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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amor é incondicional, o convívio é facultativo

Afinidade. Essa palavra mágica que resume milhares de coisas.

Basicamente é uma grande sintonia de vontades, objetivos e gostos.

Não se força afinidade, simplesmente ela acontece e quando não há afinidade, infelizmente pouco pode se fazer.

Podemos tolerar pequenas diferenças em prol de um objetivo comum, claramente não existe afinidade eterna e completa, mas certas coisas são fundamentais e ai surgem problemas.

Diferenças da base, na origem, são as mais complicadas de administrar. Educação diferente, princípios diferentes e principalmente a visão de vida diferentes.

Conflitos que inicialmente são considerados superficiais, deixados de lado, mas que crescem rapidamente com o intenso convívio.

Não existe amor, vontade ou desejo que justifique o convívio sem afinidade e o melhor a fazer é se afastar. Claro que continuamos desejando o bem das pessoas queridas e o amor não morre, mas ninguém é obrigado a ir contra si mesmo por amor, isso nao é AMOR, é doença.

Encontrar a distância ideal é a melhor solução para relações que não podem ser totalmente interrompidas, como com a família, por exemplo.

Descobrir uma frequência em que se resolvam as saudades, mas que não descambe para as cobranças e nem a falta de respeito.

Sem afinidade, mas com amor, o convívio pode ainda ser prazeiroso, basta encontrar a medida certa.