Depois do acidente que escancarou a vida privada do golfista Tiger Woods na mídia, o esportista mais respeitado e bem pago do mundo, que aliás, sempre buscou privacidade, se tornou refém de boatos e versões sobre o seu caso.
O que mudou em Tiger internamente depois de descobrirem seus casos sexuais? Acreditem, ele não mudou nada, continua o mesmo de antes, o que antes era admirado e invejado. Só o que mudou foi o segredo dos seus atos, o que mudou é que agora sabem o que ele gosta de fazer entre quatro paredes. O então esportista perfeito, agora foi julgado, condenado culpado e teve que pedir perdão em rede nacional, o equivalente moderno ao enforcamento em praça pública, que agora virou "enforcamento" social.
Por causa de seu comportamento descoberto e julgado inadequado aos padrões estabelecidos, perdeu patrocínios e contratos polpudos.
A sociedade, mais globalizada do que nunca, tem suas regras rígidas de aceitação. Ser feliz (sem consumo) e ter prazer (fora do casamento) são atos vistos como marginais. Na TV, o grande tribunal, palco de execuções sociais sumárias e ajudada (até financeiramente) pelas igrejas do reino da salvação eterna, o embate se faz covardemente entre o acusado e acusador, que geralmente nem direito a defesa tem.
Na época do "quero ser famoso", onde seus dados pessoais correm livre e expontaneamente pela internet, seus e-mails sigilosos, pessoais e comerciais, ficam em servidores que você nem sabe onde estão (a.k.a. Google), os poderosos e ricos de verdade se decidem por cada vez ficarem mais reclusos, apesar da mídia estimular o tempo todo a exposição como fator de sucesso pessoal.
Hoje, teoricamente, quem está nas colunas sociais é quem faz sucesso, para o povo, quem habita as capas de revistas sociais é quem é rico e deve ser admirado, modelo de quem "deu certo" na vida.
Só que os ricos e poderosos de verdade pensam diferente.
Não é de hoje que as sociedades secretas existem e dominam boa parte das decisões de grande impacto no mundo.
Só para exemplificar duas delas, a Skull and Bones, sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos, fundada por alunos da Universidade de Yale, tem entre seus integrantes três ex-presidentes (William Taft, George Bush pai e George Bush filho), ministros da Suprema Corte, alguns dos mais influentes empresários e grande parte dos espiões da CIA.
Outra sociedade secreta poderosa é o Clube de Bilderberg, conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. O ex-chanceler britânico Denis Healey, um dos fundadores do grupo, confirma: “Não há nada de errado com as nossas reuniões. O segredo apenas permite que todos falem honestamente, sem medo das repercussões nos jornais”. As reuniões deles podem não ter repercussões nos jornais, mas certamente terão em nossas vidas.
Tudo isso gera um conteúdo rico para criar muitas teorias de conspiração, mas o foco desse texto não é esse.
O foco é o segredo.
A intenção é que você reflita na possibilidade de viver sua vida em segredo e descubra o quanto isso lhe devolve o poder sobre você mesmo.
Pode parecer muito difícil, até impossível nos dias de hoje, mas pelo menos em seu lado pessoal, garanto que o esforço da não exposição se justifica e compensa.
Você pode também ignorar o que esse texto diz e continuar a viver a sua vida feliz e exposta de sempre ou começar a questionar e desenvolver seu pensamento crítico em relação a esse assunto.
Já pensou na possibilidade de viver em segredo?
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2 comentários:
Hitler tinha uma sociedade secreta tambem..
Eu adoro! Quanto mais em segredo, melhor, rs!
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