A economia está em crise. As pessoas estão em crise, o mundo está em crise.
Espere ai, antes que eu perca algum leitor no segundo parágrafo, achando que eu vou falar que o ideograma de crise é o mesmo que o da oportunidade, o caminho desse texto é outro. Eu nem entendo ideogramas.
Na verdade, também não estou nem um pouco interessado em resolver a crise do mundo, porque, o mundo mesmo, em si, não está em crise alguma.
A crise mesmo está nas pessoas e nas suas relações.
As verdadeiras relações de amor (e com amor) é que estão em crise.
Na onda de vencer a nossa pseudo luta pela sobrevivência, criamos essa nossa necessidade de sermos os melhores. Temos que ser os mais informados, os mais inteligentes, os mais charmosos, os mais conectados, os mais populares, os mais mais, afinal, estamos numa guerra, atrás do nosso dinheirinho suado no final do mês.
Desistimos de sermos todos juntos para sermos concorrentes.
Hoje, no intuito de parecer sermos algo que não somos, acabamos nos relacionando funcionalmente com os personagens dos outros. Tudo de uma maneira tão superficial e linear que parece que estamos vivendo uma história em quadrinhos.
Onde será que cabe amor nisso? Não cabe.
No começo de um relacionamento de personagem com personagem, tudo anda bem, sabemos o que esperar do outro exatamente, sabemos o que ele nos vendeu, mas quando o relacionamento se alonga e aprofunda, os personagens começam a não se sustentar mais.
A frustração é gigantesca. E agora, onde está aquele príncipe que saia comigo no inicio do namoro, que estava sempre arrumado e cheiroso e esperava eu ter orgasmos múltiplos antes dos dele? Onde está aquela filha perfeita que criamos, que fazia tudo que queríamos e sonhamos como perfeito para a vida dela? Onde está aquele amigo sempre presente que costumava me ligar todo dia e passar em casa para perguntar se eu preciso de algo?
Não existem mais! Aliás, nunca existiram, são fakes.
No fundo, somos apenas pessoas, humanos. Falhos.
De uma hora para a outra, temos que aprender a lidar bem com os defeitos dos outros, processo bem complicado e que passa primeiro pela aceitação dos nossos próprios defeitos.
Passaremos a vida toda nessa longa jornada de conhecimento e aceitação.
Brigamos contra isso, fugindo de sofrimentos e dores, mas lutar contra a realidade só nos afasta dela. Viver fora da realidade é como viver fora do corpo, viver longe do nosso espírito.
Ao invés das imensas expectativas e consequentes frustrações, que tal tentarmos viver mais perto de nós mesmos e dos outros? Vamos trabalhar o conhecimento próprio. Vamos cuidar das nossas almas, do amor e da nossa felicidade com presença.
É dai que vem a nossa auto-estima e a nossa consequente realização como pessoa.
A luta é árdua, mas por nós mesmos, vale sempre a pena.
terça-feira, 17 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
O triunfo do medo
Cuidado, muito cuidado!
Sim, bastou uma frase como esta e seu corpo já está reagindo internamente com ansiedade.
Essa mesma ansiedade em escalas maiores, provocam reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. É a expressão física do medo.
No livro "O Poder do Subconsciente", o Dr. Joseph Murphy afirma que o medo é o maior inimigo do homem: "O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos."
Hoje em dia somos expostos a milhares de mensagens negativas nos noticiários e bombardeados com regras sobre o modelo físico e comportamental que devemos seguir para sermos aceitos socialmente. O fruto desse excesso de informações ruins e cobranças, em doses sutis e homeopáticas pela vida inteira, acaba gerando reações adversas e sempre prejudiciais em todos nós.
As religiões, de maneira mais explicita ou não, incutem o medo em seus fiéis como artifício de controle e persuasão, que pode ocorrer de maneira pacífica ou até mesmo de maneira quase coercitiva: experimente não aceitar seus deuses e fatalmente você será condenado a queimar no fogo eterno do inferno.
Em relacionamentos amorosos, os príncipes e princesas dos contos de fada, sempre bonitos, cheirosos e educados, criaram uma expectativa irreal nas pessoas. Nascemos lendo história de amor perfeito. Quando crescemos, isso não se repete na vida real. Frustrações amorosas constantes estão geralmente relacionadas a estas altas expectativas, à falta de auto-estima ou até mesmo a pura sabotagem.
Estas sim são as causas reais dos fracassos amorosos.
Fala-se muito hoje em dia no medo de perder o emprego, como consequência da crise econômica que vivemos, mas em 2000, em pesquisa feita pela CNI, 43% dos dois mil entrevistados já tinham muito medo do desemprego. Num momento de crise, a pessoa em estado de pura ansiedade começa a pensar: "E se eu perder o meu emprego? E se eu não conseguir pagar o aluguel de casa?". Esses pensamentos ansiosos são capazes de alimentar a sua mente com possibilidades assustadoras, o que não ajuda nem um pouco quem precisa de foco para fazer um trabalho bem feito.
Esse sim é um motivo real para perder o emprego, trabalhar mal.
O medo normal é bom, nos defende, o medo excessivo é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo levam ao medo excessivo, obsessivo. Temer alguma coisa persistentemente as vezes é ainda pior do que as consequências dos fatos que geraram o medo em si. Esse medo condicionado pelo seu próprio pensamento é um processo pelo qual uma coisa que não representa ameaça alguma torna-se temida por estar associada na mente do indivíduo a algo assustador.
Encarando fria e racionalmente qualquer medo, a maioria deles não se sustentam.
Você consegue superar o medo excessivo quando sabe que seus pensamentos podem reverter esse processo. Geralmente a ajuda de um profissional se faz necessária para os primeiros passos, mas procure se dedicar na realização dos seus desejos e na vivência de seus afetos, que são o oposto do seu medo.
No amor, o medo não prospera.
Segundo Reich, os bebês nascem com apenas dois medos básicos: o de queda e o de asfixia. Todos os outros medos que temos são adquiridos racionalmente durante a vida.
Pratiquemos o exercício da liberdade que os nossos medos temem. É o movimento contrário ao medo.
Progressivamente, do mesmo jeito que se apossaram de sua mente e sua vida, sairão.
Sem medo, vivemos melhor.
Sim, bastou uma frase como esta e seu corpo já está reagindo internamente com ansiedade.
Essa mesma ansiedade em escalas maiores, provocam reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. É a expressão física do medo.
No livro "O Poder do Subconsciente", o Dr. Joseph Murphy afirma que o medo é o maior inimigo do homem: "O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos."
Hoje em dia somos expostos a milhares de mensagens negativas nos noticiários e bombardeados com regras sobre o modelo físico e comportamental que devemos seguir para sermos aceitos socialmente. O fruto desse excesso de informações ruins e cobranças, em doses sutis e homeopáticas pela vida inteira, acaba gerando reações adversas e sempre prejudiciais em todos nós.
As religiões, de maneira mais explicita ou não, incutem o medo em seus fiéis como artifício de controle e persuasão, que pode ocorrer de maneira pacífica ou até mesmo de maneira quase coercitiva: experimente não aceitar seus deuses e fatalmente você será condenado a queimar no fogo eterno do inferno.
Em relacionamentos amorosos, os príncipes e princesas dos contos de fada, sempre bonitos, cheirosos e educados, criaram uma expectativa irreal nas pessoas. Nascemos lendo história de amor perfeito. Quando crescemos, isso não se repete na vida real. Frustrações amorosas constantes estão geralmente relacionadas a estas altas expectativas, à falta de auto-estima ou até mesmo a pura sabotagem.
Estas sim são as causas reais dos fracassos amorosos.
Fala-se muito hoje em dia no medo de perder o emprego, como consequência da crise econômica que vivemos, mas em 2000, em pesquisa feita pela CNI, 43% dos dois mil entrevistados já tinham muito medo do desemprego. Num momento de crise, a pessoa em estado de pura ansiedade começa a pensar: "E se eu perder o meu emprego? E se eu não conseguir pagar o aluguel de casa?". Esses pensamentos ansiosos são capazes de alimentar a sua mente com possibilidades assustadoras, o que não ajuda nem um pouco quem precisa de foco para fazer um trabalho bem feito.
Esse sim é um motivo real para perder o emprego, trabalhar mal.
O medo normal é bom, nos defende, o medo excessivo é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo levam ao medo excessivo, obsessivo. Temer alguma coisa persistentemente as vezes é ainda pior do que as consequências dos fatos que geraram o medo em si. Esse medo condicionado pelo seu próprio pensamento é um processo pelo qual uma coisa que não representa ameaça alguma torna-se temida por estar associada na mente do indivíduo a algo assustador.
Encarando fria e racionalmente qualquer medo, a maioria deles não se sustentam.
Você consegue superar o medo excessivo quando sabe que seus pensamentos podem reverter esse processo. Geralmente a ajuda de um profissional se faz necessária para os primeiros passos, mas procure se dedicar na realização dos seus desejos e na vivência de seus afetos, que são o oposto do seu medo.
No amor, o medo não prospera.
Segundo Reich, os bebês nascem com apenas dois medos básicos: o de queda e o de asfixia. Todos os outros medos que temos são adquiridos racionalmente durante a vida.
Pratiquemos o exercício da liberdade que os nossos medos temem. É o movimento contrário ao medo.
Progressivamente, do mesmo jeito que se apossaram de sua mente e sua vida, sairão.
Sem medo, vivemos melhor.
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