Quantas vezes você ouviu sua voz interna chamando, apontando caminhos, apenas para ignorá-la em nome da segurança ou protocolos sociais? "Mas isso não é certo", você imediatamente rebate.
Esse conflito entre o que sentimos e o que achamos que é certo fazer gera um esgotamento profundo.
O burnout não é apenas profissional - é existencial. Ocorre quando vivemos histórias que não são as nossas, quando seguimos carreiras impostas por outros, quando sufocamos nossos verdadeiros desejos em nome da segurança ou do dinheiro.
Quando decidi virar DJ não existia nenhuma garantia que seria algo bom ou seguro, na verdade, o plano tinha muito mais chances de dar errado. O caminho mais sensato teria sido escolher uma profissão mais tradicional, como engenheiro ou advogado, mas hoje não me imagino fazendo outra coisa. Segui minha vocação, mesmo comprando briga com a família inteira. Foi fácil? Não, mas muito compensador.
Muitos passam a vida inteira esperando pelo momento perfeito, pelas condições ideais, mas não existe o perfeito. A vida acontece mesmo é nas decisões imperfeitas, nos saltos no escuro.
Não fazer não é solução - é morte.
É aquela tristeza inexplicável, aquela insatisfação que surge quando ignoramos o que sentimos ou quem realmente somos, em troca de uma sensação de controle, que geralmente é falsa. A real é que gente não controla nada nessa vida.
Pare de fugir da vida que clama por ser vivida dentro de você. Quando você confiar mais em si, ouvindo sua voz interna e vivendo o que sente, descobre sua autenticidade e fica bem mais feliz.
Você só falha de verdade quando para de tentar.
