Sim, eles estão por toda parte.
É aquele seu chefe que insiste em atrapalhar seu bom trabalho, reclamando de coisas infundadas pelo simples prazer de mostrar quem manda.
É também aquele segurança que resolve barrar sua entrada, só porque "ele pode".
É o pessoal do almoxarifado que não libera uma simples caneta porque você não preencheu aquele formulário de oito vias com três semanas de antecedência.
É o porteiro mandão que se apoia nas regras do prédio para exercer seu papel de mini déspota.
Eles estão todos por ai, ocupando seus pequenos cargos e seus pequenos poderes.
Sindrome do pequeno pênis.
O ego dessas pessoas não cabe dentro delas, ocupa um espaço maior do que o bom senso, o respeito e o ato de se colocar no lugar do próximo.
Elas não se interessam por coisas lógicas e nem tem a sensibilidade de entender sua reclamação.
Eles simplesmente seguem as suas regras.
Acham que estão cumprindo seu dever. O pequeno poder só consegue ver o que foi ensinado, só consegue ter uma pequena visão.
Geralmente é aquela pessoa que queria ser uma coisa, mas precisou ser outra.
Em meu trabalho, já cruzei com muitos chefes que queriam estar no meu lugar.
Como não conseguem o mesmo rendimento nem a mesma eficiência, muito menos os mesmos resultados, se esbaldam na tarefa de fazer da sua vida um inferno, exatamente o que seu sucesso faz com o ego deles.
Que pena, os pequenos poderosinhos se dedicam tanto ao seu processo de sabotagem (as vezes sabotam o próprio negócio para conseguir sabotar o próximo) que geralmente acabam conseguindo o que querem.
Usam suas atribuições de forma absoluta e imperativa, sem se preocupar com os problemas que geralmente ocasionam. Elefantes sambando na loja de cristais.
Para essas pessoas, vale a máxima, "se você quer conhecer uma pessoa de verdade, dê poder a ela", mas se quiser conhecer mesmo, dê a ela um pequeno poder.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
Vivendo em segredo
Depois do acidente que escancarou a vida privada do golfista Tiger Woods na mídia, o esportista mais respeitado e bem pago do mundo, que aliás, sempre buscou privacidade, se tornou refém de boatos e versões sobre o seu caso.
O que mudou em Tiger internamente depois de descobrirem seus casos sexuais? Acreditem, ele não mudou nada, continua o mesmo de antes, o que antes era admirado e invejado. Só o que mudou foi o segredo dos seus atos, o que mudou é que agora sabem o que ele gosta de fazer entre quatro paredes. O então esportista perfeito, agora foi julgado, condenado culpado e teve que pedir perdão em rede nacional, o equivalente moderno ao enforcamento em praça pública, que agora virou "enforcamento" social.
Por causa de seu comportamento descoberto e julgado inadequado aos padrões estabelecidos, perdeu patrocínios e contratos polpudos.
A sociedade, mais globalizada do que nunca, tem suas regras rígidas de aceitação. Ser feliz (sem consumo) e ter prazer (fora do casamento) são atos vistos como marginais. Na TV, o grande tribunal, palco de execuções sociais sumárias e ajudada (até financeiramente) pelas igrejas do reino da salvação eterna, o embate se faz covardemente entre o acusado e acusador, que geralmente nem direito a defesa tem.
Na época do "quero ser famoso", onde seus dados pessoais correm livre e expontaneamente pela internet, seus e-mails sigilosos, pessoais e comerciais, ficam em servidores que você nem sabe onde estão (a.k.a. Google), os poderosos e ricos de verdade se decidem por cada vez ficarem mais reclusos, apesar da mídia estimular o tempo todo a exposição como fator de sucesso pessoal.
Hoje, teoricamente, quem está nas colunas sociais é quem faz sucesso, para o povo, quem habita as capas de revistas sociais é quem é rico e deve ser admirado, modelo de quem "deu certo" na vida.
Só que os ricos e poderosos de verdade pensam diferente.
Não é de hoje que as sociedades secretas existem e dominam boa parte das decisões de grande impacto no mundo.
Só para exemplificar duas delas, a Skull and Bones, sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos, fundada por alunos da Universidade de Yale, tem entre seus integrantes três ex-presidentes (William Taft, George Bush pai e George Bush filho), ministros da Suprema Corte, alguns dos mais influentes empresários e grande parte dos espiões da CIA.
Outra sociedade secreta poderosa é o Clube de Bilderberg, conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. O ex-chanceler britânico Denis Healey, um dos fundadores do grupo, confirma: “Não há nada de errado com as nossas reuniões. O segredo apenas permite que todos falem honestamente, sem medo das repercussões nos jornais”. As reuniões deles podem não ter repercussões nos jornais, mas certamente terão em nossas vidas.
Tudo isso gera um conteúdo rico para criar muitas teorias de conspiração, mas o foco desse texto não é esse.
O foco é o segredo.
A intenção é que você reflita na possibilidade de viver sua vida em segredo e descubra o quanto isso lhe devolve o poder sobre você mesmo.
Pode parecer muito difícil, até impossível nos dias de hoje, mas pelo menos em seu lado pessoal, garanto que o esforço da não exposição se justifica e compensa.
Você pode também ignorar o que esse texto diz e continuar a viver a sua vida feliz e exposta de sempre ou começar a questionar e desenvolver seu pensamento crítico em relação a esse assunto.
Já pensou na possibilidade de viver em segredo?
O que mudou em Tiger internamente depois de descobrirem seus casos sexuais? Acreditem, ele não mudou nada, continua o mesmo de antes, o que antes era admirado e invejado. Só o que mudou foi o segredo dos seus atos, o que mudou é que agora sabem o que ele gosta de fazer entre quatro paredes. O então esportista perfeito, agora foi julgado, condenado culpado e teve que pedir perdão em rede nacional, o equivalente moderno ao enforcamento em praça pública, que agora virou "enforcamento" social.
Por causa de seu comportamento descoberto e julgado inadequado aos padrões estabelecidos, perdeu patrocínios e contratos polpudos.
A sociedade, mais globalizada do que nunca, tem suas regras rígidas de aceitação. Ser feliz (sem consumo) e ter prazer (fora do casamento) são atos vistos como marginais. Na TV, o grande tribunal, palco de execuções sociais sumárias e ajudada (até financeiramente) pelas igrejas do reino da salvação eterna, o embate se faz covardemente entre o acusado e acusador, que geralmente nem direito a defesa tem.
Na época do "quero ser famoso", onde seus dados pessoais correm livre e expontaneamente pela internet, seus e-mails sigilosos, pessoais e comerciais, ficam em servidores que você nem sabe onde estão (a.k.a. Google), os poderosos e ricos de verdade se decidem por cada vez ficarem mais reclusos, apesar da mídia estimular o tempo todo a exposição como fator de sucesso pessoal.
Hoje, teoricamente, quem está nas colunas sociais é quem faz sucesso, para o povo, quem habita as capas de revistas sociais é quem é rico e deve ser admirado, modelo de quem "deu certo" na vida.
Só que os ricos e poderosos de verdade pensam diferente.
Não é de hoje que as sociedades secretas existem e dominam boa parte das decisões de grande impacto no mundo.
Só para exemplificar duas delas, a Skull and Bones, sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos, fundada por alunos da Universidade de Yale, tem entre seus integrantes três ex-presidentes (William Taft, George Bush pai e George Bush filho), ministros da Suprema Corte, alguns dos mais influentes empresários e grande parte dos espiões da CIA.
Outra sociedade secreta poderosa é o Clube de Bilderberg, conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. O ex-chanceler britânico Denis Healey, um dos fundadores do grupo, confirma: “Não há nada de errado com as nossas reuniões. O segredo apenas permite que todos falem honestamente, sem medo das repercussões nos jornais”. As reuniões deles podem não ter repercussões nos jornais, mas certamente terão em nossas vidas.
Tudo isso gera um conteúdo rico para criar muitas teorias de conspiração, mas o foco desse texto não é esse.
O foco é o segredo.
A intenção é que você reflita na possibilidade de viver sua vida em segredo e descubra o quanto isso lhe devolve o poder sobre você mesmo.
Pode parecer muito difícil, até impossível nos dias de hoje, mas pelo menos em seu lado pessoal, garanto que o esforço da não exposição se justifica e compensa.
Você pode também ignorar o que esse texto diz e continuar a viver a sua vida feliz e exposta de sempre ou começar a questionar e desenvolver seu pensamento crítico em relação a esse assunto.
Já pensou na possibilidade de viver em segredo?
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A vida tem sentido?
Outro dia, um fiel leitor desse blog me pediu que escrevesse o que penso sobre o "sentido da vida", assim mesmo, entre aspas, cheio de pompas.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
Essa é uma questão que nunca foi respondida de verdade e não esperem aqui a solução para o maior mistério que encaramos desde nascer.
Para muita gente, a vida é só uma coleção de acontecimentos, sem nenhum critério ou objetivo. É só a vida e ponto.
Para muita gente, essa visão da vida sem propósito é bem difícil de lidar. Afinal de contas, para que estudar tanto, trabalhar tanto, sofrer tanto, se no final a coisa acaba em nada mesmo? Estudar só porque sua mãe mandou? Trabalhar porque precisa pagar os impostos? Fica mesmo bem sem graça.
Nessa brecha, do vazio que as pessoas sentem ao viver uma vida só por vive-la aparecem os vendedores de "sentido da vida" em forma de livros, cultos e cruzes. Costumam vender que só as religiões podem dar sentido à morte, de maneira bem inteligente, vendem um produto invisível, algo para além da morte.
É a vida de comunhão com o senhor. <-coloque o seu Deus aqui no lugar do senhor.
Pensadores, como o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o físico Albert Einstein, autor da teoria da relatividade, achavam que o sentido da vida é "amar, ajudar e prestar serviços aos demais". O que eu particularmente concordo.
Acho que não funcionamos na total solidão, todos precisamos de amor, amizade e solidariedade. Por mais incríveis que possamos acreditar ser, somos apenas humanos e precisamos uns dos outros. O pacifista indiano Mahatma Gandhi afirmava: "Encontro meu consolo e minha felicidade me colocando a serviço de todas as vidas".
Outra corrente, que hoje vejo crescer muito, é a das pessoas que acreditam que para viver a vida plenamente é necessário ter poder. Lutam muito para atingir um alto patamar financeiro, a custa de trapaças, atropelos, traições. Dificilmente no mundo de hoje alguém consegue ser muito rico sem passar por cima de alguma regra social. Sonegam impostos, usam dinheiro alheio, abusam do poder. A vida só tem sentido para eles se forem melhores do que os outros.
A revista britânica Journal of Humanistic Psychology publicou um relatório com a analise das palavras de 200 pensadores, do escritor Oscar Wilde ao imperador Napoleão. A incrível conclusão do estudo é que "é preciso desfrutar a vida enquanto for possível".
Nada mais óbvio e simples e nada mais perfeito.
Não importa o formato que você escolheu, viver na religião, no amor, no poder ou apenas deixar os dias passarem.
Viver a vida de verdade é vive-la do jeito que você acredita ser o melhor. Não existe fórmula da felicidade.
Com tantas opções, a única sacanagem é não viver.
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