Sou usuário de redes sociais, mas só posto socialmente.
Dou uma tuitada aqui e ali, em média quatro vezes ao dia. Meu Facebook é pouco usado, geralmente mais para divulgar algum evento ou novo local que vou tocar como DJ.
Costumo fazer check in no Foursquare, conta que abri, fechei e reabri recentemente, incentivando os amigos a me adicionarem e dividirem comigo sua localização.
Meu Tumblr só serve para juntar imagens "educativas".
Tenho perfil no Orkut e sou dono de comunidades com mais de doze mil participantes, mas entro raramente, só para dar uma olhada no que está acontecendo.
Posto minhas fotos pessoais no Instagram e no Twitpic, com uma certa regularidade.
Essa semana, resolvi fazer um teste comigo mesmo: sai de férias do trabalho e de quebra, resolvi que iria sair de férias de todas as redes sociais. Pensei comigo mesmo: vai ser moleza, uma semana só, vai ser fácil.
NÃO FOI.
Fui para um lugar muito bonito, cheio de paisagens e visuais incríveis para tirar fotos lindas sem esforço.
Queria mostrar o quanto minhas férias foram perfeitas, enquanto metade da minha timeline provavelmente reclamava do trânsito e do excesso de trabalho (ou da falta de tempo, sono, sexo). Confesso que por muitas vezes eu tive vontade de fazer algum comentário, postar uma foto arrebatadora do pôr-do-sol laranja no horizonte ou do prato de cheio de camarões na minha frente, mas eu resisti.
Depois de uns três dias distante, comecei a ler a minha timeline regularmente, toda noite. Não consegui ficar mais tempo sem ler. A vontade de responder alguns posts era grande, mas também não o fiz. Fiquei sabendo de várias notícias, resultados de BBB, jogos de futebol e curiosidades. Ri de várias piadas. A leitura de pessoas que escolhemos seguir é sempre interessante, mas continuei sem postar nada. Queria ver o resultado dessa distância em mim.
Nada como uma outra perspectiva para termos uma outra visão.
A distância que consegui com a postura de somente leitor me possibilitou ver o quanto reclamamos, falamos e xingamos sem necessidade: "Ei, olha eu aqui sem tempo pra nada", "olha aqui meu chefe me dando uma bronca", "olha aqui minha namorada me enchendo o saco", "olha meu cachorro que fez xixi no tapete". Tudo isso poderia ser traduzido em uma só frase: "Ei, olha um pouquinho pra mim". Todo mundo ali, só pedindo um pouco de atenção.
Todos olhamos e queremos ser olhados de volta. Como não escrevi nada, ninguém me respondeu nada. A sensação de não ter o feedback das pessoas foi bem ruim, acho que é isso o que mais me vicia no twitter. A interação, geralmente imediata.
Algumas pessoas sentiram minha falta e eu, falta delas. Falta do contato diário e não invasivo, que é muito bom. De certa forma, é uma maneira de saber como as pessoas que te interessam estão e o que estão fazendo, sem ter que ficar metendo o nariz na vida delas, elas contam o que querem que você saiba e todos FICA feliz.
No final, percebi que eu estou bem mais dependente disso tudo do que podia imaginar. Ficar uma semana sem postar nada foi um belo exercício de controle do ego, principalmente nessa rara semana de férias.
Analisar cada sensação que tive ao reprimir a vontade de postar foi bem interessante. Recomendo a todos essa experiência.
Uma semana somente, fora das redes sociais e garanto que você vai ver tudo de outra maneira.
segunda-feira, 28 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
A hora do perdão
A vida não foi justa com você. Você estava tão bem, vivendo tranquilamente e bem nessa hora aconteceu essa tragédia que estragou sua vida, te trouxe problemas, consequências para o resto dos seus dias.
Essa história serve para você e serve para qualquer pessoa viva na face da terra. Todos nós temos nossas pequenas tragédias.
Gente que perde uma perna, um braço, um parente querido, perde todo dinheiro, perde a liberdade, perde o rumo da vida. Perdas acontecem para todos que tem alguma coisa ou alguém para perder. São inevitáveis, pequenos avisos do mundo para nos lembrar que estamos aqui por tempo limitado, que as coisas não são eternas, incluindo nossa própria vida.
Você se recusa a aceitar, não quer perder o controle, mas a única coisa que consegue é se magoar diante de tantos planos e expectativas.
Culpa o outro pela sua dor, pela sua dificuldade, pelo seu dissabor. Se não fosse isso, você seria feliz, com certeza, é o que repete a si mesmo sem parar.
Como seria minha vida se isso não tivesse acontecido? Seria bem melhor? Será que só seremos felizes se tudo estiver perfeito como um comercial de margarina?
Eu já vi gente com todo tipo de deficiência superar limites e vencer nos seus sonhos, mendigos que viraram ricos, cadeirantes que fazem atletismo, doentes que se curam de doenças incuráveis. Superações diárias de gente que tinha tudo para reclamar de sua vida.
Ficamos fechados em nossas pequenas misérias, reclamando que a vida acabou porque a unha está encravada, reclamando dos outros, reclamando de tudo, mas no fundo somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Assuma a responsabilidade da sua.
Perdoe os outros e principalmente perdoe a si mesmo por tudo de ruim que te fizeram. A energia que você gasta para reclamar de tudo é a mesma que gastaria pra viver feliz. Perdoar exige generosidade, compreensão e principalmente atitude.
Ser positivo é uma questão de escolha.
Para ver as coisas de uma maneira positiva, precisamos querer, todos os dias, um dia de cada vez.
As coisas que nos acontecem, mesmo não tendo aparente função, no fundo são as coisas que formam nosso caráter e nossa maneira de encarar a vida.
Chegou a hora do perdão, perdoe a si mesmo e agradeça por estar onde está. Agradeça que a vida lhe colocou obstáculos na medida em que pode lidar, resolver e superar.
Agradeça também tudo de bom que você tem. Você cresce no interior, cresce como ser humano.
Sem mágoa, sem culpa, sem dor.
Eu me perdôo e você?
Essa história serve para você e serve para qualquer pessoa viva na face da terra. Todos nós temos nossas pequenas tragédias.
Gente que perde uma perna, um braço, um parente querido, perde todo dinheiro, perde a liberdade, perde o rumo da vida. Perdas acontecem para todos que tem alguma coisa ou alguém para perder. São inevitáveis, pequenos avisos do mundo para nos lembrar que estamos aqui por tempo limitado, que as coisas não são eternas, incluindo nossa própria vida.
Você se recusa a aceitar, não quer perder o controle, mas a única coisa que consegue é se magoar diante de tantos planos e expectativas.
Culpa o outro pela sua dor, pela sua dificuldade, pelo seu dissabor. Se não fosse isso, você seria feliz, com certeza, é o que repete a si mesmo sem parar.
Como seria minha vida se isso não tivesse acontecido? Seria bem melhor? Será que só seremos felizes se tudo estiver perfeito como um comercial de margarina?
Eu já vi gente com todo tipo de deficiência superar limites e vencer nos seus sonhos, mendigos que viraram ricos, cadeirantes que fazem atletismo, doentes que se curam de doenças incuráveis. Superações diárias de gente que tinha tudo para reclamar de sua vida.
Ficamos fechados em nossas pequenas misérias, reclamando que a vida acabou porque a unha está encravada, reclamando dos outros, reclamando de tudo, mas no fundo somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Assuma a responsabilidade da sua.
Perdoe os outros e principalmente perdoe a si mesmo por tudo de ruim que te fizeram. A energia que você gasta para reclamar de tudo é a mesma que gastaria pra viver feliz. Perdoar exige generosidade, compreensão e principalmente atitude.
Ser positivo é uma questão de escolha.
Para ver as coisas de uma maneira positiva, precisamos querer, todos os dias, um dia de cada vez.
As coisas que nos acontecem, mesmo não tendo aparente função, no fundo são as coisas que formam nosso caráter e nossa maneira de encarar a vida.
Chegou a hora do perdão, perdoe a si mesmo e agradeça por estar onde está. Agradeça que a vida lhe colocou obstáculos na medida em que pode lidar, resolver e superar.
Agradeça também tudo de bom que você tem. Você cresce no interior, cresce como ser humano.
Sem mágoa, sem culpa, sem dor.
Eu me perdôo e você?
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