Essa semana parece que o pessoal descobriu um blog onde uma tal de felina coloca suas "interações" via msn com famosos, preferencialmente com jogadores de futebol, esporte número um neste país.
Algumas pessoas reagem indignadas com as imagens, outras indignadas com a mulher que as publicou e outras revoltadas com as próprias "vítimas" da pegadinha na webcam, afinal homens públicos e famosos não podem dar esse mole (ou duro).
No blog, com vídeos e screen prints, Fabiane Menezes, nome real da tal felina, desnuda famosos sem nenhum refino, exibindo poses e closes muito indiscretos de momentos íntimos vividos por ela e suas presas. Ela deve ser realmente irresistível.
Longe de julgar o direito dela publicar as imagens e nem tão pouco o comportamento das pessoas pegas pela dita cilada, eu quero falar sobre o que está por trás desse evento.
Que atire a primeira pedra o homem que nunca ficou curioso para viver as situações que os jogadores viveram pela camera, quem nunca teve vontade de fazer sexo virtual com uma desconhecida em um chat. Não me refiro a mulheres, porque geralmente não acham a menor graça nessas coisas, salvo raras exceções, porque se gostassem, fariam o mesmo, provavelmente.
O que vivemos hoje, além de uma bela e orquestrada farsa social, é o coroamento da hipocrisia. Tempos que bispos saem fazendo filho pelo mundo e depois viram presidentes, tempo que políticos usam o dinheiro público para financiar suas viagens internacionais e construir castelos e nada acontece, tempo que donos de templos de luxo e consumo na verdade são bandidos acusados de contrabando, e a lista poderia seguir sem fim; ver gente indignada por umas fotos de homem pelado na internet parece no mínimo um gasto de energia a toa.
Todo mundo tão preocupado com a vida dos outros que esqueceram de verdade de viver a própria.
Isso sim me deixa indignado.
Vivemos numa festa à fantasia 24 horas por dia, onde temos que nos comportar e nos vestir de acordo com o tema proposto no convite. Tem gente hoje mais preocupado com o traje e a aparência do que preocupados com o conteúdo. Somos obrigados a representar um papel em sociedade o tempo todo e somos cobrados por isso de maneira cruel.
Não é a tôa que a Susan Boyle fez tanto sucesso, comemoramos a redenção dos pobrinhos e enjeitados como se fosse a nossa própria salvação. Uma culpa a menos, por todos nossos preconceitos. É como ganhar a copa do mundo com o time de várzea.
Nessa sociedade que aparência tem esse peso todo, sair pelado fazendo sexo pela internet é crime mortal. Tenho pena do sofrimento que isso causa para os envolvidos, mas tenho ainda mais pena das pessoas que os crucificam.
Será que vamos deixar de ser caçadores um dia e deixar de olhar os outros como presas, competidores ou inimigos?
Não vejo a hora dessa festa da hipocrisia acabar.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Para quem vive iluminando.
Se tentarmos definir um tipo padrão, não conseguiremos. Elas não tem um tipo ou aparência especial. Podem se parecer com o seu vizinho ou aquela sua prima mais nova. Altas, baixas, magras, gordas, feias ou bonitas, não importa.
São pessoas comuns na aparência, mas todas com o nem sempre oculto super poder de iluminar.
Elas surgem do nada, como enviados especiais em sua missão de salvar o mundo.
Pessoas iluminadas. Disponíveis ao amor, entregues ao sentimento e com a bondade no coração. Geralmente felizes, são pessoas que te conhecem sem nunca terem te visto antes, as pessoas que entendem seu choro ou sorriso sem que seja necessária nenhuma explicação.
Para que haja compreensão, basta o seu silêncio. Basta um olhar.
Pessoas que vivem hoje na contra mão do nosso mundo caçador, empresarial, focado em resultados e conquistas materiais. Para elas, dinheiro não diz muito. Se realizam em um simples sorriso.
Românticas por natureza, se alimentam de carinhos e elogios.
Sim, são carentes, mas de tanto dar.
Surgem em nossa vida na hora que mais precisamos, sem pedirmos e geralmente se vão da mesma forma.
Doces novembros.
Minha esperança em achar gente especial no mundo acaba de ser renovada e que assim seja até o final da minha vida.
Iluminada.
São pessoas comuns na aparência, mas todas com o nem sempre oculto super poder de iluminar.
Elas surgem do nada, como enviados especiais em sua missão de salvar o mundo.
Pessoas iluminadas. Disponíveis ao amor, entregues ao sentimento e com a bondade no coração. Geralmente felizes, são pessoas que te conhecem sem nunca terem te visto antes, as pessoas que entendem seu choro ou sorriso sem que seja necessária nenhuma explicação.
Para que haja compreensão, basta o seu silêncio. Basta um olhar.
Pessoas que vivem hoje na contra mão do nosso mundo caçador, empresarial, focado em resultados e conquistas materiais. Para elas, dinheiro não diz muito. Se realizam em um simples sorriso.
Românticas por natureza, se alimentam de carinhos e elogios.
Sim, são carentes, mas de tanto dar.
Surgem em nossa vida na hora que mais precisamos, sem pedirmos e geralmente se vão da mesma forma.
Doces novembros.
Minha esperança em achar gente especial no mundo acaba de ser renovada e que assim seja até o final da minha vida.
Iluminada.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A vida tem sentido?
Outro dia, um fiel leitor desse blog me pediu que escrevesse o que penso sobre o "sentido da vida", assim mesmo, entre aspas, cheio de pompas.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
domingo, 5 de abril de 2009
Ciclos
Essa semana foi de muita reflexão.
Consegui perceber que felizmente, ou não, um ciclo se encerra na minha vida, abrindo um belo espaço para que um novo ciclo se inicie.
Além da sensação de medo pelo desconhecido, a percepção de estar vivo e vivendo com intensidade nunca foi tão presente.
A tristeza, pelo apego com as coisas e pessoas que se vão, também está presente.
O vazio (que pode ser visto como espaço disponível, pelos otimistas do copo meio cheio) é uma coisa muito doida, sofrida mesmo...e ai que entra todo o processo de ter amadurecido nesses últimos 40 anos.
Aprender a lidar com a perda de maneira íntegra, saudável e sem se vitimar é uma arte.
Desde os tempos da minha escolha pelo trabalho com música, mudando de horários e vida social (tudo incluso) que eu não enfrento uma parada tão dura e ao mesmo tempo, tão recompensadora.
Claro, na época que decidi seguir meu coração e largar tudo pelo que eu realmente acreditava, a despeito de todas as indicações em contrário, ver o porto seguro ficando distante, enquanto eu movia meu barco em direção ao grande e desconhecido mar foi bem difícil. No mar, você está só até chegar no próximo porto.
Agora é hora de zarpar de novo, levantar ancoras e partir. Talvez nem tenha dado tempo de me despedir de todos que ficam, mas o barco já partiu.
A vida é feita dessas partidas, de portos seguros, ao desconhecido.
É a tal da jornada, que Robert Happe fala em seu vídeo, nosso caminho ao auto conhecimento.
Algumas pessoas estacionam, amarram seus barcos em portos seguros e simplesmente não conseguem partir. É um direito concedido a todos, inclusive aos covardes e fracos de alma, que cercados sempre de milhões de argumentos sensatos, vivem com uma só certeza: ainda não estão prontos para prosseguir.
Não estão prontos para seus novos ciclos.
E assim, aprendendo o desapego e com a coragem dos grandes navegadores, sigo em frente, deixando tudo para trás, na eterna busca por mim mesmo, em algum ponto desse mar sem fim que é a vida.
Consegui perceber que felizmente, ou não, um ciclo se encerra na minha vida, abrindo um belo espaço para que um novo ciclo se inicie.
Além da sensação de medo pelo desconhecido, a percepção de estar vivo e vivendo com intensidade nunca foi tão presente.
A tristeza, pelo apego com as coisas e pessoas que se vão, também está presente.
O vazio (que pode ser visto como espaço disponível, pelos otimistas do copo meio cheio) é uma coisa muito doida, sofrida mesmo...e ai que entra todo o processo de ter amadurecido nesses últimos 40 anos.
Aprender a lidar com a perda de maneira íntegra, saudável e sem se vitimar é uma arte.
Desde os tempos da minha escolha pelo trabalho com música, mudando de horários e vida social (tudo incluso) que eu não enfrento uma parada tão dura e ao mesmo tempo, tão recompensadora.
Claro, na época que decidi seguir meu coração e largar tudo pelo que eu realmente acreditava, a despeito de todas as indicações em contrário, ver o porto seguro ficando distante, enquanto eu movia meu barco em direção ao grande e desconhecido mar foi bem difícil. No mar, você está só até chegar no próximo porto.
Agora é hora de zarpar de novo, levantar ancoras e partir. Talvez nem tenha dado tempo de me despedir de todos que ficam, mas o barco já partiu.
A vida é feita dessas partidas, de portos seguros, ao desconhecido.
É a tal da jornada, que Robert Happe fala em seu vídeo, nosso caminho ao auto conhecimento.
Algumas pessoas estacionam, amarram seus barcos em portos seguros e simplesmente não conseguem partir. É um direito concedido a todos, inclusive aos covardes e fracos de alma, que cercados sempre de milhões de argumentos sensatos, vivem com uma só certeza: ainda não estão prontos para prosseguir.
Não estão prontos para seus novos ciclos.
E assim, aprendendo o desapego e com a coragem dos grandes navegadores, sigo em frente, deixando tudo para trás, na eterna busca por mim mesmo, em algum ponto desse mar sem fim que é a vida.
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