Nada mais encantador do que uma pessoa disponível.
Aquela que nos recebe com um sorriso sincero, mesmo quando mal nos conhece.
Aquela que trata você como um velho amigo, mesmo que a amizade de vocês seja fresca.
A pessoa que não coloca condições na relação, antes mesmo dela começar.
O tal do "isso não pode ainda", para ela não existe, tudo vai acontecer naturalmente.
Com uma pessoa disponível as relações não seguem regras, seguem o momento. Ela nunca será invadida, naturalmente você saberá o limite do seu espaço.
Pessoas disponíveis simplesmente deixam as coisas acontecerem.
Nada mais encantador.
A pessoa disponível é a que dá primeiro, sem garantias da troca. Isso exige segurança, auto estima em dia, amadurecimento emocional e principalmente generosidade.
Pessoas disponíveis podem e certamente serão usadas ou enganadas em algum momento, mas não perdem sua dignidade. Quem engana tem a ilusão de ganhar algo, mas perde a coisa mais importante e valiosa, perde a disponibilidade de quem enganou.
Hoje em dia todo mundo está ocupado. Isso é um fato.
A pressão no trabalho, o que os outros vão pensar, a cobrança da família, dos pais e dos filhos, a aparência e a forma impecáveis, estamos todos equilibrando muitos pratinhos rodando ao mesmo tempo, mas disponibilidade vai além, sempre sobra um tempinho para viver.
Na disponibilidade, sempre há espaço para o melhor acontecer. Independente das condições, a pessoa disponível se dá o direito de sentir, de trocar, conhecer, aprender, de se exercer e principalmente o direito de SER...disponível.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Conexões
Estamos todos ligados de alguma forma.
Somos ligados por pensamentos, energias, frases, sentimentos (ou ressentimentos).
Lutando pela sobrevivência ou competindo por poder, esquecemos dessas ligações e aprendemos a olhar o outro como inimigo potencial, passamos a ser concorrentes.
Esquecemos como olhar o próximo com generosidade, mas esse movimento é uma grande tolice, o outro é e sempre será parte de você. Somos um só.
Quem cuida de si mesmo, de suas dores, já está melhorando o mundo de alguma forma.
Imagine se todos fizerem isso ao mesmo tempo? Certamente teremos um mundo melhor.
Essa é a filosofia do Ho´oponopono, prática havaiana que prega a reconciliação e o perdão como forma de cura.
Lembre-se sempre: o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos um, portanto toda cura é autocura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora.
Se te incomodo é porque você ainda tem uma coisa SUA para melhorar. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.
Viver de forma equilibrada o amor por você e pelo mundo é a melhor solução.
Sinto muito. Perdoe-me. Te amo. Sou grato.
Somos ligados por pensamentos, energias, frases, sentimentos (ou ressentimentos).
Lutando pela sobrevivência ou competindo por poder, esquecemos dessas ligações e aprendemos a olhar o outro como inimigo potencial, passamos a ser concorrentes.
Esquecemos como olhar o próximo com generosidade, mas esse movimento é uma grande tolice, o outro é e sempre será parte de você. Somos um só.
Quem cuida de si mesmo, de suas dores, já está melhorando o mundo de alguma forma.
Imagine se todos fizerem isso ao mesmo tempo? Certamente teremos um mundo melhor.
Essa é a filosofia do Ho´oponopono, prática havaiana que prega a reconciliação e o perdão como forma de cura.
Lembre-se sempre: o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos um, portanto toda cura é autocura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora.
Se te incomodo é porque você ainda tem uma coisa SUA para melhorar. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.
Viver de forma equilibrada o amor por você e pelo mundo é a melhor solução.
Sinto muito. Perdoe-me. Te amo. Sou grato.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Amor é incondicional, o convívio é facultativo
Afinidade. Essa palavra mágica que resume milhares de coisas.
Basicamente é uma grande sintonia de vontades, objetivos e gostos.
Não se força afinidade, simplesmente ela acontece e quando não há afinidade, infelizmente pouco pode se fazer.
Podemos tolerar pequenas diferenças em prol de um objetivo comum, claramente não existe afinidade eterna e completa, mas certas coisas são fundamentais e ai surgem problemas.
Diferenças da base, na origem, são as mais complicadas de administrar. Educação diferente, princípios diferentes e principalmente a visão de vida diferentes.
Conflitos que inicialmente são considerados superficiais, deixados de lado, mas que crescem rapidamente com o intenso convívio.
Não existe amor, vontade ou desejo que justifique o convívio sem afinidade e o melhor a fazer é se afastar. Claro que continuamos desejando o bem das pessoas queridas e o amor não morre, mas ninguém é obrigado a ir contra si mesmo por amor, isso nao é AMOR, é doença.
Encontrar a distância ideal é a melhor solução para relações que não podem ser totalmente interrompidas, como com a família, por exemplo.
Descobrir uma frequência em que se resolvam as saudades, mas que não descambe para as cobranças e nem a falta de respeito.
Sem afinidade, mas com amor, o convívio pode ainda ser prazeiroso, basta encontrar a medida certa.
Basicamente é uma grande sintonia de vontades, objetivos e gostos.
Não se força afinidade, simplesmente ela acontece e quando não há afinidade, infelizmente pouco pode se fazer.
Podemos tolerar pequenas diferenças em prol de um objetivo comum, claramente não existe afinidade eterna e completa, mas certas coisas são fundamentais e ai surgem problemas.
Diferenças da base, na origem, são as mais complicadas de administrar. Educação diferente, princípios diferentes e principalmente a visão de vida diferentes.
Conflitos que inicialmente são considerados superficiais, deixados de lado, mas que crescem rapidamente com o intenso convívio.
Não existe amor, vontade ou desejo que justifique o convívio sem afinidade e o melhor a fazer é se afastar. Claro que continuamos desejando o bem das pessoas queridas e o amor não morre, mas ninguém é obrigado a ir contra si mesmo por amor, isso nao é AMOR, é doença.
Encontrar a distância ideal é a melhor solução para relações que não podem ser totalmente interrompidas, como com a família, por exemplo.
Descobrir uma frequência em que se resolvam as saudades, mas que não descambe para as cobranças e nem a falta de respeito.
Sem afinidade, mas com amor, o convívio pode ainda ser prazeiroso, basta encontrar a medida certa.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Algumas verdades sobre a verdade
Sim, ela anda meio fora de moda, eu sei.
A verdade perdeu audiência. Foi para segundo plano.
Mas o que é a verdade afinal?
Nos atuais tempos de alegria a base de prozac e sono pesado por cima de caixas de rivotril, o fato é que a fantasia ficou mais interessante que a verdade.
Basta uma rápida análise para confirmar essa teoria.
As mulheres retocadas, plastificadas e photoshopadas são idolatradas como ícones da beleza, os reality shows da TV distorcem sabidamente o caminho das histórias de seus personagens "reais" e as pessoas sabem disso, mas preferem ignorar o fato.
Escolhemos fugir da realidade, a verdade ficou dura demais.
Mesmo no, quase sempre superficial, programa social, as pessoas preferem a realidade alterada. Drogas e bebidas são utilizadas como ferramentas de amaciamento da verdade. Aditivos químicos de fuga. Como diz um amigo meu, parodiando uma frase popular, nenhuma mulher é feia depois de bebermos meia garrafa de tequila. Ele escolhe livremente se enganar.
Nas comunidades sociais da internet, todo mundo quer parecer melhor. Fotos de viagens internacionais agora tem a obrigação de conter o monumento famoso ao fundo confirmando o investimento. Iates, carros luxuosos e lugares da moda tem destaque nos álbuns.
A vida pessoal ganhou release de divulgação. Se não é, que pelo menos pareça.
Personagens fakes no twitter tem mais ibope que o próprio criador. Nenhum deles bate seus personagens criados por admiradores em número de seguidores. Muitos são fakes conhecidos, divulgam exaustivamente que são falsos, mas as pessoas os continuam seguindo. O fake, apesar da tentação, também não aceita mudar seu nome para um real, com medo de perder seguidores. É um comum acordo de enganação.
Escolhemos nossa realidade.
A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. Para Nietzsche, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira.
Citando Goethe, em "Máximas e Reflexões", as pessoas servem-se da verdade quando ela lhes é útil, mas recorrem com retórica paixão à falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilusão de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de diversão, a aparência de unificar aquilo que se apresenta como fragmentário.
Fiodor Dostoievski dizia que durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é parar no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
Sempre abertos, prontos para nossa nova verdade.
A verdade perdeu audiência. Foi para segundo plano.
Mas o que é a verdade afinal?
Nos atuais tempos de alegria a base de prozac e sono pesado por cima de caixas de rivotril, o fato é que a fantasia ficou mais interessante que a verdade.
Basta uma rápida análise para confirmar essa teoria.
As mulheres retocadas, plastificadas e photoshopadas são idolatradas como ícones da beleza, os reality shows da TV distorcem sabidamente o caminho das histórias de seus personagens "reais" e as pessoas sabem disso, mas preferem ignorar o fato.
Escolhemos fugir da realidade, a verdade ficou dura demais.
Mesmo no, quase sempre superficial, programa social, as pessoas preferem a realidade alterada. Drogas e bebidas são utilizadas como ferramentas de amaciamento da verdade. Aditivos químicos de fuga. Como diz um amigo meu, parodiando uma frase popular, nenhuma mulher é feia depois de bebermos meia garrafa de tequila. Ele escolhe livremente se enganar.
Nas comunidades sociais da internet, todo mundo quer parecer melhor. Fotos de viagens internacionais agora tem a obrigação de conter o monumento famoso ao fundo confirmando o investimento. Iates, carros luxuosos e lugares da moda tem destaque nos álbuns.
A vida pessoal ganhou release de divulgação. Se não é, que pelo menos pareça.
Personagens fakes no twitter tem mais ibope que o próprio criador. Nenhum deles bate seus personagens criados por admiradores em número de seguidores. Muitos são fakes conhecidos, divulgam exaustivamente que são falsos, mas as pessoas os continuam seguindo. O fake, apesar da tentação, também não aceita mudar seu nome para um real, com medo de perder seguidores. É um comum acordo de enganação.
Escolhemos nossa realidade.
A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. Para Nietzsche, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira.
Citando Goethe, em "Máximas e Reflexões", as pessoas servem-se da verdade quando ela lhes é útil, mas recorrem com retórica paixão à falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilusão de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de diversão, a aparência de unificar aquilo que se apresenta como fragmentário.
Fiodor Dostoievski dizia que durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é parar no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
Sempre abertos, prontos para nossa nova verdade.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Meu plano infalível para dominar o mundo
Fruto de muita observação, esse meu pequeno plano em dez passos para dominar o mundo é bem simples.
Primeiro passo:
Dividir para conquistar. Esse é o passo básico e fundamental. Gente unida dá muito trabalho para manipular, mentes separadas são mais frágeis. Pretendo conseguir completar esse passo estimulando a ruptura, competição, ambição e guerras.
Segundo passo:
Enfraquecer as instituições. Este é um desdobramento do primeiro passo. Acabando com a confiança do povo nos políticos, na polícia, nas religiões, nas escolas. Com esse passo, elimino a chance de alguma instituição reunir as pessoas divididas no primeiro passo.
Terceiro passo:
Estimular o culto ao luxo e gerar necessidades de consumo descontrolado. Você tem um bom carro, uma boa casa, boas roupas? Não basta! Você precisa de roupas de grife, carros importados e uma casa maior e vai acreditar nisso com todas suas forças. Para conseguir comprar todas essas coisas, vai trabalhar igual um escravo, sem tempo de lazer ou para educar e cuidar dos seus filhos. Criarei marcas famosas e venderei produtos baratos com essa marca, mas com um overprice gigante, o que vai ajudar a financiar meu plano. Por exemplo, vou vender calças jeans por mais de R$ 1000,00, sendo que custam no máximo R$ 50,00 de material e mão de obra. Criar um padrão de beleza inatingível para grande maioria das pessoas será o desdobramento desse passo.
Quarto passo:
Enfraquecer a imprensa e controlar as comunicações. Por motivos óbvios, a divulgação de informações contrárias ao meu plano não serão bem vindas, portanto pretendo impedir qualquer tipo de oposicão nas comunicações, nem que para isso eu tenha que abolir a necessidade de diploma para jornalistas e contratar gente barata e gananciosa para escrever no meu jornal e apresentar meus programas de TV.
Quinto passo:
Disseminação de substâncias entorpecentes. O álcool, o fumo, as drogas químicas e naturais. Os remédios alopatas. Nos alimentos, usarei fertilizantes, adubos, hormônios e aditivos artificiais. Tudo isso para gerar pessoas menos saudáveis, mais dependentes e frágeis, portanto mais facilmente manipuláveis. O dependente é um escravo da manipulação.
Sexto passo:
Infiltrar minha gente no poder. Começando nas pequenas esferas até as mais altas, colocarei pessoas voltadas para a defesa de meus interesses. Financiarei a campanha para a eleição delas e depois cobrarei esse dinheiro de volta com leis para meu proveito, possibilitando assim o:
Sétimo passo:
Fazer os outros trabalharem por mim. Com meus políticos no poder, farei com que criem taxas e impostos e todos os cidadãos terão que pagar grande parte dos seus ganhos para benfeitorias comuns, mas na verdade grande parte desse dinheiro será desviado a fim de fortalecer ainda mais minha campanha de colocar pessoas de meu interesse no poder.
Oitavo passo:
Estimular a insegurança e o medo. Criar por meio da imprensa, notícias que coloquem as pessoas em estado de alerta constante. Pretendo criar falsas ameaças e crises econômicas, espalhando factóides e boatos e obrigando os cidadãos a se isolarem em casa, buscando mais informações somente pelo rádio, tv e jornais, onde colocarei mais notícias assustadoras. É um loop perfeito para a manipulação.
Nono passo:
Acesso total a informação individual e pessoal. Obrigarei a todos a utilizarem um sistema bancário único, onde terei acesso a toda a movimentação financeira do mundo. Controlarei todos os gastos de cada indivíduo. Criarei também servidores gratuitos de internet onde as pessoas armazenarão seus e-mails pessoais e informações estratégicas. Caso alguma me interesse, terei senhas para acessá-las sem que o dono da conta perceba.
Décimo e último passo:
Enfraquecer a educação e a cultura. Criar instituições de ensino onde as informações sejam ensinadas de modo a não estimular a união nem o pensamento crítico. Todos serão obrigados a decorar toneladas de informações inúteis e não terão a menor chance de escolha. Todos serão tratados igualmente, independente de suas diferenças de aprendizado. As diferenças serão menosprezadas e o preconceito estimulado. Pessoas com qualquer traço de reflexão serão perseguidas ou segregadas. Professores como autoridades serão mal remunerados e o respeito a eles não será incentivado, conforme já descrito no passo dois.
Acredito que com esses simples dez passos, em algumas décadas o mundo estará sob meu controle. Espero que ninguém tenha tido nenhuma dessas idéias antes de mim.
Primeiro passo:
Dividir para conquistar. Esse é o passo básico e fundamental. Gente unida dá muito trabalho para manipular, mentes separadas são mais frágeis. Pretendo conseguir completar esse passo estimulando a ruptura, competição, ambição e guerras.
Segundo passo:
Enfraquecer as instituições. Este é um desdobramento do primeiro passo. Acabando com a confiança do povo nos políticos, na polícia, nas religiões, nas escolas. Com esse passo, elimino a chance de alguma instituição reunir as pessoas divididas no primeiro passo.
Terceiro passo:
Estimular o culto ao luxo e gerar necessidades de consumo descontrolado. Você tem um bom carro, uma boa casa, boas roupas? Não basta! Você precisa de roupas de grife, carros importados e uma casa maior e vai acreditar nisso com todas suas forças. Para conseguir comprar todas essas coisas, vai trabalhar igual um escravo, sem tempo de lazer ou para educar e cuidar dos seus filhos. Criarei marcas famosas e venderei produtos baratos com essa marca, mas com um overprice gigante, o que vai ajudar a financiar meu plano. Por exemplo, vou vender calças jeans por mais de R$ 1000,00, sendo que custam no máximo R$ 50,00 de material e mão de obra. Criar um padrão de beleza inatingível para grande maioria das pessoas será o desdobramento desse passo.
Quarto passo:
Enfraquecer a imprensa e controlar as comunicações. Por motivos óbvios, a divulgação de informações contrárias ao meu plano não serão bem vindas, portanto pretendo impedir qualquer tipo de oposicão nas comunicações, nem que para isso eu tenha que abolir a necessidade de diploma para jornalistas e contratar gente barata e gananciosa para escrever no meu jornal e apresentar meus programas de TV.
Quinto passo:
Disseminação de substâncias entorpecentes. O álcool, o fumo, as drogas químicas e naturais. Os remédios alopatas. Nos alimentos, usarei fertilizantes, adubos, hormônios e aditivos artificiais. Tudo isso para gerar pessoas menos saudáveis, mais dependentes e frágeis, portanto mais facilmente manipuláveis. O dependente é um escravo da manipulação.
Sexto passo:
Infiltrar minha gente no poder. Começando nas pequenas esferas até as mais altas, colocarei pessoas voltadas para a defesa de meus interesses. Financiarei a campanha para a eleição delas e depois cobrarei esse dinheiro de volta com leis para meu proveito, possibilitando assim o:
Sétimo passo:
Fazer os outros trabalharem por mim. Com meus políticos no poder, farei com que criem taxas e impostos e todos os cidadãos terão que pagar grande parte dos seus ganhos para benfeitorias comuns, mas na verdade grande parte desse dinheiro será desviado a fim de fortalecer ainda mais minha campanha de colocar pessoas de meu interesse no poder.
Oitavo passo:
Estimular a insegurança e o medo. Criar por meio da imprensa, notícias que coloquem as pessoas em estado de alerta constante. Pretendo criar falsas ameaças e crises econômicas, espalhando factóides e boatos e obrigando os cidadãos a se isolarem em casa, buscando mais informações somente pelo rádio, tv e jornais, onde colocarei mais notícias assustadoras. É um loop perfeito para a manipulação.
Nono passo:
Acesso total a informação individual e pessoal. Obrigarei a todos a utilizarem um sistema bancário único, onde terei acesso a toda a movimentação financeira do mundo. Controlarei todos os gastos de cada indivíduo. Criarei também servidores gratuitos de internet onde as pessoas armazenarão seus e-mails pessoais e informações estratégicas. Caso alguma me interesse, terei senhas para acessá-las sem que o dono da conta perceba.
Décimo e último passo:
Enfraquecer a educação e a cultura. Criar instituições de ensino onde as informações sejam ensinadas de modo a não estimular a união nem o pensamento crítico. Todos serão obrigados a decorar toneladas de informações inúteis e não terão a menor chance de escolha. Todos serão tratados igualmente, independente de suas diferenças de aprendizado. As diferenças serão menosprezadas e o preconceito estimulado. Pessoas com qualquer traço de reflexão serão perseguidas ou segregadas. Professores como autoridades serão mal remunerados e o respeito a eles não será incentivado, conforme já descrito no passo dois.
Acredito que com esses simples dez passos, em algumas décadas o mundo estará sob meu controle. Espero que ninguém tenha tido nenhuma dessas idéias antes de mim.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
ISO 9000
Você se sente pressionado sempre? Pressionada?
Demandas de todos os lados nos colocam em contato permanente com nossa imperfeição. Dentro dos parâmetros definidos como bons, recomendáveis ou perfeitos, nos esprememos, tentando nos encaixar de alguma forma no grupo social que nos interessa e insiste em não aceitar diferentes.
Desde seu começo, a industrialização levantou questões relativas à padronização e à qualidade de processos e produtos. No início do século XX, destacaram-se os estudos de Frederick Taylor visando racionalizar as etapas de produção, aproveitados com sucesso por Henry Ford. Seu lema era: "Todos podem escolher a cor de seu carro, contanto que seja o preto".
Da padronização dos carros para a das pessoas foi um pulinho. Entramos para a linha de montagem de Henry Ford. Estamos vivendo nosso ISO 9000.
Todo mundo da tribo, para ser aceito, agora tem que ser igual. Mesmo nas turmas mais alternativas, todos acabam alternativamente iguais. Não podemos nos destacar, sob pena de expulsão. Quer arriscar? Não dá! Temos gente o tempo todo nos verificando e criticando. São os guardiões do padrão. Escapou, já era. Vai ser rejeitado.
Acima do peso? Rejeitado! Feio demais? Rejeitado! Pobre? Ah, rejeitado! Arrumado demais? Rejeitado! Arrumado de menos? Rejeitado...e assim segue.
Fixados nas referências do nosso grupo, nos tornamos escravos de nossos espelhos.
Se não conseguimos nos enquadrar no padrão, mesmo com muito sacrifício, morremos de culpa.
Nos culpamos por aquele delicioso bolo de chocolate porque nos engorda, nos culpamos por dormir demais e trabalhar de menos, nos culpamos por achar a mulher de um amigo bonita e atraente. Pronto, você acabou de me culpar por pensar nisso, certo?
A culpa, de certa forma domina o mundo. Junto com a fofoca.
O ideal seria aceitarmos nossas diferenças, com respeito e afeto. Esquecer o padrão, valorizar os indivíduos. Únicos, mas juntos.
Essa escolha está em nossas mãos. Podemos viver as alegrias dos outros, nos corroendo de inveja e raiva ou podemos buscar nossas próprias alegrias, usando o sucesso dos outros como modelo.
Livrando-se das culpas e cercando-se de afeto, o que resta é felicidade.
Aceite a sua!
Demandas de todos os lados nos colocam em contato permanente com nossa imperfeição. Dentro dos parâmetros definidos como bons, recomendáveis ou perfeitos, nos esprememos, tentando nos encaixar de alguma forma no grupo social que nos interessa e insiste em não aceitar diferentes.
Desde seu começo, a industrialização levantou questões relativas à padronização e à qualidade de processos e produtos. No início do século XX, destacaram-se os estudos de Frederick Taylor visando racionalizar as etapas de produção, aproveitados com sucesso por Henry Ford. Seu lema era: "Todos podem escolher a cor de seu carro, contanto que seja o preto".
Da padronização dos carros para a das pessoas foi um pulinho. Entramos para a linha de montagem de Henry Ford. Estamos vivendo nosso ISO 9000.
Todo mundo da tribo, para ser aceito, agora tem que ser igual. Mesmo nas turmas mais alternativas, todos acabam alternativamente iguais. Não podemos nos destacar, sob pena de expulsão. Quer arriscar? Não dá! Temos gente o tempo todo nos verificando e criticando. São os guardiões do padrão. Escapou, já era. Vai ser rejeitado.
Acima do peso? Rejeitado! Feio demais? Rejeitado! Pobre? Ah, rejeitado! Arrumado demais? Rejeitado! Arrumado de menos? Rejeitado...e assim segue.
Fixados nas referências do nosso grupo, nos tornamos escravos de nossos espelhos.
Se não conseguimos nos enquadrar no padrão, mesmo com muito sacrifício, morremos de culpa.
Nos culpamos por aquele delicioso bolo de chocolate porque nos engorda, nos culpamos por dormir demais e trabalhar de menos, nos culpamos por achar a mulher de um amigo bonita e atraente. Pronto, você acabou de me culpar por pensar nisso, certo?
A culpa, de certa forma domina o mundo. Junto com a fofoca.
O ideal seria aceitarmos nossas diferenças, com respeito e afeto. Esquecer o padrão, valorizar os indivíduos. Únicos, mas juntos.
Essa escolha está em nossas mãos. Podemos viver as alegrias dos outros, nos corroendo de inveja e raiva ou podemos buscar nossas próprias alegrias, usando o sucesso dos outros como modelo.
Livrando-se das culpas e cercando-se de afeto, o que resta é felicidade.
Aceite a sua!
sábado, 30 de maio de 2009
Confissões
Eu já transei de quase todas as maneiras.
Eu já transei em banheiro de avião, em lavabo na casa dos pais, com os pais na sala e em banheiro de buffet no meio de uma festa.
Já transei dentro de carros em movimento, parados na rua e em estacionamento de motel.
Já transei numa caminhonete e tive até uma tentativa de transa, sem êxito, numa moto.
Eu já participei de suruba, já fui em clube de swing e já fiz troca de parceiras. Já fui em aniversário de um amigo com vinte pessoas dentro de um mesmo quarto, todo mundo sem roupa, tipo Roma antiga.
Já realizei a fantasia de todo homem, já transei com duas mulheres ao mesmo tempo e já fiz também o contrário, para realizar a fantasia de um casal conhecido.
Mesmo sem querer, acabei transando com uma ex-namorada de um amigo.
Já transei bêbado, já transei com mulher que eu não sabia o nome no dia seguinte. Eu já transei com a atendente de um drive thru que eu conheci ali mesmo, pedindo um sanduíche.
Já transei com mulheres bem mais velhas e bem mais novas, com mulheres magrinhas, gordinhas, feias e estupidamente lindas.
Já transei por amor, só pelo tesão e sem tesão algum.
Eu já transei em barcos, dentro da água do mar, na areia da praia (não recomendo) e numa ilha deserta.
Eu já transei no teto de prédios, no porão de uma casa e dentro de elevadores.
Uma vez eu já transei em todos os comodos de uma casa, incluindo terraço e cozinha, só pelo desafio.
Já transei com gente olhando e já olhei gente transando.
Já dormi no meio da transa e já acordei no meio de uma.
São muitas histórias e claro que não lembraria de todas aqui, mas nenhuma transa se compara em dimensão e importância com a que tive há nove meses.
Mudou minha maneira de pensar, meus objetivos e minha rotina.
De todas, a transa mais importante da minha vida.
Eu já transei em banheiro de avião, em lavabo na casa dos pais, com os pais na sala e em banheiro de buffet no meio de uma festa.
Já transei dentro de carros em movimento, parados na rua e em estacionamento de motel.
Já transei numa caminhonete e tive até uma tentativa de transa, sem êxito, numa moto.
Eu já participei de suruba, já fui em clube de swing e já fiz troca de parceiras. Já fui em aniversário de um amigo com vinte pessoas dentro de um mesmo quarto, todo mundo sem roupa, tipo Roma antiga.
Já realizei a fantasia de todo homem, já transei com duas mulheres ao mesmo tempo e já fiz também o contrário, para realizar a fantasia de um casal conhecido.
Mesmo sem querer, acabei transando com uma ex-namorada de um amigo.
Já transei bêbado, já transei com mulher que eu não sabia o nome no dia seguinte. Eu já transei com a atendente de um drive thru que eu conheci ali mesmo, pedindo um sanduíche.
Já transei com mulheres bem mais velhas e bem mais novas, com mulheres magrinhas, gordinhas, feias e estupidamente lindas.
Já transei por amor, só pelo tesão e sem tesão algum.
Eu já transei em barcos, dentro da água do mar, na areia da praia (não recomendo) e numa ilha deserta.
Eu já transei no teto de prédios, no porão de uma casa e dentro de elevadores.
Uma vez eu já transei em todos os comodos de uma casa, incluindo terraço e cozinha, só pelo desafio.
Já transei com gente olhando e já olhei gente transando.
Já dormi no meio da transa e já acordei no meio de uma.
São muitas histórias e claro que não lembraria de todas aqui, mas nenhuma transa se compara em dimensão e importância com a que tive há nove meses.
Mudou minha maneira de pensar, meus objetivos e minha rotina.
De todas, a transa mais importante da minha vida.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Carta ao mestre
A primeira linha é para expressar gratidão. Obrigado mestre!
O mestre, com sua generosidade e paciência, ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas.
Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto.
Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, o mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um.
No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros.
Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus discípulos é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade.
Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas mas não tem respostas para seus próprios.
De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais.
Eu escolhi ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os discípulos e os mestres. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio.
De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre.
O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar.
Ele criou um novo mestre.
O mestre, com sua generosidade e paciência, ensina tudo o que sabe para seu pupilo e o faz com uma grande dedicação. Vence preconceitos alheios, vence resistências, vence fraquezas.
Semeia em terreno árido, gastando até as sementes que poderão lhe fazer falta no futuro. Ele o faz, mesmo assim. Irriga o deserto.
Pelo afeto, pelo crescimento mútuo e pela melhora do mundo, o mestre se ocupa da melhora do indivíduo, nem que seja um por um.
No seu trabalho de formiga, replica seus conhecimentos, adquiridos em sua vida, geralmente sofrida, passando tudo adiante e evitando o sofrimento dos outros.
Com toda essa entrega e dedicação ao bem do próximo, a tendência de seus discípulos é vê-lo como um Deus, tendem a idolatrá-lo, mas o mestre não se seduz. Certo de seu objetivo, continua sua jornada sem se importar muito com a sua vaidade.
Depois de um tempo convivendo com nosso mestre, percebemos que ele é humano. Enxergamos nele alguns de nossos defeitos e outros novos. Vemos que ele tem a resposta para nossos problemas mas não tem respostas para seus próprios.
De frente com essa nova realidade, temos duas possibilidades: a decepção, causada pela nossa enorme expectativa ou o alento, por perceber que somos todos iguais.
Eu escolhi ver o lado da igualdade, entre todos os seres humanos, inclusive entre os discípulos e os mestres. Quando essa percepção ocorre, começa aí um novo estágio.
De um ser que inicialmente se via limitado, brota a possibilidade de crescer, melhorar, existir, viver e amar sem depender mais do cuidado do mestre.
O mestre, sempre muito generoso, finalmente pode descansar.
Ele criou um novo mestre.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
24 horas na festa à fantasia.
Essa semana parece que o pessoal descobriu um blog onde uma tal de felina coloca suas "interações" via msn com famosos, preferencialmente com jogadores de futebol, esporte número um neste país.
Algumas pessoas reagem indignadas com as imagens, outras indignadas com a mulher que as publicou e outras revoltadas com as próprias "vítimas" da pegadinha na webcam, afinal homens públicos e famosos não podem dar esse mole (ou duro).
No blog, com vídeos e screen prints, Fabiane Menezes, nome real da tal felina, desnuda famosos sem nenhum refino, exibindo poses e closes muito indiscretos de momentos íntimos vividos por ela e suas presas. Ela deve ser realmente irresistível.
Longe de julgar o direito dela publicar as imagens e nem tão pouco o comportamento das pessoas pegas pela dita cilada, eu quero falar sobre o que está por trás desse evento.
Que atire a primeira pedra o homem que nunca ficou curioso para viver as situações que os jogadores viveram pela camera, quem nunca teve vontade de fazer sexo virtual com uma desconhecida em um chat. Não me refiro a mulheres, porque geralmente não acham a menor graça nessas coisas, salvo raras exceções, porque se gostassem, fariam o mesmo, provavelmente.
O que vivemos hoje, além de uma bela e orquestrada farsa social, é o coroamento da hipocrisia. Tempos que bispos saem fazendo filho pelo mundo e depois viram presidentes, tempo que políticos usam o dinheiro público para financiar suas viagens internacionais e construir castelos e nada acontece, tempo que donos de templos de luxo e consumo na verdade são bandidos acusados de contrabando, e a lista poderia seguir sem fim; ver gente indignada por umas fotos de homem pelado na internet parece no mínimo um gasto de energia a toa.
Todo mundo tão preocupado com a vida dos outros que esqueceram de verdade de viver a própria.
Isso sim me deixa indignado.
Vivemos numa festa à fantasia 24 horas por dia, onde temos que nos comportar e nos vestir de acordo com o tema proposto no convite. Tem gente hoje mais preocupado com o traje e a aparência do que preocupados com o conteúdo. Somos obrigados a representar um papel em sociedade o tempo todo e somos cobrados por isso de maneira cruel.
Não é a tôa que a Susan Boyle fez tanto sucesso, comemoramos a redenção dos pobrinhos e enjeitados como se fosse a nossa própria salvação. Uma culpa a menos, por todos nossos preconceitos. É como ganhar a copa do mundo com o time de várzea.
Nessa sociedade que aparência tem esse peso todo, sair pelado fazendo sexo pela internet é crime mortal. Tenho pena do sofrimento que isso causa para os envolvidos, mas tenho ainda mais pena das pessoas que os crucificam.
Será que vamos deixar de ser caçadores um dia e deixar de olhar os outros como presas, competidores ou inimigos?
Não vejo a hora dessa festa da hipocrisia acabar.
Algumas pessoas reagem indignadas com as imagens, outras indignadas com a mulher que as publicou e outras revoltadas com as próprias "vítimas" da pegadinha na webcam, afinal homens públicos e famosos não podem dar esse mole (ou duro).
No blog, com vídeos e screen prints, Fabiane Menezes, nome real da tal felina, desnuda famosos sem nenhum refino, exibindo poses e closes muito indiscretos de momentos íntimos vividos por ela e suas presas. Ela deve ser realmente irresistível.
Longe de julgar o direito dela publicar as imagens e nem tão pouco o comportamento das pessoas pegas pela dita cilada, eu quero falar sobre o que está por trás desse evento.
Que atire a primeira pedra o homem que nunca ficou curioso para viver as situações que os jogadores viveram pela camera, quem nunca teve vontade de fazer sexo virtual com uma desconhecida em um chat. Não me refiro a mulheres, porque geralmente não acham a menor graça nessas coisas, salvo raras exceções, porque se gostassem, fariam o mesmo, provavelmente.
O que vivemos hoje, além de uma bela e orquestrada farsa social, é o coroamento da hipocrisia. Tempos que bispos saem fazendo filho pelo mundo e depois viram presidentes, tempo que políticos usam o dinheiro público para financiar suas viagens internacionais e construir castelos e nada acontece, tempo que donos de templos de luxo e consumo na verdade são bandidos acusados de contrabando, e a lista poderia seguir sem fim; ver gente indignada por umas fotos de homem pelado na internet parece no mínimo um gasto de energia a toa.
Todo mundo tão preocupado com a vida dos outros que esqueceram de verdade de viver a própria.
Isso sim me deixa indignado.
Vivemos numa festa à fantasia 24 horas por dia, onde temos que nos comportar e nos vestir de acordo com o tema proposto no convite. Tem gente hoje mais preocupado com o traje e a aparência do que preocupados com o conteúdo. Somos obrigados a representar um papel em sociedade o tempo todo e somos cobrados por isso de maneira cruel.
Não é a tôa que a Susan Boyle fez tanto sucesso, comemoramos a redenção dos pobrinhos e enjeitados como se fosse a nossa própria salvação. Uma culpa a menos, por todos nossos preconceitos. É como ganhar a copa do mundo com o time de várzea.
Nessa sociedade que aparência tem esse peso todo, sair pelado fazendo sexo pela internet é crime mortal. Tenho pena do sofrimento que isso causa para os envolvidos, mas tenho ainda mais pena das pessoas que os crucificam.
Será que vamos deixar de ser caçadores um dia e deixar de olhar os outros como presas, competidores ou inimigos?
Não vejo a hora dessa festa da hipocrisia acabar.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Para quem vive iluminando.
Se tentarmos definir um tipo padrão, não conseguiremos. Elas não tem um tipo ou aparência especial. Podem se parecer com o seu vizinho ou aquela sua prima mais nova. Altas, baixas, magras, gordas, feias ou bonitas, não importa.
São pessoas comuns na aparência, mas todas com o nem sempre oculto super poder de iluminar.
Elas surgem do nada, como enviados especiais em sua missão de salvar o mundo.
Pessoas iluminadas. Disponíveis ao amor, entregues ao sentimento e com a bondade no coração. Geralmente felizes, são pessoas que te conhecem sem nunca terem te visto antes, as pessoas que entendem seu choro ou sorriso sem que seja necessária nenhuma explicação.
Para que haja compreensão, basta o seu silêncio. Basta um olhar.
Pessoas que vivem hoje na contra mão do nosso mundo caçador, empresarial, focado em resultados e conquistas materiais. Para elas, dinheiro não diz muito. Se realizam em um simples sorriso.
Românticas por natureza, se alimentam de carinhos e elogios.
Sim, são carentes, mas de tanto dar.
Surgem em nossa vida na hora que mais precisamos, sem pedirmos e geralmente se vão da mesma forma.
Doces novembros.
Minha esperança em achar gente especial no mundo acaba de ser renovada e que assim seja até o final da minha vida.
Iluminada.
São pessoas comuns na aparência, mas todas com o nem sempre oculto super poder de iluminar.
Elas surgem do nada, como enviados especiais em sua missão de salvar o mundo.
Pessoas iluminadas. Disponíveis ao amor, entregues ao sentimento e com a bondade no coração. Geralmente felizes, são pessoas que te conhecem sem nunca terem te visto antes, as pessoas que entendem seu choro ou sorriso sem que seja necessária nenhuma explicação.
Para que haja compreensão, basta o seu silêncio. Basta um olhar.
Pessoas que vivem hoje na contra mão do nosso mundo caçador, empresarial, focado em resultados e conquistas materiais. Para elas, dinheiro não diz muito. Se realizam em um simples sorriso.
Românticas por natureza, se alimentam de carinhos e elogios.
Sim, são carentes, mas de tanto dar.
Surgem em nossa vida na hora que mais precisamos, sem pedirmos e geralmente se vão da mesma forma.
Doces novembros.
Minha esperança em achar gente especial no mundo acaba de ser renovada e que assim seja até o final da minha vida.
Iluminada.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
A vida tem sentido?
Outro dia, um fiel leitor desse blog me pediu que escrevesse o que penso sobre o "sentido da vida", assim mesmo, entre aspas, cheio de pompas.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
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domingo, 5 de abril de 2009
Ciclos
Essa semana foi de muita reflexão.
Consegui perceber que felizmente, ou não, um ciclo se encerra na minha vida, abrindo um belo espaço para que um novo ciclo se inicie.
Além da sensação de medo pelo desconhecido, a percepção de estar vivo e vivendo com intensidade nunca foi tão presente.
A tristeza, pelo apego com as coisas e pessoas que se vão, também está presente.
O vazio (que pode ser visto como espaço disponível, pelos otimistas do copo meio cheio) é uma coisa muito doida, sofrida mesmo...e ai que entra todo o processo de ter amadurecido nesses últimos 40 anos.
Aprender a lidar com a perda de maneira íntegra, saudável e sem se vitimar é uma arte.
Desde os tempos da minha escolha pelo trabalho com música, mudando de horários e vida social (tudo incluso) que eu não enfrento uma parada tão dura e ao mesmo tempo, tão recompensadora.
Claro, na época que decidi seguir meu coração e largar tudo pelo que eu realmente acreditava, a despeito de todas as indicações em contrário, ver o porto seguro ficando distante, enquanto eu movia meu barco em direção ao grande e desconhecido mar foi bem difícil. No mar, você está só até chegar no próximo porto.
Agora é hora de zarpar de novo, levantar ancoras e partir. Talvez nem tenha dado tempo de me despedir de todos que ficam, mas o barco já partiu.
A vida é feita dessas partidas, de portos seguros, ao desconhecido.
É a tal da jornada, que Robert Happe fala em seu vídeo, nosso caminho ao auto conhecimento.
Algumas pessoas estacionam, amarram seus barcos em portos seguros e simplesmente não conseguem partir. É um direito concedido a todos, inclusive aos covardes e fracos de alma, que cercados sempre de milhões de argumentos sensatos, vivem com uma só certeza: ainda não estão prontos para prosseguir.
Não estão prontos para seus novos ciclos.
E assim, aprendendo o desapego e com a coragem dos grandes navegadores, sigo em frente, deixando tudo para trás, na eterna busca por mim mesmo, em algum ponto desse mar sem fim que é a vida.
Consegui perceber que felizmente, ou não, um ciclo se encerra na minha vida, abrindo um belo espaço para que um novo ciclo se inicie.
Além da sensação de medo pelo desconhecido, a percepção de estar vivo e vivendo com intensidade nunca foi tão presente.
A tristeza, pelo apego com as coisas e pessoas que se vão, também está presente.
O vazio (que pode ser visto como espaço disponível, pelos otimistas do copo meio cheio) é uma coisa muito doida, sofrida mesmo...e ai que entra todo o processo de ter amadurecido nesses últimos 40 anos.
Aprender a lidar com a perda de maneira íntegra, saudável e sem se vitimar é uma arte.
Desde os tempos da minha escolha pelo trabalho com música, mudando de horários e vida social (tudo incluso) que eu não enfrento uma parada tão dura e ao mesmo tempo, tão recompensadora.
Claro, na época que decidi seguir meu coração e largar tudo pelo que eu realmente acreditava, a despeito de todas as indicações em contrário, ver o porto seguro ficando distante, enquanto eu movia meu barco em direção ao grande e desconhecido mar foi bem difícil. No mar, você está só até chegar no próximo porto.
Agora é hora de zarpar de novo, levantar ancoras e partir. Talvez nem tenha dado tempo de me despedir de todos que ficam, mas o barco já partiu.
A vida é feita dessas partidas, de portos seguros, ao desconhecido.
É a tal da jornada, que Robert Happe fala em seu vídeo, nosso caminho ao auto conhecimento.
Algumas pessoas estacionam, amarram seus barcos em portos seguros e simplesmente não conseguem partir. É um direito concedido a todos, inclusive aos covardes e fracos de alma, que cercados sempre de milhões de argumentos sensatos, vivem com uma só certeza: ainda não estão prontos para prosseguir.
Não estão prontos para seus novos ciclos.
E assim, aprendendo o desapego e com a coragem dos grandes navegadores, sigo em frente, deixando tudo para trás, na eterna busca por mim mesmo, em algum ponto desse mar sem fim que é a vida.
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terça-feira, 17 de março de 2009
Para onde estamos indo?
A economia está em crise. As pessoas estão em crise, o mundo está em crise.
Espere ai, antes que eu perca algum leitor no segundo parágrafo, achando que eu vou falar que o ideograma de crise é o mesmo que o da oportunidade, o caminho desse texto é outro. Eu nem entendo ideogramas.
Na verdade, também não estou nem um pouco interessado em resolver a crise do mundo, porque, o mundo mesmo, em si, não está em crise alguma.
A crise mesmo está nas pessoas e nas suas relações.
As verdadeiras relações de amor (e com amor) é que estão em crise.
Na onda de vencer a nossa pseudo luta pela sobrevivência, criamos essa nossa necessidade de sermos os melhores. Temos que ser os mais informados, os mais inteligentes, os mais charmosos, os mais conectados, os mais populares, os mais mais, afinal, estamos numa guerra, atrás do nosso dinheirinho suado no final do mês.
Desistimos de sermos todos juntos para sermos concorrentes.
Hoje, no intuito de parecer sermos algo que não somos, acabamos nos relacionando funcionalmente com os personagens dos outros. Tudo de uma maneira tão superficial e linear que parece que estamos vivendo uma história em quadrinhos.
Onde será que cabe amor nisso? Não cabe.
No começo de um relacionamento de personagem com personagem, tudo anda bem, sabemos o que esperar do outro exatamente, sabemos o que ele nos vendeu, mas quando o relacionamento se alonga e aprofunda, os personagens começam a não se sustentar mais.
A frustração é gigantesca. E agora, onde está aquele príncipe que saia comigo no inicio do namoro, que estava sempre arrumado e cheiroso e esperava eu ter orgasmos múltiplos antes dos dele? Onde está aquela filha perfeita que criamos, que fazia tudo que queríamos e sonhamos como perfeito para a vida dela? Onde está aquele amigo sempre presente que costumava me ligar todo dia e passar em casa para perguntar se eu preciso de algo?
Não existem mais! Aliás, nunca existiram, são fakes.
No fundo, somos apenas pessoas, humanos. Falhos.
De uma hora para a outra, temos que aprender a lidar bem com os defeitos dos outros, processo bem complicado e que passa primeiro pela aceitação dos nossos próprios defeitos.
Passaremos a vida toda nessa longa jornada de conhecimento e aceitação.
Brigamos contra isso, fugindo de sofrimentos e dores, mas lutar contra a realidade só nos afasta dela. Viver fora da realidade é como viver fora do corpo, viver longe do nosso espírito.
Ao invés das imensas expectativas e consequentes frustrações, que tal tentarmos viver mais perto de nós mesmos e dos outros? Vamos trabalhar o conhecimento próprio. Vamos cuidar das nossas almas, do amor e da nossa felicidade com presença.
É dai que vem a nossa auto-estima e a nossa consequente realização como pessoa.
A luta é árdua, mas por nós mesmos, vale sempre a pena.
Espere ai, antes que eu perca algum leitor no segundo parágrafo, achando que eu vou falar que o ideograma de crise é o mesmo que o da oportunidade, o caminho desse texto é outro. Eu nem entendo ideogramas.
Na verdade, também não estou nem um pouco interessado em resolver a crise do mundo, porque, o mundo mesmo, em si, não está em crise alguma.
A crise mesmo está nas pessoas e nas suas relações.
As verdadeiras relações de amor (e com amor) é que estão em crise.
Na onda de vencer a nossa pseudo luta pela sobrevivência, criamos essa nossa necessidade de sermos os melhores. Temos que ser os mais informados, os mais inteligentes, os mais charmosos, os mais conectados, os mais populares, os mais mais, afinal, estamos numa guerra, atrás do nosso dinheirinho suado no final do mês.
Desistimos de sermos todos juntos para sermos concorrentes.
Hoje, no intuito de parecer sermos algo que não somos, acabamos nos relacionando funcionalmente com os personagens dos outros. Tudo de uma maneira tão superficial e linear que parece que estamos vivendo uma história em quadrinhos.
Onde será que cabe amor nisso? Não cabe.
No começo de um relacionamento de personagem com personagem, tudo anda bem, sabemos o que esperar do outro exatamente, sabemos o que ele nos vendeu, mas quando o relacionamento se alonga e aprofunda, os personagens começam a não se sustentar mais.
A frustração é gigantesca. E agora, onde está aquele príncipe que saia comigo no inicio do namoro, que estava sempre arrumado e cheiroso e esperava eu ter orgasmos múltiplos antes dos dele? Onde está aquela filha perfeita que criamos, que fazia tudo que queríamos e sonhamos como perfeito para a vida dela? Onde está aquele amigo sempre presente que costumava me ligar todo dia e passar em casa para perguntar se eu preciso de algo?
Não existem mais! Aliás, nunca existiram, são fakes.
No fundo, somos apenas pessoas, humanos. Falhos.
De uma hora para a outra, temos que aprender a lidar bem com os defeitos dos outros, processo bem complicado e que passa primeiro pela aceitação dos nossos próprios defeitos.
Passaremos a vida toda nessa longa jornada de conhecimento e aceitação.
Brigamos contra isso, fugindo de sofrimentos e dores, mas lutar contra a realidade só nos afasta dela. Viver fora da realidade é como viver fora do corpo, viver longe do nosso espírito.
Ao invés das imensas expectativas e consequentes frustrações, que tal tentarmos viver mais perto de nós mesmos e dos outros? Vamos trabalhar o conhecimento próprio. Vamos cuidar das nossas almas, do amor e da nossa felicidade com presença.
É dai que vem a nossa auto-estima e a nossa consequente realização como pessoa.
A luta é árdua, mas por nós mesmos, vale sempre a pena.
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terça-feira, 10 de março de 2009
O triunfo do medo
Cuidado, muito cuidado!
Sim, bastou uma frase como esta e seu corpo já está reagindo internamente com ansiedade.
Essa mesma ansiedade em escalas maiores, provocam reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. É a expressão física do medo.
No livro "O Poder do Subconsciente", o Dr. Joseph Murphy afirma que o medo é o maior inimigo do homem: "O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos."
Hoje em dia somos expostos a milhares de mensagens negativas nos noticiários e bombardeados com regras sobre o modelo físico e comportamental que devemos seguir para sermos aceitos socialmente. O fruto desse excesso de informações ruins e cobranças, em doses sutis e homeopáticas pela vida inteira, acaba gerando reações adversas e sempre prejudiciais em todos nós.
As religiões, de maneira mais explicita ou não, incutem o medo em seus fiéis como artifício de controle e persuasão, que pode ocorrer de maneira pacífica ou até mesmo de maneira quase coercitiva: experimente não aceitar seus deuses e fatalmente você será condenado a queimar no fogo eterno do inferno.
Em relacionamentos amorosos, os príncipes e princesas dos contos de fada, sempre bonitos, cheirosos e educados, criaram uma expectativa irreal nas pessoas. Nascemos lendo história de amor perfeito. Quando crescemos, isso não se repete na vida real. Frustrações amorosas constantes estão geralmente relacionadas a estas altas expectativas, à falta de auto-estima ou até mesmo a pura sabotagem.
Estas sim são as causas reais dos fracassos amorosos.
Fala-se muito hoje em dia no medo de perder o emprego, como consequência da crise econômica que vivemos, mas em 2000, em pesquisa feita pela CNI, 43% dos dois mil entrevistados já tinham muito medo do desemprego. Num momento de crise, a pessoa em estado de pura ansiedade começa a pensar: "E se eu perder o meu emprego? E se eu não conseguir pagar o aluguel de casa?". Esses pensamentos ansiosos são capazes de alimentar a sua mente com possibilidades assustadoras, o que não ajuda nem um pouco quem precisa de foco para fazer um trabalho bem feito.
Esse sim é um motivo real para perder o emprego, trabalhar mal.
O medo normal é bom, nos defende, o medo excessivo é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo levam ao medo excessivo, obsessivo. Temer alguma coisa persistentemente as vezes é ainda pior do que as consequências dos fatos que geraram o medo em si. Esse medo condicionado pelo seu próprio pensamento é um processo pelo qual uma coisa que não representa ameaça alguma torna-se temida por estar associada na mente do indivíduo a algo assustador.
Encarando fria e racionalmente qualquer medo, a maioria deles não se sustentam.
Você consegue superar o medo excessivo quando sabe que seus pensamentos podem reverter esse processo. Geralmente a ajuda de um profissional se faz necessária para os primeiros passos, mas procure se dedicar na realização dos seus desejos e na vivência de seus afetos, que são o oposto do seu medo.
No amor, o medo não prospera.
Segundo Reich, os bebês nascem com apenas dois medos básicos: o de queda e o de asfixia. Todos os outros medos que temos são adquiridos racionalmente durante a vida.
Pratiquemos o exercício da liberdade que os nossos medos temem. É o movimento contrário ao medo.
Progressivamente, do mesmo jeito que se apossaram de sua mente e sua vida, sairão.
Sem medo, vivemos melhor.
Sim, bastou uma frase como esta e seu corpo já está reagindo internamente com ansiedade.
Essa mesma ansiedade em escalas maiores, provocam reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. É a expressão física do medo.
No livro "O Poder do Subconsciente", o Dr. Joseph Murphy afirma que o medo é o maior inimigo do homem: "O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos."
Hoje em dia somos expostos a milhares de mensagens negativas nos noticiários e bombardeados com regras sobre o modelo físico e comportamental que devemos seguir para sermos aceitos socialmente. O fruto desse excesso de informações ruins e cobranças, em doses sutis e homeopáticas pela vida inteira, acaba gerando reações adversas e sempre prejudiciais em todos nós.
As religiões, de maneira mais explicita ou não, incutem o medo em seus fiéis como artifício de controle e persuasão, que pode ocorrer de maneira pacífica ou até mesmo de maneira quase coercitiva: experimente não aceitar seus deuses e fatalmente você será condenado a queimar no fogo eterno do inferno.
Em relacionamentos amorosos, os príncipes e princesas dos contos de fada, sempre bonitos, cheirosos e educados, criaram uma expectativa irreal nas pessoas. Nascemos lendo história de amor perfeito. Quando crescemos, isso não se repete na vida real. Frustrações amorosas constantes estão geralmente relacionadas a estas altas expectativas, à falta de auto-estima ou até mesmo a pura sabotagem.
Estas sim são as causas reais dos fracassos amorosos.
Fala-se muito hoje em dia no medo de perder o emprego, como consequência da crise econômica que vivemos, mas em 2000, em pesquisa feita pela CNI, 43% dos dois mil entrevistados já tinham muito medo do desemprego. Num momento de crise, a pessoa em estado de pura ansiedade começa a pensar: "E se eu perder o meu emprego? E se eu não conseguir pagar o aluguel de casa?". Esses pensamentos ansiosos são capazes de alimentar a sua mente com possibilidades assustadoras, o que não ajuda nem um pouco quem precisa de foco para fazer um trabalho bem feito.
Esse sim é um motivo real para perder o emprego, trabalhar mal.
O medo normal é bom, nos defende, o medo excessivo é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo levam ao medo excessivo, obsessivo. Temer alguma coisa persistentemente as vezes é ainda pior do que as consequências dos fatos que geraram o medo em si. Esse medo condicionado pelo seu próprio pensamento é um processo pelo qual uma coisa que não representa ameaça alguma torna-se temida por estar associada na mente do indivíduo a algo assustador.
Encarando fria e racionalmente qualquer medo, a maioria deles não se sustentam.
Você consegue superar o medo excessivo quando sabe que seus pensamentos podem reverter esse processo. Geralmente a ajuda de um profissional se faz necessária para os primeiros passos, mas procure se dedicar na realização dos seus desejos e na vivência de seus afetos, que são o oposto do seu medo.
No amor, o medo não prospera.
Segundo Reich, os bebês nascem com apenas dois medos básicos: o de queda e o de asfixia. Todos os outros medos que temos são adquiridos racionalmente durante a vida.
Pratiquemos o exercício da liberdade que os nossos medos temem. É o movimento contrário ao medo.
Progressivamente, do mesmo jeito que se apossaram de sua mente e sua vida, sairão.
Sem medo, vivemos melhor.
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qualidade de vida
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Achei a mulher da minha vida
Ela é sorridente e alegre, feliz com suas escolhas de vida e bem resolvida nas relações pessoais.
Trabalha com sua criatividade e exerce sobre os outros um fascínio inegável.
Tem um corpo atraente, ágil e proporcional. Muito sedutora.
Tem seus momentos de introspecção, gosta de ter seu canto, ficar sozinha lendo ou refletindo sobre sua vida.
Não tem nenhuma necessidade de se auto afirmar, acredita nas pessoas e vive sem expectativas.
Ama música, conhece uns ótimos grupos obscuros e está sempre na vanguarda, ouvindo o que será sucesso de meses depois.
Ligada em tecnologia, domina a internet como ninguém, escreve seu próprio blog, mantém seu twitter atualizado pelo celular e sabe configurar perfeitamente uma nova partição em seu HD.
Adora viajar, fala inglês fluente e arranha no espanhol, francês e italiano.
É independente, saiu da casa dos pais bem cedo e paga sua própria conta de luz. Mora sozinha.
Acredita em ecologia, gosta de manter a natureza como a encontrou e se esforça para passar sua mensagem adiante.
Adora uma balada, sempre gostou do trabalho dos DJs e sabe a diferença entre um CDJ 200 e um 400.
Bem resolvida na cama, se entrega com amor e profundidade. Sabe o momento certo do parceiro. Aberta a novas experiências e sem preconceitos. Conhece como ninguém seu próprio corpo.
Trabalha com caridade, organiza eventos beneficentes e está sempre disposta a ajudar o próximo, no mais completo anonimato.
Vem de uma familia abastada, com ótima educação, mas faz questão absoluta da simplicidade no dia a dia. Não ostenta, apenas usufrui.
Todo mundo me dizia que no dia que essa mulher aparecesse, a tal da mulher certa, eu saberia na hora.
Finalmente apareceu.
A minha mulher certa está dentro de pequenas partes em todas as mulheres que já convivi, cada uma com sua característica, cada uma com sua qualidade.
E eu amo todas elas.
Trabalha com sua criatividade e exerce sobre os outros um fascínio inegável.
Tem um corpo atraente, ágil e proporcional. Muito sedutora.
Tem seus momentos de introspecção, gosta de ter seu canto, ficar sozinha lendo ou refletindo sobre sua vida.
Não tem nenhuma necessidade de se auto afirmar, acredita nas pessoas e vive sem expectativas.
Ama música, conhece uns ótimos grupos obscuros e está sempre na vanguarda, ouvindo o que será sucesso de meses depois.
Ligada em tecnologia, domina a internet como ninguém, escreve seu próprio blog, mantém seu twitter atualizado pelo celular e sabe configurar perfeitamente uma nova partição em seu HD.
Adora viajar, fala inglês fluente e arranha no espanhol, francês e italiano.
É independente, saiu da casa dos pais bem cedo e paga sua própria conta de luz. Mora sozinha.
Acredita em ecologia, gosta de manter a natureza como a encontrou e se esforça para passar sua mensagem adiante.
Adora uma balada, sempre gostou do trabalho dos DJs e sabe a diferença entre um CDJ 200 e um 400.
Bem resolvida na cama, se entrega com amor e profundidade. Sabe o momento certo do parceiro. Aberta a novas experiências e sem preconceitos. Conhece como ninguém seu próprio corpo.
Trabalha com caridade, organiza eventos beneficentes e está sempre disposta a ajudar o próximo, no mais completo anonimato.
Vem de uma familia abastada, com ótima educação, mas faz questão absoluta da simplicidade no dia a dia. Não ostenta, apenas usufrui.
Todo mundo me dizia que no dia que essa mulher aparecesse, a tal da mulher certa, eu saberia na hora.
Finalmente apareceu.
A minha mulher certa está dentro de pequenas partes em todas as mulheres que já convivi, cada uma com sua característica, cada uma com sua qualidade.
E eu amo todas elas.
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sábado, 3 de janeiro de 2009
Tudo por um pouco de paz
Nessa passagem de ano, tive a oportunidade de entrar em contato, bem próximo, com um dos pilares de nossa sociedade: a família e seus filhos.
Pude presenciar a batalha que é cuidar de crianças, todas cheias de mimos e vontades. Eram três filhos de cada casal, seis crianças e ainda mais uma convidada, sete no total.
Os pais, se desdobrando em dez, tentando aplacar a agitação da prole, inventavam atividades, brincadeiras e ao mesmo tempo, cuidando das coisas largadas pelo chão, da educação e boas maneiras, do banho e da alimentação de todos, como super-homens e mulheres maravilha a serviço da dita “felicidade” e educação de seus filhos.
A eles não pode faltar nada, sob pena de culpa eterna na consciência dos pais, pois se um filho der errado, a culpa será dos pais, invariavelmente.
Hoje, crianças e igrejas estão na moda e não existe melhor maneira de ser aceito na sociedade se você tem filhos e está com as suas contas (literalmente) em dia com Deus, mas sobre religião falaremos em outra oportunidade.
Meu foco aqui é na relação dos pais com filhos.
Imaginava ver uma relação saudável, com respeito mútuo e explícitas demonstrações de afeto entre os pais, que criam seus filhos com harmonia e paz, mas o que eu vi esses dias todos foi completamente o oposto. Pais que se desafiam e competem entre si, com troca de piadinhas sobre “mulheres desejáveis e bonitas” que viram no último filme que assistiram juntos ou sobre o quanto o marido ganha menos que aquele seu ex-colega de faculdade que deu certo na vida.
A troca de farpas é constante. Em todos os casais casados.
No meio desse tiroteio, crianças gritando e chorando, correndo de um canto para outro, tentando atrair um pouco da atenção que os pais um dia lhe deram, mas que hoje virou só um conjunto de regras enorme para enquadrá-lo bem à sociedade e garantir seu sucesso.
No canto, esses mesmos pais, na ausência rara dos filhos, se atrevem a confessar para mim, um solteiro sem filhos, que estão cansados, estressados e gostariam de um momento sem os filhos, para finalmente poderem descansar. Se declaram cansados.
Eu vi bem como é isso! Se nem o meu descanso foi possível, imagine o deles. Passei os dias enfiado nos livros, com fone de ouvido na orelha, tentando um pouco fugir de toda aquela barulheira e bagunça.
Criança é naturalmente hiperativa, mas criança filha de pais em atrito, inseguros, competindo, somam ao excesso de atividade um comportamento inseguro e tentam o tempo todo, chamar a atenção a si, nem que seja fazendo xixi na cama, como uma delas fez.
Eu tentando manter a calma, sem dizer nada, só observei. O máximo que fiz foi comentar o quanto era interessante conviver tão de perto com aquela realidade tão distante da minha vida.
Foi mesmo muito interessante esse período de observação. Reparando bem nas crianças, com seus iPods, bolsas e roupas e grife e toda sorte de produtos, vi o quanto o consumo se incrustou na vida delas. Fiquei pensando qual seria a hora que esses casais fazem sexo, já que levam os filhos para dormirem no quarto junto com eles. Vi também sua necessidade por um momento de paz, quando a mãe joga ao pai a responsabilidade sobre o filho gritando e o pai entediado levanta da cadeira para não ficar “mal na fita” com os anfitriões. Foram diversas outras situações similares.
Enquanto os pais, cheios de expectativas, esperam que seus perfeitos filhos, com QI acima da média, vençam na vida e façam mais sucesso que eles próprios fizeram, geram um ambiente de extrema competição e insegurança. Torcem pela felicidade dos filhos, mas na verdade, estão cobrando caro por essa felicidade. Eles exigem essa felicidade dos filhos, demandam que sejam felizes. Indicam aos filhos seus moldes de “sucesso na vida”, afinal eles sabem onde seus pais erraram e dessa vez não vão repetir o erro com seus próprios filhos.
Não repetem, é verdade, criam novos erros.
Atrelada a essa criação, junta-se a informação recebida pela TV e a escola, ferramentas de doutrinação e domesticação. O filho rebelde começa a se enquadrar aos moldes sociais e começa assim a preparação de indivíduos bem adaptados ao mercado de trabalho. Na escola ensinam a todos a pensarem igual, serem iguais e pacificamente aceitarem as regras. Pensar diferente é ser rebelde, o bonito é ser igual.
É a perfeita fábrica de adultos imbecis e sem pensamento próprio.
Os mesmos adultos que serão os perfeitos futuros pais para a próxima e prodigiosa geração de consumidores e fiéis.
Amém.
Pude presenciar a batalha que é cuidar de crianças, todas cheias de mimos e vontades. Eram três filhos de cada casal, seis crianças e ainda mais uma convidada, sete no total.
Os pais, se desdobrando em dez, tentando aplacar a agitação da prole, inventavam atividades, brincadeiras e ao mesmo tempo, cuidando das coisas largadas pelo chão, da educação e boas maneiras, do banho e da alimentação de todos, como super-homens e mulheres maravilha a serviço da dita “felicidade” e educação de seus filhos.
A eles não pode faltar nada, sob pena de culpa eterna na consciência dos pais, pois se um filho der errado, a culpa será dos pais, invariavelmente.
Hoje, crianças e igrejas estão na moda e não existe melhor maneira de ser aceito na sociedade se você tem filhos e está com as suas contas (literalmente) em dia com Deus, mas sobre religião falaremos em outra oportunidade.
Meu foco aqui é na relação dos pais com filhos.
Imaginava ver uma relação saudável, com respeito mútuo e explícitas demonstrações de afeto entre os pais, que criam seus filhos com harmonia e paz, mas o que eu vi esses dias todos foi completamente o oposto. Pais que se desafiam e competem entre si, com troca de piadinhas sobre “mulheres desejáveis e bonitas” que viram no último filme que assistiram juntos ou sobre o quanto o marido ganha menos que aquele seu ex-colega de faculdade que deu certo na vida.
A troca de farpas é constante. Em todos os casais casados.
No meio desse tiroteio, crianças gritando e chorando, correndo de um canto para outro, tentando atrair um pouco da atenção que os pais um dia lhe deram, mas que hoje virou só um conjunto de regras enorme para enquadrá-lo bem à sociedade e garantir seu sucesso.
No canto, esses mesmos pais, na ausência rara dos filhos, se atrevem a confessar para mim, um solteiro sem filhos, que estão cansados, estressados e gostariam de um momento sem os filhos, para finalmente poderem descansar. Se declaram cansados.
Eu vi bem como é isso! Se nem o meu descanso foi possível, imagine o deles. Passei os dias enfiado nos livros, com fone de ouvido na orelha, tentando um pouco fugir de toda aquela barulheira e bagunça.
Criança é naturalmente hiperativa, mas criança filha de pais em atrito, inseguros, competindo, somam ao excesso de atividade um comportamento inseguro e tentam o tempo todo, chamar a atenção a si, nem que seja fazendo xixi na cama, como uma delas fez.
Eu tentando manter a calma, sem dizer nada, só observei. O máximo que fiz foi comentar o quanto era interessante conviver tão de perto com aquela realidade tão distante da minha vida.
Foi mesmo muito interessante esse período de observação. Reparando bem nas crianças, com seus iPods, bolsas e roupas e grife e toda sorte de produtos, vi o quanto o consumo se incrustou na vida delas. Fiquei pensando qual seria a hora que esses casais fazem sexo, já que levam os filhos para dormirem no quarto junto com eles. Vi também sua necessidade por um momento de paz, quando a mãe joga ao pai a responsabilidade sobre o filho gritando e o pai entediado levanta da cadeira para não ficar “mal na fita” com os anfitriões. Foram diversas outras situações similares.
Enquanto os pais, cheios de expectativas, esperam que seus perfeitos filhos, com QI acima da média, vençam na vida e façam mais sucesso que eles próprios fizeram, geram um ambiente de extrema competição e insegurança. Torcem pela felicidade dos filhos, mas na verdade, estão cobrando caro por essa felicidade. Eles exigem essa felicidade dos filhos, demandam que sejam felizes. Indicam aos filhos seus moldes de “sucesso na vida”, afinal eles sabem onde seus pais erraram e dessa vez não vão repetir o erro com seus próprios filhos.
Não repetem, é verdade, criam novos erros.
Atrelada a essa criação, junta-se a informação recebida pela TV e a escola, ferramentas de doutrinação e domesticação. O filho rebelde começa a se enquadrar aos moldes sociais e começa assim a preparação de indivíduos bem adaptados ao mercado de trabalho. Na escola ensinam a todos a pensarem igual, serem iguais e pacificamente aceitarem as regras. Pensar diferente é ser rebelde, o bonito é ser igual.
É a perfeita fábrica de adultos imbecis e sem pensamento próprio.
Os mesmos adultos que serão os perfeitos futuros pais para a próxima e prodigiosa geração de consumidores e fiéis.
Amém.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Desamigando
Recentemente, usando os meus conceitos da economia de energia que já comentei por aqui, resolvi dar uma limpa na minha lista de “amigos” do Orkut. Sim, “amigos” entre aspas mesmo. Não dá para chamar todos dessa lista de reais amigos. A lista resume uma mistura heterogênea de pessoas, relações que de certa forma fazem parte em diversos níveis da minha vida. Não é, em minha opinião, a melhor definição de amigo.
Partindo de uma lista de mais de 2000 pessoas, em dois perfis no Orkut, me vi na necessidade de abrir um terceiro perfil. Na época, eu perdia um bom tempo respondendo perguntas e pedidos de gente que eu nunca tinha visto na vida. Inicialmente, o que era prazer, virou uma dor de cabeça. Algo estava errado com aquilo. Era hora de mudar.
Primeiro, fechei de uma vez um dos perfis e reduzi a lista para 1000 pessoas. Depois, do perfil original, fui eliminando pessoas que não conhecia e cheguei em 700 pessoas. Pessoas que já cruzaram comigo em algum momento da vida, amigos de amigos, freqüentadores das boates que toco, fãs do RadioDJ.com.br e alguns remanescentes da época do reality show Aprendiz e até alguns amigos de verdade. De certa forma, essa lista de “amigos” do Orkut me manteve conectado a todas essas pessoas, por um bom tempo.
Não preciso dizer nada sobre os malefícios desses sites de redes sociais e de toda (voluntária) exposição de privacidade. Isso todo mundo já sabe. Os benefícios da facilidade de comunicação também todo mundo conhece e adora. É o velho dilema:
Preservar a privacidade ou manter o canal de comunicação?
Com o advento de poder proteger as suas fotos, depoimentos, scraps e até mesmo seu perfil, o Orkut voltou a ser um local onde uma pseudo privacidade voltou a ser possível, continuando a manter contato só com pessoas da sua lista de “amigos”.
Resolvi restringir a minha lista às pessoas que agregaram algo em minha vida e fui apagando pessoas que eu não tenho muito contato ou que simplesmente não tinha sentido mantê-las como “amigos”. Pessoas que não convivem mais comigo também foram apagadas da lista, perdeu o sentido mantê-las. Chega de dar aval a quem que nem faz parte do meu dia-a-dia.
Decidi que minha lista não seria mais uma simples coleção de conhecidos.
A limpeza se revelou uma catástrofe social. Chegaram alguns e-mails de pessoas furiosas, pedindo satisfações do porque eu as teria tirado de minha lista, algumas pessoas, realmente ofendidas ou chateadas, chegaram a questionar a ética do meu ato. Outras chegaram a me interpelar cobrando pessoalmente uma razão, em um ato constrangedor. O mais incrível é que a maioria delas nem ao menos falou comigo nesses últimos meses, nem um telefonema...ou seja, não fazem a menor questão do contato pessoal, que para mim é o único motivo para participar de comunidades sociais.
A minha resposta para essas pessoas foi sempre a mesma:
“Querido amigo (ou amiga), você tem meu celular, meu endereço de e-mail e meu msn. Sabe ainda onde eu toco todas as quintas e pode me convidar quando quiser para um encontro ou almoço, que irei com o maior prazer. Nada mudou em nossa relação. Fique tranqüilo(a).”
Nada disso adiantou, continuaram ofendidas. Elas queriam mesmo é continuar “amigas” do meu Orkut. Levaram o negócio a sério demais. Uma amizade em risco por causa de uma lista em um site de relacionamentos.
O que era uma ferramenta de comunicação virou uma chancela de aceitação e aprovação social e até mesmo um estepe emocional.
Uma das pessoas que apaguei da lista, que não falava comigo faz tempo, me disse que para ela bastava a minha foto do perfil aparecer na tela dela para ela saber que estou bem e que se sentia reconfortada só de ver minha foto por ali.
Infelizmente a recíproca não era verdadeira, apaguei sem dó.
Agora se alguém quiser saber se estou bem, vai ter que gastar alguns segundos pelo msn e me perguntar. Ou quem sabe, vai ter que me ligar. Ou ainda, num esforço extremo e desumano, vai ter que me ver pessoalmente. Vai ter que (re)aprender a se relacionar comigo e não com a minha foto numa lista.
Sinto que serão tempos difíceis, esses futuros, para os meus “amigos” virtuais.
Partindo de uma lista de mais de 2000 pessoas, em dois perfis no Orkut, me vi na necessidade de abrir um terceiro perfil. Na época, eu perdia um bom tempo respondendo perguntas e pedidos de gente que eu nunca tinha visto na vida. Inicialmente, o que era prazer, virou uma dor de cabeça. Algo estava errado com aquilo. Era hora de mudar.
Primeiro, fechei de uma vez um dos perfis e reduzi a lista para 1000 pessoas. Depois, do perfil original, fui eliminando pessoas que não conhecia e cheguei em 700 pessoas. Pessoas que já cruzaram comigo em algum momento da vida, amigos de amigos, freqüentadores das boates que toco, fãs do RadioDJ.com.br e alguns remanescentes da época do reality show Aprendiz e até alguns amigos de verdade. De certa forma, essa lista de “amigos” do Orkut me manteve conectado a todas essas pessoas, por um bom tempo.
Não preciso dizer nada sobre os malefícios desses sites de redes sociais e de toda (voluntária) exposição de privacidade. Isso todo mundo já sabe. Os benefícios da facilidade de comunicação também todo mundo conhece e adora. É o velho dilema:
Preservar a privacidade ou manter o canal de comunicação?
Com o advento de poder proteger as suas fotos, depoimentos, scraps e até mesmo seu perfil, o Orkut voltou a ser um local onde uma pseudo privacidade voltou a ser possível, continuando a manter contato só com pessoas da sua lista de “amigos”.
Resolvi restringir a minha lista às pessoas que agregaram algo em minha vida e fui apagando pessoas que eu não tenho muito contato ou que simplesmente não tinha sentido mantê-las como “amigos”. Pessoas que não convivem mais comigo também foram apagadas da lista, perdeu o sentido mantê-las. Chega de dar aval a quem que nem faz parte do meu dia-a-dia.
Decidi que minha lista não seria mais uma simples coleção de conhecidos.
A limpeza se revelou uma catástrofe social. Chegaram alguns e-mails de pessoas furiosas, pedindo satisfações do porque eu as teria tirado de minha lista, algumas pessoas, realmente ofendidas ou chateadas, chegaram a questionar a ética do meu ato. Outras chegaram a me interpelar cobrando pessoalmente uma razão, em um ato constrangedor. O mais incrível é que a maioria delas nem ao menos falou comigo nesses últimos meses, nem um telefonema...ou seja, não fazem a menor questão do contato pessoal, que para mim é o único motivo para participar de comunidades sociais.
A minha resposta para essas pessoas foi sempre a mesma:
“Querido amigo (ou amiga), você tem meu celular, meu endereço de e-mail e meu msn. Sabe ainda onde eu toco todas as quintas e pode me convidar quando quiser para um encontro ou almoço, que irei com o maior prazer. Nada mudou em nossa relação. Fique tranqüilo(a).”
Nada disso adiantou, continuaram ofendidas. Elas queriam mesmo é continuar “amigas” do meu Orkut. Levaram o negócio a sério demais. Uma amizade em risco por causa de uma lista em um site de relacionamentos.
O que era uma ferramenta de comunicação virou uma chancela de aceitação e aprovação social e até mesmo um estepe emocional.
Uma das pessoas que apaguei da lista, que não falava comigo faz tempo, me disse que para ela bastava a minha foto do perfil aparecer na tela dela para ela saber que estou bem e que se sentia reconfortada só de ver minha foto por ali.
Infelizmente a recíproca não era verdadeira, apaguei sem dó.
Agora se alguém quiser saber se estou bem, vai ter que gastar alguns segundos pelo msn e me perguntar. Ou quem sabe, vai ter que me ligar. Ou ainda, num esforço extremo e desumano, vai ter que me ver pessoalmente. Vai ter que (re)aprender a se relacionar comigo e não com a minha foto numa lista.
Sinto que serão tempos difíceis, esses futuros, para os meus “amigos” virtuais.
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sábado, 27 de dezembro de 2008
Melhor não?
Ultimamente tenho ouvido muito, de diversas pessoas, a seguinte frase:
- Acho melhor não!
Os motivos e causas, as mais diversas, mas todas relacionadas a medo, perda, riscos, sofrimentos ou dor.
Assim essas pessoas seguem perdendo aquilo que escolheram não viver ou ter. Para fugir do sofrimento e a perda, evitam a todo custo viver. Se contentam em lamentar. É mais ou menos como um morto lamentando o medo de morrer.
Eu não entendo exatamente porque evitam seguir.
Vamos dar um exemplo bem simples: Uma pessoa, mesmo amando motos, escolhe não ter uma. Os motivos podem ser os mais diversos: medo de acidente, medo de roubo ou algum outro medo qualquer. Na balança do custo benefício, acabam desistindo do seu sonho ou vontade, porque existe um risco maior do que a vontade. Fica simples de aceitar e entender, porque se trata de um bem material, mas o que pensar quando o assunto é viver o amor?
Desistimos do amor, pelo risco do sofrimento, pela falta de segurança ou pelo risco da perda. Mas o que será que acontece com uma pessoa que não vive seus amores? Vive na segurança eterna da solidão, se garante no isolamento, na superficialidade e assim leva sua vida, transferindo suas energias para coisas mais “seguras” como o trabalho, o dinheiro ou cuidando da sua estética, hobbie ou algo assim. Algumas enveredam pelo caminho do conhecimento, afundando-se em livros ou algum instrumento musical. Dedicação absoluta, abnegadas.
Hoje o medo tomou conta das relações, ninguém está mais disposto a se entregar, colocar sua vida na mão de outra pessoa. Como vão controlar a situação depois? Os poucos que ainda o fazem, são tidos como kamikazes, suicidas amorosos que terão fim certeiro no abandono e conseqüente sofrimento amoroso.
Na minha visão, estes sim, são os afortunados. Estão vivos e vivendo. Escolheram não lamentar a morte, mas celebrar a vida da maneira mais simples que existe: vivendo.
Melhor não? Melhor sim, melhor é viver. Com as alegrias e os sofrimentos incluídos.
E àqueles que acham que podem viver sem sofrer, mesmo abdicando de crescer e fugindo dos riscos, só não esqueça que um dia essa incrível jornada terá fim e o que sobrará da vida, usando a frase do “filósofo” Athayde Patrese, é a vida que se leva.
Você escolheu não viver? Melhor não!
- Acho melhor não!
Os motivos e causas, as mais diversas, mas todas relacionadas a medo, perda, riscos, sofrimentos ou dor.
Assim essas pessoas seguem perdendo aquilo que escolheram não viver ou ter. Para fugir do sofrimento e a perda, evitam a todo custo viver. Se contentam em lamentar. É mais ou menos como um morto lamentando o medo de morrer.
Eu não entendo exatamente porque evitam seguir.
Vamos dar um exemplo bem simples: Uma pessoa, mesmo amando motos, escolhe não ter uma. Os motivos podem ser os mais diversos: medo de acidente, medo de roubo ou algum outro medo qualquer. Na balança do custo benefício, acabam desistindo do seu sonho ou vontade, porque existe um risco maior do que a vontade. Fica simples de aceitar e entender, porque se trata de um bem material, mas o que pensar quando o assunto é viver o amor?
Desistimos do amor, pelo risco do sofrimento, pela falta de segurança ou pelo risco da perda. Mas o que será que acontece com uma pessoa que não vive seus amores? Vive na segurança eterna da solidão, se garante no isolamento, na superficialidade e assim leva sua vida, transferindo suas energias para coisas mais “seguras” como o trabalho, o dinheiro ou cuidando da sua estética, hobbie ou algo assim. Algumas enveredam pelo caminho do conhecimento, afundando-se em livros ou algum instrumento musical. Dedicação absoluta, abnegadas.
Hoje o medo tomou conta das relações, ninguém está mais disposto a se entregar, colocar sua vida na mão de outra pessoa. Como vão controlar a situação depois? Os poucos que ainda o fazem, são tidos como kamikazes, suicidas amorosos que terão fim certeiro no abandono e conseqüente sofrimento amoroso.
Na minha visão, estes sim, são os afortunados. Estão vivos e vivendo. Escolheram não lamentar a morte, mas celebrar a vida da maneira mais simples que existe: vivendo.
Melhor não? Melhor sim, melhor é viver. Com as alegrias e os sofrimentos incluídos.
E àqueles que acham que podem viver sem sofrer, mesmo abdicando de crescer e fugindo dos riscos, só não esqueça que um dia essa incrível jornada terá fim e o que sobrará da vida, usando a frase do “filósofo” Athayde Patrese, é a vida que se leva.
Você escolheu não viver? Melhor não!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Estamos ficando velhos mais rápido?
Recentemente recebi a visita do meu pai, que mora em outro estado e vem para São Paulo uma vez por ano.
No diálogo dele a mesma frase de sempre: "É meu filho, eu já estou com um pé na cova e outro na casca da banana. Não há mais o que fazer, estou só esperando a vida acabar." Reclamando da vida, reclamando das ex-mulheres, dos problemas nos negócios, do fato de morar longe e principalmente, do meu desinteresse na continuidade de seus negócios. Tudo isso, naquele tom melancólico, de gente que sofre, mas sem nenhum motivo aparente.
Tudo isso, dito no restaurante ótimo que fomos almoçar juntos. Era para ser celebração, reencontro alegre de pai e filho que não se viam há tanto tempo, mas é só lamentação atrás de lamentação. Disperso, eu olho para as outras mesas, tudo lotado. Sentados ao lado, várias pessoas de todos os tipos e idades, todos com a mesma cara fechada e séria do meu pai, que continua resmungando à minha frente. Ninguém, absolutamente ninguém sorri. É impressionante.
Na mesma hora, começo a refletir sobre minha vida, minha alegria e meu jeito leve e positivo de encarar os problemas (sim, eu também tenho problemas) e chego a conclusão que algo está errado. Penso que devo estar perdendo alguma coisa. Porque só eu estou sorrindo aqui? Será que a vida é para ser sofrida? Será que perdi a referência? Será que devo me sentir culpado em ser feliz?
Entre uma piada para o garçom, que se diverte com minhas besteiras e um elogio ao cozinheiro, que imediatamente começa a sorrir, percebo que é possível ver o sorriso aparecer, com coisas muito simples, apenas com o afeto colocado em uma piada ou um elogio.
Nessa hora, volto minha atenção para meu pai e resolvo falar um pouco sobre a minha visão da vida, das minhas escolhas e do caminho que resolvi seguir...e, com surpresa, percebo que ele não quer me ouvir, só quer falar.
Comento sobre minha experiência com o Pilates e que o alongamento tem feito milagres para minha disposição e físico e o que escuto são só lamentos sobre sua pressão alta e o possível câncer em alguma parte do corpo (e toda semana é uma parte nova).
Com 70 anos nas costas, meu pai tem ainda um longo caminho pela frente. Sua idade, seu envelhecimento físico, não chega nem perto do seu envelhecimento psicológico. Ele se sente infeliz, mas não tem absolutamente nenhum motivo para isso. Tem dinheiro acima do suficiente para viver, ama e é amado por uma companheira, tem dois filhos muito bem criados e saudáveis, mora em uma casa espaçosa e confortável e, a seu contragosto, tem a saúde perfeita, confirmada por todos os exames que insiste em fazer toda vez que sente uma dor em algum canto. Nada, zero, resultados perfeitos.
Então, qual será o real problema dele? Me perguntei isso diversas vezes e até hoje não achei a resposta.
Ele se diz cansado, pressionado pela situação atual de sua vida. Diz que se sente velho. Talvez aí tenhamos uma pista sobre o real problema. Ele cansou sim, mas das cobranças da vida social. Ele ainda acha que precisa da aprovação dos outros para ser feliz, mas ele só precisa de auto-aprovação, e quem controla isso somos nós mesmos.
Ele acha que precisa dizer a marca de seu carro, precisa dizer que seu cartão platinum master super mega blaster não tem limite, precisa dizer o que tem. Clara vítima da mídia. Nem passa pela cabeça dele dizer o que é, como pessoa. Deve achar que é pouco.
Talvez ele nem desconfie que só precisamos da nossa permissão para sermos felizes.
Aprendi, com as aulas de teatro, a resgatar a criança dentro de mim. Aprendi a me fazer de ridículo, sem prejuízo algum, e com isso fazer alguém rir. Aprendi a rir de mim mesmo.
Nenhuma criança precisa de pose, nem de posses e nem de prestígio. Nem cartão de crédito sem limite.
Depois desse encontro com a minha criança, comecei a rejuvenescer, até fisicamente. Me permiti ser feliz fazendo o que gosto, sem culpas e sem preocupações com o que os outros vão achar.
Penso muito no meu pai e por conseqüência, penso muito como será a minha própria velhice.
Claro que aos 40 anos, meu corpo já não responde mais da mesma maneira de antes. Comidas pesadas pesam de verdade, exercícios extremos causam dores por todo lado no dia seguinte e o reflexo e a agilidade não são mais os mesmos, só que a cabeça continua de moleque. Me sinto jovem e sei que isso não vai mudar tão cedo.
Me permito ser uma pessoa feliz e me sentindo jovem.
Quando será que meu pai vai se permitir?
No diálogo dele a mesma frase de sempre: "É meu filho, eu já estou com um pé na cova e outro na casca da banana. Não há mais o que fazer, estou só esperando a vida acabar." Reclamando da vida, reclamando das ex-mulheres, dos problemas nos negócios, do fato de morar longe e principalmente, do meu desinteresse na continuidade de seus negócios. Tudo isso, naquele tom melancólico, de gente que sofre, mas sem nenhum motivo aparente.
Tudo isso, dito no restaurante ótimo que fomos almoçar juntos. Era para ser celebração, reencontro alegre de pai e filho que não se viam há tanto tempo, mas é só lamentação atrás de lamentação. Disperso, eu olho para as outras mesas, tudo lotado. Sentados ao lado, várias pessoas de todos os tipos e idades, todos com a mesma cara fechada e séria do meu pai, que continua resmungando à minha frente. Ninguém, absolutamente ninguém sorri. É impressionante.
Na mesma hora, começo a refletir sobre minha vida, minha alegria e meu jeito leve e positivo de encarar os problemas (sim, eu também tenho problemas) e chego a conclusão que algo está errado. Penso que devo estar perdendo alguma coisa. Porque só eu estou sorrindo aqui? Será que a vida é para ser sofrida? Será que perdi a referência? Será que devo me sentir culpado em ser feliz?
Entre uma piada para o garçom, que se diverte com minhas besteiras e um elogio ao cozinheiro, que imediatamente começa a sorrir, percebo que é possível ver o sorriso aparecer, com coisas muito simples, apenas com o afeto colocado em uma piada ou um elogio.
Nessa hora, volto minha atenção para meu pai e resolvo falar um pouco sobre a minha visão da vida, das minhas escolhas e do caminho que resolvi seguir...e, com surpresa, percebo que ele não quer me ouvir, só quer falar.
Comento sobre minha experiência com o Pilates e que o alongamento tem feito milagres para minha disposição e físico e o que escuto são só lamentos sobre sua pressão alta e o possível câncer em alguma parte do corpo (e toda semana é uma parte nova).
Com 70 anos nas costas, meu pai tem ainda um longo caminho pela frente. Sua idade, seu envelhecimento físico, não chega nem perto do seu envelhecimento psicológico. Ele se sente infeliz, mas não tem absolutamente nenhum motivo para isso. Tem dinheiro acima do suficiente para viver, ama e é amado por uma companheira, tem dois filhos muito bem criados e saudáveis, mora em uma casa espaçosa e confortável e, a seu contragosto, tem a saúde perfeita, confirmada por todos os exames que insiste em fazer toda vez que sente uma dor em algum canto. Nada, zero, resultados perfeitos.
Então, qual será o real problema dele? Me perguntei isso diversas vezes e até hoje não achei a resposta.
Ele se diz cansado, pressionado pela situação atual de sua vida. Diz que se sente velho. Talvez aí tenhamos uma pista sobre o real problema. Ele cansou sim, mas das cobranças da vida social. Ele ainda acha que precisa da aprovação dos outros para ser feliz, mas ele só precisa de auto-aprovação, e quem controla isso somos nós mesmos.
Ele acha que precisa dizer a marca de seu carro, precisa dizer que seu cartão platinum master super mega blaster não tem limite, precisa dizer o que tem. Clara vítima da mídia. Nem passa pela cabeça dele dizer o que é, como pessoa. Deve achar que é pouco.
Talvez ele nem desconfie que só precisamos da nossa permissão para sermos felizes.
Aprendi, com as aulas de teatro, a resgatar a criança dentro de mim. Aprendi a me fazer de ridículo, sem prejuízo algum, e com isso fazer alguém rir. Aprendi a rir de mim mesmo.
Nenhuma criança precisa de pose, nem de posses e nem de prestígio. Nem cartão de crédito sem limite.
Depois desse encontro com a minha criança, comecei a rejuvenescer, até fisicamente. Me permiti ser feliz fazendo o que gosto, sem culpas e sem preocupações com o que os outros vão achar.
Penso muito no meu pai e por conseqüência, penso muito como será a minha própria velhice.
Claro que aos 40 anos, meu corpo já não responde mais da mesma maneira de antes. Comidas pesadas pesam de verdade, exercícios extremos causam dores por todo lado no dia seguinte e o reflexo e a agilidade não são mais os mesmos, só que a cabeça continua de moleque. Me sinto jovem e sei que isso não vai mudar tão cedo.
Me permito ser uma pessoa feliz e me sentindo jovem.
Quando será que meu pai vai se permitir?
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Economizando energia
Teu coração é dividido em tantas partes quantas são as tuas preocupações. Cada cogitação leva o seu pedaço.
(Teresa de Ávila)
Assim, vamos nós, dividindo nosso tempo e nossa atenção com muitas coisas e pessoas. Nem sempre essas coisas ou pessoas merecem nossa energia, nosso tempo ou nossa dedicação.
Pessoas que não merecem nossa energia, não necessariamente fazem algo de ruim ou errado.
Simplesmente não fazem nada. Não estão disponíveis.
Isso não as faz pessoas melhores nem piores, isso não muda o que são. Você continua gostando delas e ficando triste porque as coisas entre vocês não evoluem, mas infelizmente não há o que fazer.
Elas simplesmente não querem trocar.
Aceitam felizes todo o carinho e tempo que você tem disponível para elas, mas não estão dispostas a ceder em nada, nem em pensamento.
Esse raciocínio serve para homens e mulheres aos quais você está dedicando sua energia e não sendo correspondido. Não é relativo a sexo ou nada do gênero.
O ponto, o foco, é a troca em si.
Talvez estejam em momentos diferentes, caminhos e direções parecidas, mas em pedaços diferentes da mesma estrada. Você vive puxando a pessoa para caminhar junto a você, mas a estrada dela, só ela mesma sabe qual é. Você enxerga uma futuro brilhante para os dois juntos, mas a pessoa enxerga outra coisa, bem diferente disso. Triste desencontro de momentos.
A mesma coisa acontece com coisas que tomam tempo demais, como aquele seu carro vintage, que você, colecionador, perde finais de semana polindo e procurando peças que não existem mais. Se o prazer de ter um carro assim foi menor que o trabalho para mantê-lo, algo está errado.
Trabalho mal remunerado é a mesma coisa. Excesso de esforço, empenho, energia, tempo e na hora do salário, nada ou muito pouco. É duro levar essa situação por muito tempo sem prejuízo (inclusive financeiro) para quem se coloca nessa posição.
Trocar é a coisa mais gostosa dessa vida. Estar disponível é estar vivo.
Claro que precisamos doar também, generosidade faz um bem danado, mas ninguém pode doar o que não tem ou o que não pode. Fica injusto. Doar a sua comida para quem precisa e você passar fome depois disso é um disparate.
Por isso, é bom sempre ter em vista a saúde de suas relações com coisas e pessoas e não deixar nada nem ninguém ser injusto.
Resta viver a tristeza da falta da troca e comemorar o fato de não ter sido injusto consigo mesmo.
(Teresa de Ávila)
Assim, vamos nós, dividindo nosso tempo e nossa atenção com muitas coisas e pessoas. Nem sempre essas coisas ou pessoas merecem nossa energia, nosso tempo ou nossa dedicação.
Pessoas que não merecem nossa energia, não necessariamente fazem algo de ruim ou errado.
Simplesmente não fazem nada. Não estão disponíveis.
Isso não as faz pessoas melhores nem piores, isso não muda o que são. Você continua gostando delas e ficando triste porque as coisas entre vocês não evoluem, mas infelizmente não há o que fazer.
Elas simplesmente não querem trocar.
Aceitam felizes todo o carinho e tempo que você tem disponível para elas, mas não estão dispostas a ceder em nada, nem em pensamento.
Esse raciocínio serve para homens e mulheres aos quais você está dedicando sua energia e não sendo correspondido. Não é relativo a sexo ou nada do gênero.
O ponto, o foco, é a troca em si.
Talvez estejam em momentos diferentes, caminhos e direções parecidas, mas em pedaços diferentes da mesma estrada. Você vive puxando a pessoa para caminhar junto a você, mas a estrada dela, só ela mesma sabe qual é. Você enxerga uma futuro brilhante para os dois juntos, mas a pessoa enxerga outra coisa, bem diferente disso. Triste desencontro de momentos.
A mesma coisa acontece com coisas que tomam tempo demais, como aquele seu carro vintage, que você, colecionador, perde finais de semana polindo e procurando peças que não existem mais. Se o prazer de ter um carro assim foi menor que o trabalho para mantê-lo, algo está errado.
Trabalho mal remunerado é a mesma coisa. Excesso de esforço, empenho, energia, tempo e na hora do salário, nada ou muito pouco. É duro levar essa situação por muito tempo sem prejuízo (inclusive financeiro) para quem se coloca nessa posição.
Trocar é a coisa mais gostosa dessa vida. Estar disponível é estar vivo.
Claro que precisamos doar também, generosidade faz um bem danado, mas ninguém pode doar o que não tem ou o que não pode. Fica injusto. Doar a sua comida para quem precisa e você passar fome depois disso é um disparate.
Por isso, é bom sempre ter em vista a saúde de suas relações com coisas e pessoas e não deixar nada nem ninguém ser injusto.
Resta viver a tristeza da falta da troca e comemorar o fato de não ter sido injusto consigo mesmo.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Será que chove amor hoje?
Você consegue fazer chover na hora que quer?
Será que alguém consegue fazer parar de chover na hora que quiser?
Não né?
A mesma coisa acontece com o amor.
O amor é só mais uma fenômeno natural. Ele simplesmente acontece.
Só que muita gente não aceita, não consegue ver assim.
Tentam, a todo custo, colocar regras e conveniências para o amor.
Tem gente que quer dizer quando pode ou não pode sentir, ou a hora mais conveniente para amar, mas isso é só uma ilusão.
O sentimento continua ali, mascarado, como que escondido por uma capa ou um bom guarda-chuva. O sentimento, assim como a chuva, continuam lá fora, mas fingimos que não vemos, ou pelo menos, tentamos fugir e nos proteger do seu efeito.
Não tem saída. A chuva em si, como o amor, ninguém controla. As coisas acontecem naturalmente, de acordo com a necessidade da natureza.
Por isso, você se apaixona quando vê alguém pela primeira vez, ou toma uma chuva gigante na cabeça, quando o céu nem nublado estava.
Seria ótimo poder escolher a hora de chover quando plantamos algo, saber a hora certa para plantar e ter certeza que a natureza vai mandar água suficiente para que a plantação cresça saudável, mas nem sempre é assim.
Seria ótimo saber que alguém que gostamos vai nos amar para sempre, mas não existem certezas nos fenômenos naturais. Até mesmo as mais avançadas previsões falham.
Assim na natureza e assim no amor.
Toda vez que tentarmos controlar o amor, repetimos o que acontece quando o homem quer controlar e modificar a natureza: cagada.
Minha sugestão é que você deixe acontecer, corra os riscos de voltar todo molhado para casa. Ou voltar amando.
Deixa chover amor em sua vida!
Será que alguém consegue fazer parar de chover na hora que quiser?
Não né?
A mesma coisa acontece com o amor.
O amor é só mais uma fenômeno natural. Ele simplesmente acontece.
Só que muita gente não aceita, não consegue ver assim.
Tentam, a todo custo, colocar regras e conveniências para o amor.
Tem gente que quer dizer quando pode ou não pode sentir, ou a hora mais conveniente para amar, mas isso é só uma ilusão.
O sentimento continua ali, mascarado, como que escondido por uma capa ou um bom guarda-chuva. O sentimento, assim como a chuva, continuam lá fora, mas fingimos que não vemos, ou pelo menos, tentamos fugir e nos proteger do seu efeito.
Não tem saída. A chuva em si, como o amor, ninguém controla. As coisas acontecem naturalmente, de acordo com a necessidade da natureza.
Por isso, você se apaixona quando vê alguém pela primeira vez, ou toma uma chuva gigante na cabeça, quando o céu nem nublado estava.
Seria ótimo poder escolher a hora de chover quando plantamos algo, saber a hora certa para plantar e ter certeza que a natureza vai mandar água suficiente para que a plantação cresça saudável, mas nem sempre é assim.
Seria ótimo saber que alguém que gostamos vai nos amar para sempre, mas não existem certezas nos fenômenos naturais. Até mesmo as mais avançadas previsões falham.
Assim na natureza e assim no amor.
Toda vez que tentarmos controlar o amor, repetimos o que acontece quando o homem quer controlar e modificar a natureza: cagada.
Minha sugestão é que você deixe acontecer, corra os riscos de voltar todo molhado para casa. Ou voltar amando.
Deixa chover amor em sua vida!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
O Menino da Bolha de Plástico
No filme "O Menino da Bolha de Plástico", de 1976, Tod Lubitch foi "condenado" a passar o resto de sua vida dentro de uma bolha de plástico onde poderia ter um sistema esterilizado e viveria a salvo de bactérias e vírus que para pessoas normais não representam risco, mas para ele, poderia levá-lo à morte. Tudo isso porque nasceu com uma deficiência rara no sistema imunológico.
Andando outro dia de carro, me toquei o quanto todos nós viramos um pouco Tod Lubitch. Os vidros escuros, que nos protegem de eventuais assaltos, não nos deixam mais ver as pessoas nos carros do lado. Adeus paquera no trânsito.
Outro dia fui mostrar uma casa linda que conheço a uma amiga, passeando pelos Jardins, em São Paulo. Só que por medo de assaltos, os donos da casa subiram os muros a uma altura que, de fora, não se via mais a casa. Agora parece um presídio com câmeras e sensores infravermelhos para todo lado.
Quando comprei meu primeiro celular com capacidade de enviar SMS, pensei comigo mesmo, que coisa inútil! Para que alguém ia querer mandar mensagem de texto se pode ligar para a pessoa usando o mesmo aparelho e pelo mesmo preço? Hoje, em nome da praticidade (e privacidade), acabamos mandando mais mensagens de texto do que fazendo ligações. Tudo muito objetivo, claro...e frio.
Sempre no aniversário dos amigos, tínhamos a desculpa anual ideal para botar as notícias e o papo em dia, quando ligávamos para desejar felicidades. Hoje mandamos um scrap no Orkut ou Facebook da vida e pronto, estamos livres desse contato também. Não temos mais tempo para isso.
Isolados de tudo, trocamos informações pelos nossos blogs, comunicadores instantâneos e twitters. Mudou o cabelo? Ah, me manda uma foto no msn. Vemos as mudanças dos amigos só por foto.
Coisas mais formais ou longas, que exigem uma aproximação mais pessoal, hoje vão por e-mail, versão on-line das antigas cartas, escritas a mão, cheias de intenções, erros e rabiscos, que eram enviadas pelo correio. Cartas vinham com a energia de quem as escreveu, perdemos isso também.
Se apaixonar hoje é um risco tão grande, que nos protegemos de todo sofrimento e também de todos os problemas que um relacionamento pode causar. Melhor nem se envolver, dá um trabalho danado. Estamos mais distantes do amor. Seguros, isolados de tudo que é ruim...e por conseqüência, de tudo que é bom também.
E assim vamos virando meninos e meninas da bolha de plástico, condenados a passar o resto de nossas vidas dentro de uma bolha, de um sistema esterilizado, vivendo a salvo de sofrimentos, assaltos, dores e problemas. Coisas que para pessoas normais nunca representaram risco, mas para nós, pode causar a morte; a morte da interação, da troca, da vida no coletivo e, principalmente do amor.
Andando outro dia de carro, me toquei o quanto todos nós viramos um pouco Tod Lubitch. Os vidros escuros, que nos protegem de eventuais assaltos, não nos deixam mais ver as pessoas nos carros do lado. Adeus paquera no trânsito.
Outro dia fui mostrar uma casa linda que conheço a uma amiga, passeando pelos Jardins, em São Paulo. Só que por medo de assaltos, os donos da casa subiram os muros a uma altura que, de fora, não se via mais a casa. Agora parece um presídio com câmeras e sensores infravermelhos para todo lado.
Quando comprei meu primeiro celular com capacidade de enviar SMS, pensei comigo mesmo, que coisa inútil! Para que alguém ia querer mandar mensagem de texto se pode ligar para a pessoa usando o mesmo aparelho e pelo mesmo preço? Hoje, em nome da praticidade (e privacidade), acabamos mandando mais mensagens de texto do que fazendo ligações. Tudo muito objetivo, claro...e frio.
Sempre no aniversário dos amigos, tínhamos a desculpa anual ideal para botar as notícias e o papo em dia, quando ligávamos para desejar felicidades. Hoje mandamos um scrap no Orkut ou Facebook da vida e pronto, estamos livres desse contato também. Não temos mais tempo para isso.
Isolados de tudo, trocamos informações pelos nossos blogs, comunicadores instantâneos e twitters. Mudou o cabelo? Ah, me manda uma foto no msn. Vemos as mudanças dos amigos só por foto.
Coisas mais formais ou longas, que exigem uma aproximação mais pessoal, hoje vão por e-mail, versão on-line das antigas cartas, escritas a mão, cheias de intenções, erros e rabiscos, que eram enviadas pelo correio. Cartas vinham com a energia de quem as escreveu, perdemos isso também.
Se apaixonar hoje é um risco tão grande, que nos protegemos de todo sofrimento e também de todos os problemas que um relacionamento pode causar. Melhor nem se envolver, dá um trabalho danado. Estamos mais distantes do amor. Seguros, isolados de tudo que é ruim...e por conseqüência, de tudo que é bom também.
E assim vamos virando meninos e meninas da bolha de plástico, condenados a passar o resto de nossas vidas dentro de uma bolha, de um sistema esterilizado, vivendo a salvo de sofrimentos, assaltos, dores e problemas. Coisas que para pessoas normais nunca representaram risco, mas para nós, pode causar a morte; a morte da interação, da troca, da vida no coletivo e, principalmente do amor.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O amor de férias
Querido diário,
Hoje voltei das férias e foi incrível.
Foram momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Descobri coisas muito legais no Marcos.
Descobri novos lugares e falei com pessoas muito interessantes.
Fomos jantar fora. Comi especiarias locais e descobri sabores novos.
Estou apaixonada pelo lugar! Quero voltar sempre! Foi ótimo.
Estou apaixonada pelo Marcos, quero vê-lo sempre que ele quiser também.
Mesmo que eu não volte para lá nunca mais, vou lembrar sempre com o maior carinho do tempo que passei.
Mesmo que nunca mais veja o Marcos, jamais esquecerei o que aprendi e senti com ele.
Levarei isso como um tesouro para o resto da minha vida. Inesquecível!
Querido diário,
Hoje voltei da casa do Marcos e foi incrível, como sempre.
Foram mais momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Fomos jantar fora de novo naquele restaurante! Cada coisa gostosa.
Estou muito apaixonada por ele!
Fizemos amor pela primeira vez, foi um sonho.
Mas ai dele se ele não me ligar amanhã, vou me sentir um lixo, usada.
Não vejo a hora dele me pedir em namoro, dele ser só meu.
O pai dos meus filhos, meu marido!
Vivemos felizes 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano..... não temos o porque de ficarmos longe.
Querido diário,
Estou muito triste, o Marcos disse que ia viajar sem mim.
Como assim?
Tive uma crise de ciúmes, não aceito isso, como alguém que eu amo tanto e me ama pode querer viajar sem mim?
Queria entender isso, mas não consigo.
Ele tentou me convencer de que nada muda, mas não aceitei. Olha o bilhete que ele me escreveu:
Minha querida,
Porque você consegue aproveitar suas férias sem querer roubar o lugar só para você e comigo não pode ser assim?
Porque não consegue viver experiências amorosas sem querer possuir a pessoa amada?
Mesmo que a praia nunca te ligue, você continua amando suas ondas, mas se eu não te ligar, seu amor se transforma em ódio na hora.
Mesmo que nunca mais jantemos juntos naquele restaurante, o sabor de sua comida será sempre inesquecível, mesmo se você for com outra pessoa.
Minha liberdade, a nossa liberdade, não pode ser sinônimo de rejeição a você, mas sim do nosso amor.
Te amo,
Marcos.
Mesmo assim, acho que se ele me amasse mesmo, nunca viajaria sem mim.
Amor tem que ser compulsoriamente selado com um relacionamento assumido socialmente.
É absurdo, mas ele nem quer conhecer meus pais, raramente saímos com amigos, pouco vamos a eventos sociais juntos.
Ele deve ter vergonha de mim. Ou pior, deve ser casado com outra, só pode ser.
Vou terminar tudo, antes que eu comece a gostar dele de verdade e sofra.
...
"E assim se perpetua a vocação casamenteira dos amantes, que na verdade só querem ser promovidos a esposa ou marido. (Fabrício Carpinejar)"
Hoje voltei das férias e foi incrível.
Foram momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Descobri coisas muito legais no Marcos.
Descobri novos lugares e falei com pessoas muito interessantes.
Fomos jantar fora. Comi especiarias locais e descobri sabores novos.
Estou apaixonada pelo lugar! Quero voltar sempre! Foi ótimo.
Estou apaixonada pelo Marcos, quero vê-lo sempre que ele quiser também.
Mesmo que eu não volte para lá nunca mais, vou lembrar sempre com o maior carinho do tempo que passei.
Mesmo que nunca mais veja o Marcos, jamais esquecerei o que aprendi e senti com ele.
Levarei isso como um tesouro para o resto da minha vida. Inesquecível!
Querido diário,
Hoje voltei da casa do Marcos e foi incrível, como sempre.
Foram mais momentos divertidos, de intenso prazer e de auto conhecimento.
Fomos jantar fora de novo naquele restaurante! Cada coisa gostosa.
Estou muito apaixonada por ele!
Fizemos amor pela primeira vez, foi um sonho.
Mas ai dele se ele não me ligar amanhã, vou me sentir um lixo, usada.
Não vejo a hora dele me pedir em namoro, dele ser só meu.
O pai dos meus filhos, meu marido!
Vivemos felizes 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano..... não temos o porque de ficarmos longe.
Querido diário,
Estou muito triste, o Marcos disse que ia viajar sem mim.
Como assim?
Tive uma crise de ciúmes, não aceito isso, como alguém que eu amo tanto e me ama pode querer viajar sem mim?
Queria entender isso, mas não consigo.
Ele tentou me convencer de que nada muda, mas não aceitei. Olha o bilhete que ele me escreveu:
Minha querida,
Porque você consegue aproveitar suas férias sem querer roubar o lugar só para você e comigo não pode ser assim?
Porque não consegue viver experiências amorosas sem querer possuir a pessoa amada?
Mesmo que a praia nunca te ligue, você continua amando suas ondas, mas se eu não te ligar, seu amor se transforma em ódio na hora.
Mesmo que nunca mais jantemos juntos naquele restaurante, o sabor de sua comida será sempre inesquecível, mesmo se você for com outra pessoa.
Minha liberdade, a nossa liberdade, não pode ser sinônimo de rejeição a você, mas sim do nosso amor.
Te amo,
Marcos.
Mesmo assim, acho que se ele me amasse mesmo, nunca viajaria sem mim.
Amor tem que ser compulsoriamente selado com um relacionamento assumido socialmente.
É absurdo, mas ele nem quer conhecer meus pais, raramente saímos com amigos, pouco vamos a eventos sociais juntos.
Ele deve ter vergonha de mim. Ou pior, deve ser casado com outra, só pode ser.
Vou terminar tudo, antes que eu comece a gostar dele de verdade e sofra.
...
"E assim se perpetua a vocação casamenteira dos amantes, que na verdade só querem ser promovidos a esposa ou marido. (Fabrício Carpinejar)"
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Inveja
O sentimento em que se misturam o ódio e o desgosto, e que é provocado pela felicidade e prosperidade do outro. O desejo irrefreável de possuir ou gozar, em caráter exclusivo, o que é possuído ou gozado por outro. (Houaiss)
Afinal de contas, porque o outro tem tudo e eu nada? Porque para ele tudo dá certo e para mim só errado? Porque ele é feliz e eu não? Porque as pessoas gostam dele e não de mim?
A resposta é simples: porque nem você gosta de você mesmo.
Quando vemos uma pessoa feliz, podemos olhar para ela de duas maneiras: com admiração ou com inveja. A escolha é sempre nossa, bem como a escolha de como encararemos nossos problemas...acredite, pessoas felizes tem problemas, iguais a todos.
Certamente a felicidade do outro incomoda demais para quem não está bem resolvido. Principalmente porque, mesmo querendo, você nunca terá essa felicidade. Sim, exatamente, você nunca terá a felicidade do outro. Não estou te agourando nem jogando praga...você nunca terá a felicidade do outro porque não é a sua felicidade e sim a do outro.
Ai entra a chave da questão, olhar para o próximo e ter inveja de suas conquistas não resolve. Certamente a maneira que ele vive, e é feliz, não é a maneira que você ficaria feliz. Simples assim.
Não adianta olhar para a felicidade isolada de uma situação. Muitas pessoas felizes tem uma vida muito dura, sacrificada, com muitas concessões, mas escolheram e vivem bem assim. Isso não quer dizer que você viver copiando (ou invejando) outras pessoas terá certeza do sucesso que elas tem, nem que será feliz como elas são.
Pessoas maduras, bem resolvidas, seguras devem servir de parâmetro, mas não meta. Servem para nortear seu rumo na busca pela sua própria paz, a sua tranqüilidade...e só.
Muitos invejam pessoas famosas, expostas na mídia, sempre com um sorriso branqueado no rosto...mas experimente um dia na vida real delas, será que você seria feliz?
No caminho da sua felicidade, só existe você como obstáculo. Mais ninguém.
A felicidade dos outros não atrapalha a sua, ao contrário, só ajuda ter gente feliz por perto.
Quanto mais você se conhece, mais chega perto de si mesmo, mais feliz será.
;o)
Afinal de contas, porque o outro tem tudo e eu nada? Porque para ele tudo dá certo e para mim só errado? Porque ele é feliz e eu não? Porque as pessoas gostam dele e não de mim?
A resposta é simples: porque nem você gosta de você mesmo.
Quando vemos uma pessoa feliz, podemos olhar para ela de duas maneiras: com admiração ou com inveja. A escolha é sempre nossa, bem como a escolha de como encararemos nossos problemas...acredite, pessoas felizes tem problemas, iguais a todos.
Certamente a felicidade do outro incomoda demais para quem não está bem resolvido. Principalmente porque, mesmo querendo, você nunca terá essa felicidade. Sim, exatamente, você nunca terá a felicidade do outro. Não estou te agourando nem jogando praga...você nunca terá a felicidade do outro porque não é a sua felicidade e sim a do outro.
Ai entra a chave da questão, olhar para o próximo e ter inveja de suas conquistas não resolve. Certamente a maneira que ele vive, e é feliz, não é a maneira que você ficaria feliz. Simples assim.
Não adianta olhar para a felicidade isolada de uma situação. Muitas pessoas felizes tem uma vida muito dura, sacrificada, com muitas concessões, mas escolheram e vivem bem assim. Isso não quer dizer que você viver copiando (ou invejando) outras pessoas terá certeza do sucesso que elas tem, nem que será feliz como elas são.
Pessoas maduras, bem resolvidas, seguras devem servir de parâmetro, mas não meta. Servem para nortear seu rumo na busca pela sua própria paz, a sua tranqüilidade...e só.
Muitos invejam pessoas famosas, expostas na mídia, sempre com um sorriso branqueado no rosto...mas experimente um dia na vida real delas, será que você seria feliz?
No caminho da sua felicidade, só existe você como obstáculo. Mais ninguém.
A felicidade dos outros não atrapalha a sua, ao contrário, só ajuda ter gente feliz por perto.
Quanto mais você se conhece, mais chega perto de si mesmo, mais feliz será.
;o)
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domingo, 21 de setembro de 2008
I'm me, mesmo.
Eu não sou PC, nem Mac. Eu sou eu.
Sem querer parecer revoltado, explico: eu não recebo de ninguém pra vestir a camisa de um ou de outro.
Paguei pelo meu computador, pelo sistema operacional e tudo mais que está espetado nele, placas, pen drives, impressora e mouse.
Não fui patrocinado para usar o que uso.
A grande questão é que os fabricantes adoram seus consumidores vestindo a sua camisa, é o ponto máximo onde qualquer produto de consumo pode chegar. Cliente fazendo propaganda de graça para uma marca. Nirvana do marketing.
Despertaram uma rivalidade onde não existe, para gerar polêmica. Não ficaria surpreso se Gates e Jobs estiverem agora trancados numa salinha com Seinfeld, rindo muito de todos nós.
Aproveito para repetir aqui uma frase da Bia "Gates" Granja, elevada a condição de gênia por mim nesse momento:
"E, se você quer muito que eu use um Mac, me dê um de presente, que eu faço o favor de usar."
E isso vale pra mim também. Solicite meu endereço para as doações.
Grato.
Sem querer parecer revoltado, explico: eu não recebo de ninguém pra vestir a camisa de um ou de outro.
Paguei pelo meu computador, pelo sistema operacional e tudo mais que está espetado nele, placas, pen drives, impressora e mouse.
Não fui patrocinado para usar o que uso.
A grande questão é que os fabricantes adoram seus consumidores vestindo a sua camisa, é o ponto máximo onde qualquer produto de consumo pode chegar. Cliente fazendo propaganda de graça para uma marca. Nirvana do marketing.
Despertaram uma rivalidade onde não existe, para gerar polêmica. Não ficaria surpreso se Gates e Jobs estiverem agora trancados numa salinha com Seinfeld, rindo muito de todos nós.
Aproveito para repetir aqui uma frase da Bia "Gates" Granja, elevada a condição de gênia por mim nesse momento:
"E, se você quer muito que eu use um Mac, me dê um de presente, que eu faço o favor de usar."
E isso vale pra mim também. Solicite meu endereço para as doações.
Grato.
domingo, 31 de agosto de 2008
Cortina de fumaça
O governador do Estado de São Paulo, José Serra, assinou nesta quinta-feira, 28/08/2008, um projeto de lei que proíbe completamente o fumo em ambientes de uso coletivo, sejam públicos ou privados. A medida inclui bares, restaurantes, boates, hotéis e áreas comuns de condomínios.
Se aprovada pelos deputados, em todo o Estado de São Paulo só será permitido fumar ao ar livre e dentro de casa.
Eu fico muito feliz de estar vivo para ver esse dia chegar.
Por muito tempo, o fumante teve a publicidade e o pseudo-glamour do cigarro a seu favor, na argumentação de que tem a liberdade de fumar onde e quando quiser, sem levar em conta o próximo.
Agora, com todas as pesquisas e estatísticas sobre a morte de fumantes (ativos e passivos), nada mais coerente do que o não fumante ter a escolha de não querer morrer por causa do cigarro do vizinho.
Sempre tive uma relação péssima com o cigarro, desde criança. Meus pais fumavam muito, fumavam em viagens longas, com os vidros do carro fechado e com ar condicionado ligado. Imagine como ficava o ambiente dentro do carro. Como eramos crianças, era choro e briga o caminho inteiro, reclamando daquele cheiro nojento, infelizmente sem sucesso algum.
Hoje passo por uma situação semelhante, sem poder fugir do cigarro dos outros, dentro de um ambiente com ar condicionado. Todo DJ sabe do que estou falando. Aquele cheiro maldito que gruda em tudo, até meus cds cheiram cigarro, mesmo dias depois de sair da boate. Imagine meu pulmão.
Nos Estados Unidos, alguns estados já proibiram o fumo em lugares fechados faz tempo. É comum em Nova Iorque ver pessoas na madrugada fumando em um "cercadinho" do lado de fora dos clubes da moda. Sinal de evolução e de respeito ao próximo, mesmo que obrigados por lei.
Aqui em São Paulo, as coisas ainda caminham devagar, mas caminham. A lei seca, que diziam, ia acabar com o movimento dos bares e clubes noturnos, não afetou em nada, os clubes continuam cheios, agora com 50% a menos de mortes nas ruas, por acidentes causados por pessoas dirigindo bêbadas. Foi uma lei que "pegou" rápido.
Muita gente me diz que se proibirem o fumo nas boates, o movimento acaba, ignorando que os fumantes hoje não são mais maioria, e que, até eles mesmos não suportam o cheiro do cigarro que fumam.
Acho que falta uma experiência, sempre sonhei em fazer uma noite livre de cigarro em uma boate para testar a aprovação do público.
Em pesquisa feita pelo Datafolha, divulgada em maio deste ano, mostra que 88% dos brasileiros são contra o fumo em locais coletivos fechados. No ano passado, a mesma pesquisa foi realizada apenas no Estado de São Paulo e a proporção foi idêntica.
Isso só mostra o tamanho da força das indústrias do fumo. Como podem 12% da população serem mais fortes nas leis do que 88%? Não elegemos nossos representantes nas eleições? Pelo menos no quesito saúde, meus representantes eleitos estão marcando bobeira.
Além de ser caso de saúde pública, é um caso de respeito. Obrigado, não quero fumaça em minha cara, obrigado mesmo!
Se você quer fumar, tudo bem, não ligo. Mas que não seja perto de mim, muito menos no ambiente que estou comendo, dançando, conversando, vivendo.
Sempre ouvi que meu limite em sociedade termina no começo do limite do próximo. Essa frase não vale para fumantes?
Estou aqui, rezando para essa lei dar certo logo...e não entrar nas estatísticas dos sete fumantes passivos que morrem de doenças relacionadas com o cigarro todos os dias.
Amém.
Se aprovada pelos deputados, em todo o Estado de São Paulo só será permitido fumar ao ar livre e dentro de casa.
Eu fico muito feliz de estar vivo para ver esse dia chegar.
Por muito tempo, o fumante teve a publicidade e o pseudo-glamour do cigarro a seu favor, na argumentação de que tem a liberdade de fumar onde e quando quiser, sem levar em conta o próximo.
Agora, com todas as pesquisas e estatísticas sobre a morte de fumantes (ativos e passivos), nada mais coerente do que o não fumante ter a escolha de não querer morrer por causa do cigarro do vizinho.
Sempre tive uma relação péssima com o cigarro, desde criança. Meus pais fumavam muito, fumavam em viagens longas, com os vidros do carro fechado e com ar condicionado ligado. Imagine como ficava o ambiente dentro do carro. Como eramos crianças, era choro e briga o caminho inteiro, reclamando daquele cheiro nojento, infelizmente sem sucesso algum.
Hoje passo por uma situação semelhante, sem poder fugir do cigarro dos outros, dentro de um ambiente com ar condicionado. Todo DJ sabe do que estou falando. Aquele cheiro maldito que gruda em tudo, até meus cds cheiram cigarro, mesmo dias depois de sair da boate. Imagine meu pulmão.
Nos Estados Unidos, alguns estados já proibiram o fumo em lugares fechados faz tempo. É comum em Nova Iorque ver pessoas na madrugada fumando em um "cercadinho" do lado de fora dos clubes da moda. Sinal de evolução e de respeito ao próximo, mesmo que obrigados por lei.
Aqui em São Paulo, as coisas ainda caminham devagar, mas caminham. A lei seca, que diziam, ia acabar com o movimento dos bares e clubes noturnos, não afetou em nada, os clubes continuam cheios, agora com 50% a menos de mortes nas ruas, por acidentes causados por pessoas dirigindo bêbadas. Foi uma lei que "pegou" rápido.
Muita gente me diz que se proibirem o fumo nas boates, o movimento acaba, ignorando que os fumantes hoje não são mais maioria, e que, até eles mesmos não suportam o cheiro do cigarro que fumam.
Acho que falta uma experiência, sempre sonhei em fazer uma noite livre de cigarro em uma boate para testar a aprovação do público.
Em pesquisa feita pelo Datafolha, divulgada em maio deste ano, mostra que 88% dos brasileiros são contra o fumo em locais coletivos fechados. No ano passado, a mesma pesquisa foi realizada apenas no Estado de São Paulo e a proporção foi idêntica.
Isso só mostra o tamanho da força das indústrias do fumo. Como podem 12% da população serem mais fortes nas leis do que 88%? Não elegemos nossos representantes nas eleições? Pelo menos no quesito saúde, meus representantes eleitos estão marcando bobeira.
Além de ser caso de saúde pública, é um caso de respeito. Obrigado, não quero fumaça em minha cara, obrigado mesmo!
Se você quer fumar, tudo bem, não ligo. Mas que não seja perto de mim, muito menos no ambiente que estou comendo, dançando, conversando, vivendo.
Sempre ouvi que meu limite em sociedade termina no começo do limite do próximo. Essa frase não vale para fumantes?
Estou aqui, rezando para essa lei dar certo logo...e não entrar nas estatísticas dos sete fumantes passivos que morrem de doenças relacionadas com o cigarro todos os dias.
Amém.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Janela ou TV?
Já se pegou olhando pela janela e pensando em tudo que está vendo?
Todos nós temos a sensação de viver uma verdade, a nossa verdade. Nossos dias são preenchidos de coisas para fazer, contas para pagar, nossos relacionamentos amorosos e sociais, mas será que alguma vez você parou pra pensar nisso?
Onde será que está a nossa realidade?
Lembro muito bem, no famoso dia do ataque do PCC em São Paulo, o povo todo saiu correndo de balas e tiros de bandidos ferozes, que matam criancinhas sem dó e passaram 5 horas em um congestionamento para chegarem sãos e salvos em casa.
Aquele medo todo, para aquelas pessoas, era totalmente verdade. Se tivessem olhado pela janela veriam que nada daquilo que a TV passava era totalmente verdadeiro. Não tinha tiro nenhum no restaurante que eu fui jantar com um amigo aquele dia. Quer dizer, tiro na cidade tinha, mas não diferente do que já tem todos os dias. Alguém deixa de sair de casa porque morre assasinado em São Paulo um monte de gente por dia?
As pessoas pararam de olhar pela janela, a TV matou a janela.
Paramos de analisar. Ninguém mais pensa, ninguém mais busca saber a verdade e acaba se contentando com a dita "verdade coletiva". Se todo mundo diz, é porque é verdade. Se está na TV, é porque é verdade. Realmente aprendemos a mentir todos juntos e muito bem. E pior, acreditamos nessa mentira.
Onde será que perdemos o fio da meada? Onde o que a TV fala tem mais valor do que o que estamos vendo pela janela? O que estamos vivendo?
Já se pegou olhando para a TV e pensando em tudo que está vendo?
Todos nós temos a sensação de viver uma verdade, a nossa verdade. Nossos dias são preenchidos de coisas para fazer, contas para pagar, nossos relacionamentos amorosos e sociais, mas será que alguma vez você parou pra pensar nisso?
Onde será que está a nossa realidade?
Lembro muito bem, no famoso dia do ataque do PCC em São Paulo, o povo todo saiu correndo de balas e tiros de bandidos ferozes, que matam criancinhas sem dó e passaram 5 horas em um congestionamento para chegarem sãos e salvos em casa.
Aquele medo todo, para aquelas pessoas, era totalmente verdade. Se tivessem olhado pela janela veriam que nada daquilo que a TV passava era totalmente verdadeiro. Não tinha tiro nenhum no restaurante que eu fui jantar com um amigo aquele dia. Quer dizer, tiro na cidade tinha, mas não diferente do que já tem todos os dias. Alguém deixa de sair de casa porque morre assasinado em São Paulo um monte de gente por dia?
As pessoas pararam de olhar pela janela, a TV matou a janela.
Paramos de analisar. Ninguém mais pensa, ninguém mais busca saber a verdade e acaba se contentando com a dita "verdade coletiva". Se todo mundo diz, é porque é verdade. Se está na TV, é porque é verdade. Realmente aprendemos a mentir todos juntos e muito bem. E pior, acreditamos nessa mentira.
Onde será que perdemos o fio da meada? Onde o que a TV fala tem mais valor do que o que estamos vendo pela janela? O que estamos vivendo?
Já se pegou olhando para a TV e pensando em tudo que está vendo?
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
I Love You (But It Doesn't Matter)
I love you but it doesn't matter
When I say I need you
you just turn and walk away
If you listen to my song
you can change your mind
And you'll come to me someday
If you only try to get closer
You could start to feel what I say
Never felt this love for the others
And I never will love again
Baixe minha música aqui: DOWNLOAD
When I say I need you
you just turn and walk away
If you listen to my song
you can change your mind
And you'll come to me someday
If you only try to get closer
You could start to feel what I say
Never felt this love for the others
And I never will love again
Baixe minha música aqui: DOWNLOAD
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Medo da morte (E outros medos)
Outro dia, uma amiga me perguntou se eu tinha medo de morrer. Respondi com um pronto e sonoro não! Respondi que para mim, a morte é algo natural, é a simples conseqüência de estar vivo.
Ela só me olhou com aquela cara incrédula de quem estava vendo um extraterrestre e não falou mais nada.
As pessoas, em sua grande maioria, nunca estão satisfeitas com o tempo de vida que terão. Afinal, temos sempre sonhos inacabados, coisas a realizar, pequenos ou grandes desejos ainda não conquistados, filhos para criar e cuidar, conhecimento a adquirir e muito mais.
O foco disso tudo está sempre no futuro e acho que aí que mora a origem dos medos.
Desde pequenos, somos ensinados e condicionados que a felicidade existe no futuro. Hoje as crianças aprendem, através da educação e de sugestões, que a felicidade está em ter uma casa grande, um corpo perfeito, bons carros, dinheiro, amigos influentes, sucesso profissional e principalmente, fama.
Vivemos condicionados pela sociedade (Estado, Igreja, cultura/mídia) a viver querendo mais, comparando nossa vida à vida do vizinho e expostos à nossa falta de tudo. Não basta ter algo, você sempre poderá ter algo melhor e mais caro.
Todo esse circo só é possível porque deixamos de viver o presente.
Ninguém te ensina que a felicidade não depende de nada e toda criança já nasce feliz. É uma coisa que você já nasce com, já faz parte de você.
A felicidade é um sentimento para ser vivido no presente, estando presente. Colocar a felicidade no futuro é certeza de infelicidade. O tal futuro que nunca chegará, sua felicidade estará sempre no amanhã.
Agora imagine morrer antes desse futuro chegar? Deve dar um medo enorme mesmo.
Uma pessoa feliz é tida como rebelde. A felicidade é uma grande rebelião. Nenhuma sociedade até hoje permitiu que alguém fosse feliz; é muito perigoso. Como mandar pessoas para a guerra, se elas forem felizes? Como convencê-las que precisam de regimes políticos, religiões e bens materiais em excesso? Pessoas felizes dão risadas de todas essas ideologias; não levam nada disso a sério. Rirão só com a idéia de que alguém possa lutar durante séculos por uma religião e matarem-se uns aos outros.
Seja feliz e não será mais possível encontrar utilidade para políticos, padres, templos, igrejas ou religiões em sua vida.
A maneira como encaramos nossa morte revela sutilezas de nossa essência: valores e significados de nossa vida. Refletir com sinceridade sobre a morte intensifica o propósito da vida, porque nos leva a ter mais clareza de nossas prioridades. Esta reflexão não pode ser apenas intelectual, deve ser mobilizada pelos sentimentos que surgem a partir de nosso coração.
A vida é impermanente: não podemos controlar as mudanças que chegam até nós, mas podemos escolher a maneira como lidar com elas.
A grande saída para o perder os medos é você descobrir sua vocação, viver sua missão com plenitude, no aqui e agora, presente.
Vivendo no presente, com entrega, generosidade e amor, nenhum medo resiste.
Ela só me olhou com aquela cara incrédula de quem estava vendo um extraterrestre e não falou mais nada.
As pessoas, em sua grande maioria, nunca estão satisfeitas com o tempo de vida que terão. Afinal, temos sempre sonhos inacabados, coisas a realizar, pequenos ou grandes desejos ainda não conquistados, filhos para criar e cuidar, conhecimento a adquirir e muito mais.
O foco disso tudo está sempre no futuro e acho que aí que mora a origem dos medos.
Desde pequenos, somos ensinados e condicionados que a felicidade existe no futuro. Hoje as crianças aprendem, através da educação e de sugestões, que a felicidade está em ter uma casa grande, um corpo perfeito, bons carros, dinheiro, amigos influentes, sucesso profissional e principalmente, fama.
Vivemos condicionados pela sociedade (Estado, Igreja, cultura/mídia) a viver querendo mais, comparando nossa vida à vida do vizinho e expostos à nossa falta de tudo. Não basta ter algo, você sempre poderá ter algo melhor e mais caro.
Todo esse circo só é possível porque deixamos de viver o presente.
Ninguém te ensina que a felicidade não depende de nada e toda criança já nasce feliz. É uma coisa que você já nasce com, já faz parte de você.
A felicidade é um sentimento para ser vivido no presente, estando presente. Colocar a felicidade no futuro é certeza de infelicidade. O tal futuro que nunca chegará, sua felicidade estará sempre no amanhã.
Agora imagine morrer antes desse futuro chegar? Deve dar um medo enorme mesmo.
Uma pessoa feliz é tida como rebelde. A felicidade é uma grande rebelião. Nenhuma sociedade até hoje permitiu que alguém fosse feliz; é muito perigoso. Como mandar pessoas para a guerra, se elas forem felizes? Como convencê-las que precisam de regimes políticos, religiões e bens materiais em excesso? Pessoas felizes dão risadas de todas essas ideologias; não levam nada disso a sério. Rirão só com a idéia de que alguém possa lutar durante séculos por uma religião e matarem-se uns aos outros.
Seja feliz e não será mais possível encontrar utilidade para políticos, padres, templos, igrejas ou religiões em sua vida.
A maneira como encaramos nossa morte revela sutilezas de nossa essência: valores e significados de nossa vida. Refletir com sinceridade sobre a morte intensifica o propósito da vida, porque nos leva a ter mais clareza de nossas prioridades. Esta reflexão não pode ser apenas intelectual, deve ser mobilizada pelos sentimentos que surgem a partir de nosso coração.
A vida é impermanente: não podemos controlar as mudanças que chegam até nós, mas podemos escolher a maneira como lidar com elas.
A grande saída para o perder os medos é você descobrir sua vocação, viver sua missão com plenitude, no aqui e agora, presente.
Vivendo no presente, com entrega, generosidade e amor, nenhum medo resiste.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Caça aos "Barrichellos"
Rubens Barrichello conquistou cinco títulos no kart, foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estréia, foi campeão da Fórmula 3 inglesa e aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.
Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan e em 2000 foi contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial. Hoje ainda corre na F1, tendo em seu currículo o maior número de largadas de um piloto na história da categoria.
É um piloto competente, considerado "fora-de-série" entre os especialistas em automobilismo, principalmente em piso molhado. Rubinho já ganhou milhões de dólares durante sua carreira.
Só tem um defeito: ele não é o número um no que faz.
Pesa sobre ele a pressão que, de uma forma ou de outra, em diferentes níveis, atinge todos nós.
Hoje em dia você tem que superar seu antecessor, aumentar seu capital a todo custo, ser mais bonito, mais famoso e mais eficiente do que a média.
Como se isso fosse possível a todos...
Rubens Barrichello é só um exemplo de que ser feliz fazendo o que gosta, estar entre os vinte melhores do mundo e ganhar milhões por isso não é suficiente. Até hoje é sinônimo de perdedor, de corredor lento, de incompetência e frustração.
O cara chega em segundo, logo alguém grita rindo: "Vai Rubinho tartaruga!"
Se fizermos uma rápida reflexão, muitos nem chegarão na posiçao que o Rubinho está hoje na escala sócio-econômica. Ele é um vencedor dentro do mundo capitalista, que faz pessoas ainda hoje passarem fome, mas só isso parece que não basta.
Criamos uma geração ansiosa pelo sucesso. E pior, quando alguns poucos realmente conseguem o tal sucesso, percebem que lá não tem nada do que foi prometido na propaganda.
Quando será que foi que as pessoas pararam de pensar e caíram nessa armadilha que sucesso é ser o número um. Quando que passaram a acreditar que o sucesso é o que você tem, bebe, veste, fuma, usa ou pilota? Quando que o sucesso passou a ser definido pelas amizades com pessoas importantes e influentes, falsas ou não, que você mantém?
Hoje caçam "Barrichellos" como se caçavam as bruxas na inquisição. Tempos passados que não voltam mais. Tempos em que bastava você ter saúde, amigos sinceros e viver com amor e comida em abundância para ser feliz.
Tempos que podem voltar, se percebermos que dependemos uns dos outros para continuarmos vivos, se vivermos nossas relações de forma harmônica e colaborativa e, principalmente, que nem todos precisam ser o número um para serem felizes.
Basta ser, basta viver! Com entrega, amor e generosidade.
Com dados do site oficial e da Wikipedia
Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan e em 2000 foi contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial. Hoje ainda corre na F1, tendo em seu currículo o maior número de largadas de um piloto na história da categoria.
É um piloto competente, considerado "fora-de-série" entre os especialistas em automobilismo, principalmente em piso molhado. Rubinho já ganhou milhões de dólares durante sua carreira.
Só tem um defeito: ele não é o número um no que faz.
Pesa sobre ele a pressão que, de uma forma ou de outra, em diferentes níveis, atinge todos nós.
Hoje em dia você tem que superar seu antecessor, aumentar seu capital a todo custo, ser mais bonito, mais famoso e mais eficiente do que a média.
Como se isso fosse possível a todos...
Rubens Barrichello é só um exemplo de que ser feliz fazendo o que gosta, estar entre os vinte melhores do mundo e ganhar milhões por isso não é suficiente. Até hoje é sinônimo de perdedor, de corredor lento, de incompetência e frustração.
O cara chega em segundo, logo alguém grita rindo: "Vai Rubinho tartaruga!"
Se fizermos uma rápida reflexão, muitos nem chegarão na posiçao que o Rubinho está hoje na escala sócio-econômica. Ele é um vencedor dentro do mundo capitalista, que faz pessoas ainda hoje passarem fome, mas só isso parece que não basta.
Criamos uma geração ansiosa pelo sucesso. E pior, quando alguns poucos realmente conseguem o tal sucesso, percebem que lá não tem nada do que foi prometido na propaganda.
Quando será que foi que as pessoas pararam de pensar e caíram nessa armadilha que sucesso é ser o número um. Quando que passaram a acreditar que o sucesso é o que você tem, bebe, veste, fuma, usa ou pilota? Quando que o sucesso passou a ser definido pelas amizades com pessoas importantes e influentes, falsas ou não, que você mantém?
Hoje caçam "Barrichellos" como se caçavam as bruxas na inquisição. Tempos passados que não voltam mais. Tempos em que bastava você ter saúde, amigos sinceros e viver com amor e comida em abundância para ser feliz.
Tempos que podem voltar, se percebermos que dependemos uns dos outros para continuarmos vivos, se vivermos nossas relações de forma harmônica e colaborativa e, principalmente, que nem todos precisam ser o número um para serem felizes.
Basta ser, basta viver! Com entrega, amor e generosidade.
Com dados do site oficial e da Wikipedia
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