Mostrando postagens com marcador manipulação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manipulação. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de maio de 2010

Sedução

"Sai com um cara que ficou indignado porque eu não quis transar com ele, olha só que absurdo."

Essa frase é real e veio de uma amiga que desabafou comigo sobre essa situação: ela estava saindo com um cara que gostava, tiveram uma conversa mais apimentada ao telefone, combinaram de sair e no final da noite, ela disse a ele que não ia rolar nada de sexo. O cara surtou, ficou nervoso, pediu que ela saísse do carro e foi embora gritando palavrões, arrancando o carro.

Se o cara ficou tão nervoso por algo que não aconteceu, certamente tinha grandes expectativas.

Se minha amiga sabia que o cara queria sair com ela para transar e ela sabia que não iria querer ou poder no dia, meu conselho é que não tivesse saído ou tivesse deixado isso bem claro antes de sair.

O não dito é sempre o que gera problemas.

Como ela gostava dele e não queria correr o risco de perdê-lo caso recusasse o programa, acabou cedendo. Mesmo sabendo do objetivo dele, resolveu arriscar. Óbvio que não deu certo.

Minha amiga também me disse que sempre procurou um homem que não pensasse só com a cabeça de baixo, reclamou que isso está difícil de encontrar e que ficou muito chateada com a reação do cara. Ela só não percebeu uma coisa: com medo de perdê-lo, revelando baixa auto-estima, disse o que ele queria ouvir, sem saber se ia mesmo cumprir o prometido.

Como culpar o outro por ficar chateado com uma mensagem que você mandou de modo equivocado?

Se você sabe que uma pessoa está atraída por você e a recíproca não é verdadeira, seria melhor não alimentar esperanças. Por mais legal que a pessoa possa ser como amiga, por mais que isso seja conveniente para você, saber que ela quer algo que você não quer corresponder inviabiliza uma troca saudável.

Seduzir sem efetivar a sedução é pura manipulação.

Na sociedade (ainda) machista em que vivemos, geralmente o homem se coloca na posição em que tem que tomar a iniciativa, se colocar na frente da conquista. A mulher se acomoda no papel de desejada (mesmo que deseje também, não se manifesta) e mantém o controle da situação.

O que deveria ser um amor bilateral vira uma corrida do pretendente ao grande prêmio, no caso, ela mesma.

Essa distorção dá espaço para mulheres dizerem que foram usadas por um cara, como se tivessem sofrido durante o prazer do companheiro. Será que foram obrigadas a fazer sexo? Fora em uma situação de estupro, não existe se dizerem usadas, é uma grande bobagem. O que acontece é que o cara também diz o que a mulher quer ouvir para conseguir o que quer.

Duplo estelionato, amor deixado de lado, vira caçada.

Se você faz sexo querendo que o cara te peça em namoro no dia seguinte, isso não é amor, é pura manipulação. Se você oferece a possibilidade de sexo para manter alguém do seu lado ou se usa o sexo como ferramenta de conquista, não deveria.

Usar sexo com moeda de troca é uma profissão, não é amor.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Meu plano infalível para dominar o mundo

Fruto de muita observação, esse meu pequeno plano em dez passos para dominar o mundo é bem simples.

Primeiro passo:
Dividir para conquistar. Esse é o passo básico e fundamental. Gente unida dá muito trabalho para manipular, mentes separadas são mais frágeis. Pretendo conseguir completar esse passo estimulando a ruptura, competição, ambição e guerras.

Segundo passo:
Enfraquecer as instituições. Este é um desdobramento do primeiro passo. Acabando com a confiança do povo nos políticos, na polícia, nas religiões, nas escolas. Com esse passo, elimino a chance de alguma instituição reunir as pessoas divididas no primeiro passo.

Terceiro passo:
Estimular o culto ao luxo e gerar necessidades de consumo descontrolado. Você tem um bom carro, uma boa casa, boas roupas? Não basta! Você precisa de roupas de grife, carros importados e uma casa maior e vai acreditar nisso com todas suas forças. Para conseguir comprar todas essas coisas, vai trabalhar igual um escravo, sem tempo de lazer ou para educar e cuidar dos seus filhos. Criarei marcas famosas e venderei produtos baratos com essa marca, mas com um overprice gigante, o que vai ajudar a financiar meu plano. Por exemplo, vou vender calças jeans por mais de R$ 1000,00, sendo que custam no máximo R$ 50,00 de material e mão de obra. Criar um padrão de beleza inatingível para grande maioria das pessoas será o desdobramento desse passo.

Quarto passo:
Enfraquecer a imprensa e controlar as comunicações. Por motivos óbvios, a divulgação de informações contrárias ao meu plano não serão bem vindas, portanto pretendo impedir qualquer tipo de oposicão nas comunicações, nem que para isso eu tenha que abolir a necessidade de diploma para jornalistas e contratar gente barata e gananciosa para escrever no meu jornal e apresentar meus programas de TV.

Quinto passo:
Disseminação de substâncias entorpecentes. O álcool, o fumo, as drogas químicas e naturais. Os remédios alopatas. Nos alimentos, usarei fertilizantes, adubos, hormônios e aditivos artificiais. Tudo isso para gerar pessoas menos saudáveis, mais dependentes e frágeis, portanto mais facilmente manipuláveis. O dependente é um escravo da manipulação.

Sexto passo:
Infiltrar minha gente no poder. Começando nas pequenas esferas até as mais altas, colocarei pessoas voltadas para a defesa de meus interesses. Financiarei a campanha para a eleição delas e depois cobrarei esse dinheiro de volta com leis para meu proveito, possibilitando assim o:

Sétimo passo:
Fazer os outros trabalharem por mim. Com meus políticos no poder, farei com que criem taxas e impostos e todos os cidadãos terão que pagar grande parte dos seus ganhos para benfeitorias comuns, mas na verdade grande parte desse dinheiro será desviado a fim de fortalecer ainda mais minha campanha de colocar pessoas de meu interesse no poder.

Oitavo passo:
Estimular a insegurança e o medo. Criar por meio da imprensa, notícias que coloquem as pessoas em estado de alerta constante. Pretendo criar falsas ameaças e crises econômicas, espalhando factóides e boatos e obrigando os cidadãos a se isolarem em casa, buscando mais informações somente pelo rádio, tv e jornais, onde colocarei mais notícias assustadoras. É um loop perfeito para a manipulação.

Nono passo:
Acesso total a informação individual e pessoal. Obrigarei a todos a utilizarem um sistema bancário único, onde terei acesso a toda a movimentação financeira do mundo. Controlarei todos os gastos de cada indivíduo. Criarei também servidores gratuitos de internet onde as pessoas armazenarão seus e-mails pessoais e informações estratégicas. Caso alguma me interesse, terei senhas para acessá-las sem que o dono da conta perceba.

Décimo e último passo:
Enfraquecer a educação e a cultura. Criar instituições de ensino onde as informações sejam ensinadas de modo a não estimular a união nem o pensamento crítico. Todos serão obrigados a decorar toneladas de informações inúteis e não terão a menor chance de escolha. Todos serão tratados igualmente, independente de suas diferenças de aprendizado. As diferenças serão menosprezadas e o preconceito estimulado. Pessoas com qualquer traço de reflexão serão perseguidas ou segregadas. Professores como autoridades serão mal remunerados e o respeito a eles não será incentivado, conforme já descrito no passo dois.

Acredito que com esses simples dez passos, em algumas décadas o mundo estará sob meu controle. Espero que ninguém tenha tido nenhuma dessas idéias antes de mim.