabrício Carpinejar)"
Hoje voltei das férias e foi incrível.
Foram momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Descobri coisas muito legais no Marcos.
Descobri novos lugares e falei com pessoas muito interessantes.
Fomos jantar fora. Comi especiarias locais e descobri sabores novos.
Estou apaixonada pelo lugar! Quero voltar sempre! Foi ótimo.
Estou apaixonada pelo Marcos, quero vê-lo sempre que ele quiser também.
Mesmo que eu não volte para lá nunca mais, vou lembrar sempre com o maior carinho do tempo que passei.
Mesmo que nunca mais veja o Marcos, jamais esquecerei o que aprendi e senti com ele.
Levarei isso como um tesouro para o resto da minha vida. Inesquecível!
Querido diário,
Hoje voltei da casa do Marcos e foi incrível, como sempre.
Foram mais momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Fomos jantar fora de novo naquele restaurante! Cada coisa gostosa.
Estou muito apaixonada por ele!
Fizemos amor pela primeira vez, foi um sonho.
Mas ai dele se ele não me ligar amanhã, vou me sentir um lixo, usada.
Não vejo a hora dele me pedir em namoro, dele ser só meu.
O pai dos meus filhos, meu marido!
Vivemos felizes 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano..... não temos o porque de ficarmos longe.
Querido diário,
Estou muito triste, o Marcos disse que ia viajar sem mim.
Como assim?
Tive uma crise de ciúmes, não aceito isso, como alguém que eu amo tanto e me ama pode querer viajar sem mim?
Queria entender isso, mas não consigo.
Ele tentou me convencer de que nada muda, mas não aceitei. Olha o bilhete que ele me escreveu:
Minha querida,
Porque você consegue aproveitar suas férias sem querer roubar o lugar só para você e comigo não pode ser assim?
Porque não consegue viver experiências amorosas sem querer possuir a pessoa amada?
Mesmo que a praia nunca te ligue, você continua amando suas ondas, mas se eu não te ligar, seu amor se transforma em ódio na hora.
Mesmo que nunca mais jantemos juntos naquele restaurante, o sabor de sua comida será sempre inesquecível, mesmo se você for com outra pessoa.
Minha liberdade, a nossa liberdade, não pode ser sinônimo de rejeição a você, mas sim do nosso amor.
Te amo,
Marcos.
Mesmo assim, acho que se ele me amasse mesmo, nunca viajaria sem mim.
Amor tem que ser compulsoriamente selado com um relacionamento assumido socialmente.
É absurdo, mas ele nem quer conhecer meus pais, raramente saímos com amigos, pouco vamos a eventos sociais juntos.
Ele deve ter vergonha de mim. Ou pior, deve ser casado com outra, só pode ser.
Vou terminar tudo, antes que eu comece a gostar dele de verdade e sofra.
...
"E assim se perpetua a vocação casamenteira dos amantes, que na verdade só querem ser promovidos a esposa ou marido. (Fabrício Carpinejar)"
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Medo da morte (E outros medos)
Outro dia, uma amiga me perguntou se eu tinha medo de morrer. Respondi com um pronto e sonoro não! Respondi que para mim, a morte é algo natural, é a simples conseqüência de estar vivo.
Ela só me olhou com aquela cara incrédula de quem estava vendo um extraterrestre e não falou mais nada.
As pessoas, em sua grande maioria, nunca estão satisfeitas com o tempo de vida que terão. Afinal, temos sempre sonhos inacabados, coisas a realizar, pequenos ou grandes desejos ainda não conquistados, filhos para criar e cuidar, conhecimento a adquirir e muito mais.
O foco disso tudo está sempre no futuro e acho que aí que mora a origem dos medos.
Desde pequenos, somos ensinados e condicionados que a felicidade existe no futuro. Hoje as crianças aprendem, através da educação e de sugestões, que a felicidade está em ter uma casa grande, um corpo perfeito, bons carros, dinheiro, amigos influentes, sucesso profissional e principalmente, fama.
Vivemos condicionados pela sociedade (Estado, Igreja, cultura/mídia) a viver querendo mais, comparando nossa vida à vida do vizinho e expostos à nossa falta de tudo. Não basta ter algo, você sempre poderá ter algo melhor e mais caro.
Todo esse circo só é possível porque deixamos de viver o presente.
Ninguém te ensina que a felicidade não depende de nada e toda criança já nasce feliz. É uma coisa que você já nasce com, já faz parte de você.
A felicidade é um sentimento para ser vivido no presente, estando presente. Colocar a felicidade no futuro é certeza de infelicidade. O tal futuro que nunca chegará, sua felicidade estará sempre no amanhã.
Agora imagine morrer antes desse futuro chegar? Deve dar um medo enorme mesmo.
Uma pessoa feliz é tida como rebelde. A felicidade é uma grande rebelião. Nenhuma sociedade até hoje permitiu que alguém fosse feliz; é muito perigoso. Como mandar pessoas para a guerra, se elas forem felizes? Como convencê-las que precisam de regimes políticos, religiões e bens materiais em excesso? Pessoas felizes dão risadas de todas essas ideologias; não levam nada disso a sério. Rirão só com a idéia de que alguém possa lutar durante séculos por uma religião e matarem-se uns aos outros.
Seja feliz e não será mais possível encontrar utilidade para políticos, padres, templos, igrejas ou religiões em sua vida.
A maneira como encaramos nossa morte revela sutilezas de nossa essência: valores e significados de nossa vida. Refletir com sinceridade sobre a morte intensifica o propósito da vida, porque nos leva a ter mais clareza de nossas prioridades. Esta reflexão não pode ser apenas intelectual, deve ser mobilizada pelos sentimentos que surgem a partir de nosso coração.
A vida é impermanente: não podemos controlar as mudanças que chegam até nós, mas podemos escolher a maneira como lidar com elas.
A grande saída para o perder os medos é você descobrir sua vocação, viver sua missão com plenitude, no aqui e agora, presente.
Vivendo no presente, com entrega, generosidade e amor, nenhum medo resiste.
Ela só me olhou com aquela cara incrédula de quem estava vendo um extraterrestre e não falou mais nada.
As pessoas, em sua grande maioria, nunca estão satisfeitas com o tempo de vida que terão. Afinal, temos sempre sonhos inacabados, coisas a realizar, pequenos ou grandes desejos ainda não conquistados, filhos para criar e cuidar, conhecimento a adquirir e muito mais.
O foco disso tudo está sempre no futuro e acho que aí que mora a origem dos medos.
Desde pequenos, somos ensinados e condicionados que a felicidade existe no futuro. Hoje as crianças aprendem, através da educação e de sugestões, que a felicidade está em ter uma casa grande, um corpo perfeito, bons carros, dinheiro, amigos influentes, sucesso profissional e principalmente, fama.
Vivemos condicionados pela sociedade (Estado, Igreja, cultura/mídia) a viver querendo mais, comparando nossa vida à vida do vizinho e expostos à nossa falta de tudo. Não basta ter algo, você sempre poderá ter algo melhor e mais caro.
Todo esse circo só é possível porque deixamos de viver o presente.
Ninguém te ensina que a felicidade não depende de nada e toda criança já nasce feliz. É uma coisa que você já nasce com, já faz parte de você.
A felicidade é um sentimento para ser vivido no presente, estando presente. Colocar a felicidade no futuro é certeza de infelicidade. O tal futuro que nunca chegará, sua felicidade estará sempre no amanhã.
Agora imagine morrer antes desse futuro chegar? Deve dar um medo enorme mesmo.
Uma pessoa feliz é tida como rebelde. A felicidade é uma grande rebelião. Nenhuma sociedade até hoje permitiu que alguém fosse feliz; é muito perigoso. Como mandar pessoas para a guerra, se elas forem felizes? Como convencê-las que precisam de regimes políticos, religiões e bens materiais em excesso? Pessoas felizes dão risadas de todas essas ideologias; não levam nada disso a sério. Rirão só com a idéia de que alguém possa lutar durante séculos por uma religião e matarem-se uns aos outros.
Seja feliz e não será mais possível encontrar utilidade para políticos, padres, templos, igrejas ou religiões em sua vida.
A maneira como encaramos nossa morte revela sutilezas de nossa essência: valores e significados de nossa vida. Refletir com sinceridade sobre a morte intensifica o propósito da vida, porque nos leva a ter mais clareza de nossas prioridades. Esta reflexão não pode ser apenas intelectual, deve ser mobilizada pelos sentimentos que surgem a partir de nosso coração.
A vida é impermanente: não podemos controlar as mudanças que chegam até nós, mas podemos escolher a maneira como lidar com elas.
A grande saída para o perder os medos é você descobrir sua vocação, viver sua missão com plenitude, no aqui e agora, presente.
Vivendo no presente, com entrega, generosidade e amor, nenhum medo resiste.
sábado, 21 de junho de 2008
Fly Love Airlines
"Bem vindos a bordo da aeronave da Love Airlines. Agradecemos a sua preferência, sabendo que a decisão de viajar conosco é uma escolha pessoal."
Outro dia eu parei pra pensar o quanto viver um amor com entrega se parece com uma viagem de avião.
Você embarca achando que sabe bem onde está entrando, afinal de contas você conhece a companhia, conhece seu histórico. Sabe que é um meio seguro, tranqüilo.
Aprende que ao confiar no comandante do avião, está entregando a sua vida nas mãos de um desconhecido. Você não controla mais nada.
Turbulências podem acontecer, e acontecem, durante o vôo. Nem sempre passam logo.
Tem que conviver com uma certa intimidade com pessoas que fazem parte do seu vôo, e, em casos de vôos longos, dormindo e acordando do seu lado.
Para quem tem medo de voar, sempre tem alguém para dar conselhos. São sempre os mesmos, sempre.
Quando a viagem não é boa, o próximo aeroporto parece não chegar nunca, mas não tem como descer no meio.
É impossível voar em dois aviões simultaneamente. É impossível também embarcar pela metade, ninguém voa com o braço ou uma perna pra fora, ou está presente ou não está.
Crianças chorando no avião incomodam, muito.
E uma coisa é certa, se um acidente acontece, as conseqüências serão sempre catastróficas...
Igualzinho no amor.
Outro dia eu parei pra pensar o quanto viver um amor com entrega se parece com uma viagem de avião.
Você embarca achando que sabe bem onde está entrando, afinal de contas você conhece a companhia, conhece seu histórico. Sabe que é um meio seguro, tranqüilo.
Aprende que ao confiar no comandante do avião, está entregando a sua vida nas mãos de um desconhecido. Você não controla mais nada.
Turbulências podem acontecer, e acontecem, durante o vôo. Nem sempre passam logo.
Tem que conviver com uma certa intimidade com pessoas que fazem parte do seu vôo, e, em casos de vôos longos, dormindo e acordando do seu lado.
Para quem tem medo de voar, sempre tem alguém para dar conselhos. São sempre os mesmos, sempre.
Quando a viagem não é boa, o próximo aeroporto parece não chegar nunca, mas não tem como descer no meio.
É impossível voar em dois aviões simultaneamente. É impossível também embarcar pela metade, ninguém voa com o braço ou uma perna pra fora, ou está presente ou não está.
Crianças chorando no avião incomodam, muito.
E uma coisa é certa, se um acidente acontece, as conseqüências serão sempre catastróficas...
Igualzinho no amor.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Amigos, amigos, seios à parte.
Tudo começou com uma simpatia, que virou amizade e, em pouco tempo, amizade íntima. Trocamos segredos sobre nossas vidas, nossos amores, nossos desejos mais secretos, tudo com confiança, cumplicidade e afinidade. Tudo perfeito e muito saudável.
Só que a coisa pegou.
Do lado dela, tudo continuava igual, do meu não.
Já dizia Friedrich Nietzsche: "As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".
Só que com ela isso não existia, ela é linda, atraente, interessante e o desejo de algo mais começou a aparecer. Vontade de dar e ganhar prazer. Vontade do contato físico.
Aqueles seios me deixam nervoso...
Claro que alguns de vocês vão dizer: “Homens só pensam naquilo”. Tirando os preconceitos e o machismo de lado, convenhamos, mulher também só pensa naquilo. Hormônio é hormônio, afeta todo mundo igual.
Não existe a separação entre amizade e sexo na natureza. A aproximação profunda entre duas pessoas sempre caminha pro sexo.
Quando uma mulher diz que quer que você e ela sejam apenas amigos, mesmo sabendo do seu desejo por ela, não quer realmente que vocês dois sejam apenas amigos. Ela quer que você seja o amigo que fica babando por ela, mesmo sem ter a mínima chance de coisa alguma, e ela quer ser aquela amiga que estala os dedos e o amigo vem correndo, de rabinho abanando.
No meu dicionário, o nome disso não é amizade.
A mulher que pensa assim nem quer mesmo que vocês sejam realmente amigos. Se fossem, não teria a menor graça. Ela quer pretendentes e já decidiu, faz tempo, que nunca vai transar com eles. Não é nem por maldade, embora às vezes seja, e nem por falta de desejo, o que acontece, eventualmente, mas simplesmente porque ceder aos seus avanços significaria destruir essa relação de vassalagem que ela tanto necessita pra alimentar sua enorme vaidade.
Amizade verdadeira só pode florescer num clima de sinceridade e afinidade. Quanto maiores, maior a amizade.
Ambos precisam se encarar de braços abertos, dispostos a viverem a relação de forma entregue, de coração aberto e seguindo seus desejos. Se não existe espaço para isso acontecer, a qualidade da amizade fica comprometida.
Se o carinho, o toque e o sexo não podem fazer parte de uma profunda amizade entre homem e mulher é porque um dos dois tem o sexo como ferramenta de manipulação para fins escusos, tipo compromisso social (namoro, casamento e outras perversões) ou pior ainda, de manipulação e domínio pessoal.
Podemos ser os melhores amigos, e seremos, até mesmo com sexo envolvido entre nós, porque a relação continuará honesta, profunda e livre.
Quando um dos lados não acompanha o outro, algo está errado com a afinidade. Como diz meu mestre, "Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada".
E equívoco não é o que quero como relação de amizade, eu quero a relação honesta.
Principalmente a relação honesta comigo mesmo.
Só que a coisa pegou.
Do lado dela, tudo continuava igual, do meu não.
Já dizia Friedrich Nietzsche: "As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física".
Só que com ela isso não existia, ela é linda, atraente, interessante e o desejo de algo mais começou a aparecer. Vontade de dar e ganhar prazer. Vontade do contato físico.
Aqueles seios me deixam nervoso...
Claro que alguns de vocês vão dizer: “Homens só pensam naquilo”. Tirando os preconceitos e o machismo de lado, convenhamos, mulher também só pensa naquilo. Hormônio é hormônio, afeta todo mundo igual.
Não existe a separação entre amizade e sexo na natureza. A aproximação profunda entre duas pessoas sempre caminha pro sexo.
Quando uma mulher diz que quer que você e ela sejam apenas amigos, mesmo sabendo do seu desejo por ela, não quer realmente que vocês dois sejam apenas amigos. Ela quer que você seja o amigo que fica babando por ela, mesmo sem ter a mínima chance de coisa alguma, e ela quer ser aquela amiga que estala os dedos e o amigo vem correndo, de rabinho abanando.
No meu dicionário, o nome disso não é amizade.
A mulher que pensa assim nem quer mesmo que vocês sejam realmente amigos. Se fossem, não teria a menor graça. Ela quer pretendentes e já decidiu, faz tempo, que nunca vai transar com eles. Não é nem por maldade, embora às vezes seja, e nem por falta de desejo, o que acontece, eventualmente, mas simplesmente porque ceder aos seus avanços significaria destruir essa relação de vassalagem que ela tanto necessita pra alimentar sua enorme vaidade.
Amizade verdadeira só pode florescer num clima de sinceridade e afinidade. Quanto maiores, maior a amizade.
Ambos precisam se encarar de braços abertos, dispostos a viverem a relação de forma entregue, de coração aberto e seguindo seus desejos. Se não existe espaço para isso acontecer, a qualidade da amizade fica comprometida.
Se o carinho, o toque e o sexo não podem fazer parte de uma profunda amizade entre homem e mulher é porque um dos dois tem o sexo como ferramenta de manipulação para fins escusos, tipo compromisso social (namoro, casamento e outras perversões) ou pior ainda, de manipulação e domínio pessoal.
Podemos ser os melhores amigos, e seremos, até mesmo com sexo envolvido entre nós, porque a relação continuará honesta, profunda e livre.
Quando um dos lados não acompanha o outro, algo está errado com a afinidade. Como diz meu mestre, "Não existe amor não correspondido, é sempre uma das partes que está equivocada".
E equívoco não é o que quero como relação de amizade, eu quero a relação honesta.
Principalmente a relação honesta comigo mesmo.
Caça ao esquema
Já ouviram alguém falando assim:
“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas você já reparou na calça que ele usa? E o carro dele? Popular e caindo aos pedaços? Não dá né? Já reparou no jeito dele pegar os talheres? Quase um ogro... definitivamente ele não serve!”.
Ou
“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas ele não me dá a segurança que eu preciso, ele não vai garantir meu futuro desse jeito. Não vou investir numa pessoa que não pode me garantir um futuro digno”.
Ouço muitas pessoas falando em desencontros amorosos, carentes por serem sempre mal entendidas. Quando acham uma outra pessoa, apesar de gostarem, se darem bem, terem afinidade, a coisa nem sempre dá certo. Qual será o motivo?
O maior motivo é que a maioria não aceita mais o amor da forma como ele se apresenta...Procura sim, o que eu gosto de chamar de “esquema”.
Claro, as pessoas ainda querem o romance, mas que venha embrulhado em um pacote bem bonitão, malhado, bem relacionado e rico. Não fará mal se o pacote for entregue em um carro importado último modelo.
E aí, pronto, foi feita a mistura explosiva e destruidora entre caça e amor.
O cara pode ser o máximo como pessoa, vocês podem se amar, se dar bem, mas se não completar a “lista” de exigências, ele automaticamente entra na categoria de “legal, mas não serve”. Investimento não adequado. O amor não é prioridade, e é exatamente a falta dele que vai fazer a pessoa fazer muitas besteiras no futuro. Amor não vivido vira doença.
A pessoa amada, mas fora do esquema, simplesmente não serve.
Não serve, não se encaixa, como uma peça de roupa apertada ou folgada de tanto amor.
Não serve para o esquema.
Mas as pessoas casam...Não casam? Casam sim, mas hoje em dia, a maioria se casa com o esquema. Um vê no outro o trampolim ideal para o grande salto que querem dar na vida. Mas sem amor de verdade como base, a piscina do casamento fica sem água. Crash! Crash depressão, crash doenças, crash vícios, crash manipulação. Um desconta no outro o ódio de terem investido muito e recebido de volta um cheque sem fundo.
Quando as coisas começam a dar errado, as pessoas querem terminar, mas se vêem presas ao casamento, aos filhos, às obrigações assumidas. Confundem-se e acham que acabou o amor, sem conseguir entender o que deu errado. Acabam se conformando com uma vida pobre, medíocre até, mas estão presas ao esquema, cruel e avassalador.
Abandone o esquema e a sociedade abandona você.
E o amor, que existe também entre os dois, acaba soterrado. Ta lá, coitado, mas bem escondido.
Todo mundo procurando... As mesmas pessoas que o esconderam. “Ainda encontro a fórmula do amor, ainda encontro...” E a música canta uma busca que não precisaria existir, mas agora é tarde demais, as pessoas já confundiram tudo. Buscam o esquema, achando que estão buscando o amor. Buscam uma coisa achando que é outra, e não vão achar nunca.
Amor assim, sem interesse comercial, ainda existe? Ou será que virou item de luxo, peça de museu, coisa guardada para viver quando sobrar um tempo entre o trabalho, academia e as festas sociais?
Infelizmente, casamento deixou de ser sinônimo de amor faz tempo, virou um contrato, uma sociedade financeira, com conseqüências sociais e econômicas às vezes catastróficas na vida dos envolvidos. Castração mútua, em nome de aprovação social. Aí que reside o maior problema. Façam uma rápida análise dos seus amigos casados ou até mesmo do seu casamento.
Ninguém aqui está dizendo que você deve procurar um mendigo esfarrapado com um olhar amoroso e um coração de santo para se casar. O ponto é: Se você olhou alguém nos olhos e viu amor, viva esse amor. Entregue-se. Nós temos tantas e tantas coisas para serem resolvidas através de relações amorosas que, se furtar a isso, é tomar veneno, manter a toxicidade mental e emocional.
Depois, e só depois, de muito vivenciar amores de corpo e alma, você estará se conhecendo melhor. Talvez o suficiente para suportar uma vida social a dois, tendo por sustentáculo principal, o amor. Aí fica de verdade.
Noivinhos apressados: casamento é para depois do amor. Primeiro a gente precisa saber o que é o amor e depois saber viver o amor. Sem posse, sem apego, com a auto-estima resolvida, e de preferência, em segredo total do resto do mundo...Só depois disso é que vamos descobrir se quer casar ou não.
Quase todo mundo buscando o que seria uma conseqüência natural, transformada em objetivo de vida. O que você quer ser na vida? “Quero ser rico!”, e o que deveria ser conseqüência do trabalho, virou meta.
Caça desmedida, o vale tudo, passando por cima de si mesmo, dos desejos, crenças e princípios pra chegar onde? Numa prometida “vida boa” no futuro? Tudo maluco demais...
Encerro com uma frase do grande mestre Joseph Campbell: "Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo..."
“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas você já reparou na calça que ele usa? E o carro dele? Popular e caindo aos pedaços? Não dá né? Já reparou no jeito dele pegar os talheres? Quase um ogro... definitivamente ele não serve!”.
Ou
“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas ele não me dá a segurança que eu preciso, ele não vai garantir meu futuro desse jeito. Não vou investir numa pessoa que não pode me garantir um futuro digno”.
Ouço muitas pessoas falando em desencontros amorosos, carentes por serem sempre mal entendidas. Quando acham uma outra pessoa, apesar de gostarem, se darem bem, terem afinidade, a coisa nem sempre dá certo. Qual será o motivo?
O maior motivo é que a maioria não aceita mais o amor da forma como ele se apresenta...Procura sim, o que eu gosto de chamar de “esquema”.
Claro, as pessoas ainda querem o romance, mas que venha embrulhado em um pacote bem bonitão, malhado, bem relacionado e rico. Não fará mal se o pacote for entregue em um carro importado último modelo.
E aí, pronto, foi feita a mistura explosiva e destruidora entre caça e amor.
O cara pode ser o máximo como pessoa, vocês podem se amar, se dar bem, mas se não completar a “lista” de exigências, ele automaticamente entra na categoria de “legal, mas não serve”. Investimento não adequado. O amor não é prioridade, e é exatamente a falta dele que vai fazer a pessoa fazer muitas besteiras no futuro. Amor não vivido vira doença.
A pessoa amada, mas fora do esquema, simplesmente não serve.
Não serve, não se encaixa, como uma peça de roupa apertada ou folgada de tanto amor.
Não serve para o esquema.
Mas as pessoas casam...Não casam? Casam sim, mas hoje em dia, a maioria se casa com o esquema. Um vê no outro o trampolim ideal para o grande salto que querem dar na vida. Mas sem amor de verdade como base, a piscina do casamento fica sem água. Crash! Crash depressão, crash doenças, crash vícios, crash manipulação. Um desconta no outro o ódio de terem investido muito e recebido de volta um cheque sem fundo.
Quando as coisas começam a dar errado, as pessoas querem terminar, mas se vêem presas ao casamento, aos filhos, às obrigações assumidas. Confundem-se e acham que acabou o amor, sem conseguir entender o que deu errado. Acabam se conformando com uma vida pobre, medíocre até, mas estão presas ao esquema, cruel e avassalador.
Abandone o esquema e a sociedade abandona você.
E o amor, que existe também entre os dois, acaba soterrado. Ta lá, coitado, mas bem escondido.
Todo mundo procurando... As mesmas pessoas que o esconderam. “Ainda encontro a fórmula do amor, ainda encontro...” E a música canta uma busca que não precisaria existir, mas agora é tarde demais, as pessoas já confundiram tudo. Buscam o esquema, achando que estão buscando o amor. Buscam uma coisa achando que é outra, e não vão achar nunca.
Amor assim, sem interesse comercial, ainda existe? Ou será que virou item de luxo, peça de museu, coisa guardada para viver quando sobrar um tempo entre o trabalho, academia e as festas sociais?
Infelizmente, casamento deixou de ser sinônimo de amor faz tempo, virou um contrato, uma sociedade financeira, com conseqüências sociais e econômicas às vezes catastróficas na vida dos envolvidos. Castração mútua, em nome de aprovação social. Aí que reside o maior problema. Façam uma rápida análise dos seus amigos casados ou até mesmo do seu casamento.
Ninguém aqui está dizendo que você deve procurar um mendigo esfarrapado com um olhar amoroso e um coração de santo para se casar. O ponto é: Se você olhou alguém nos olhos e viu amor, viva esse amor. Entregue-se. Nós temos tantas e tantas coisas para serem resolvidas através de relações amorosas que, se furtar a isso, é tomar veneno, manter a toxicidade mental e emocional.
Depois, e só depois, de muito vivenciar amores de corpo e alma, você estará se conhecendo melhor. Talvez o suficiente para suportar uma vida social a dois, tendo por sustentáculo principal, o amor. Aí fica de verdade.
Noivinhos apressados: casamento é para depois do amor. Primeiro a gente precisa saber o que é o amor e depois saber viver o amor. Sem posse, sem apego, com a auto-estima resolvida, e de preferência, em segredo total do resto do mundo...Só depois disso é que vamos descobrir se quer casar ou não.
Quase todo mundo buscando o que seria uma conseqüência natural, transformada em objetivo de vida. O que você quer ser na vida? “Quero ser rico!”, e o que deveria ser conseqüência do trabalho, virou meta.
Caça desmedida, o vale tudo, passando por cima de si mesmo, dos desejos, crenças e princípios pra chegar onde? Numa prometida “vida boa” no futuro? Tudo maluco demais...
Encerro com uma frase do grande mestre Joseph Campbell: "Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo..."
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Relacionamento saudável de verdade não é feito de cobranças, posse e obrigações, mas sim de AMOR. Generosidade é a palavra chave. Eu posso ficar distante fisicamente das pessoas que AMO, mas isso não muda o sentimento, nem o carinho. Isso nunca acaba.
Esse é o verdadeiro o sabor da vida. O simples sentir, que, infelizmente, pouquíssimas pessoas sentem. Ou melhor, (não) vivem.
Esse é o verdadeiro o sabor da vida. O simples sentir, que, infelizmente, pouquíssimas pessoas sentem. Ou melhor, (não) vivem.
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