Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Intensamente superficial

Espreme, espreme mais....ah, está apertado, estou quase entrando, mas está apertado, empurra....

Ali está você, se esmagando para poder caber na forma padrão.

Queremos caber.

A pressão para que viremos um só grande grupo é gigante. Temos que saber trabalhar em equipe, conviver saudavelmente com a sociedade e a família, aceitar todos os tipos de ideologia, todas as religiões e escolhas sexuais. Isso sem contar a aparência única, a forma física ideal, as roupas de grife.

Todo mundo politicamente correto e magro.

Eu até entendo que as pessoas se preocupem com a minha saúde quando se incomodam com a MINHA barriga, mas se isso fosse mesmo verdade, pediriam meu exame de saúde, como fez o meu médico. Barriga nem sempre é sinal de saúde ruim.

Na realidade, o que vemos acontecer é que, na maioria das vezes, o diferente acaba se destacando de maneira ruim, geralmente com inferioridade. A pessoa fora do padrão é excluída do grupo. Para fugir disso, do cada vez mais cruel bullying, o que mais se vê são pessoas se anulando em troca de amor e reconhecimento.

O que eu mais tenho visto no twitter é gente carente, de todas as formas. Gente que no fundo está buscando no outro o que não achou em si mesmo, como se isso fosse possível. Querem companheiros amorosos, mas só os bonitos e enquadrados socialmente servem.

Famosos, por razões obvias, são os mais desejados.

Cheios de inseguranças, medos e incertezas, as pessoas querem aprovação. Na dúvida, ninguém mais paga pra ver, não se arriscam mais, é mais fácil sair correndo. Acabam escolhendo o caminho medíocre, porque nele conseguem a ilusão de aceitação e de controle.

Todo mundo buscando marido/esposa...e não amor. Chancela social virou prioridade em detrimento ao sentimento.

Não me espanta a quantidade de carentes.

No fundo, ter ideias próprias, defender seus direitos e bancar ser fora do padrão, além de fortalecer a auto-estima, enriquece os relacionamentos, enriquece a troca. Não tem o que trocar se só buscarmos o mesmo sempre.

Nesse mundo, cada vez mais social, baseado em aparências, intensamente superficial, para conseguir um pouco de amor, correr riscos ainda é a única saída.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vivendo em segredo

Depois do acidente que escancarou a vida privada do golfista Tiger Woods na mídia, o esportista mais respeitado e bem pago do mundo, que aliás, sempre buscou privacidade, se tornou refém de boatos e versões sobre o seu caso.

O que mudou em Tiger internamente depois de descobrirem seus casos sexuais? Acreditem, ele não mudou nada, continua o mesmo de antes, o que antes era admirado e invejado. Só o que mudou foi o segredo dos seus atos, o que mudou é que agora sabem o que ele gosta de fazer entre quatro paredes. O então esportista perfeito, agora foi julgado, condenado culpado e teve que pedir perdão em rede nacional, o equivalente moderno ao enforcamento em praça pública, que agora virou "enforcamento" social.

Por causa de seu comportamento descoberto e julgado inadequado aos padrões estabelecidos, perdeu patrocínios e contratos polpudos.

A sociedade, mais globalizada do que nunca, tem suas regras rígidas de aceitação. Ser feliz (sem consumo) e ter prazer (fora do casamento) são atos vistos como marginais. Na TV, o grande tribunal, palco de execuções sociais sumárias e ajudada (até financeiramente) pelas igrejas do reino da salvação eterna, o embate se faz covardemente entre o acusado e acusador, que geralmente nem direito a defesa tem.

Na época do "quero ser famoso", onde seus dados pessoais correm livre e expontaneamente pela internet, seus e-mails sigilosos, pessoais e comerciais, ficam em servidores que você nem sabe onde estão (a.k.a. Google), os poderosos e ricos de verdade se decidem por cada vez ficarem mais reclusos, apesar da mídia estimular o tempo todo a exposição como fator de sucesso pessoal.

Hoje, teoricamente, quem está nas colunas sociais é quem faz sucesso, para o povo, quem habita as capas de revistas sociais é quem é rico e deve ser admirado, modelo de quem "deu certo" na vida.

Só que os ricos e poderosos de verdade pensam diferente.

Não é de hoje que as sociedades secretas existem e dominam boa parte das decisões de grande impacto no mundo.

Só para exemplificar duas delas, a Skull and Bones, sociedade secreta estudantil dos Estados Unidos, fundada por alunos da Universidade de Yale, tem entre seus integrantes três ex-presidentes (William Taft, George Bush pai e George Bush filho), ministros da Suprema Corte, alguns dos mais influentes empresários e grande parte dos espiões da CIA.

Outra sociedade secreta poderosa é o Clube de Bilderberg, conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, mediático ou político. O ex-chanceler britânico Denis Healey, um dos fundadores do grupo, confirma: “Não há nada de errado com as nossas reuniões. O segredo apenas permite que todos falem honestamente, sem medo das repercussões nos jornais”. As reuniões deles podem não ter repercussões nos jornais, mas certamente terão em nossas vidas.

Tudo isso gera um conteúdo rico para criar muitas teorias de conspiração, mas o foco desse texto não é esse.

O foco é o segredo.

A intenção é que você reflita na possibilidade de viver sua vida em segredo e descubra o quanto isso lhe devolve o poder sobre você mesmo.

Pode parecer muito difícil, até impossível nos dias de hoje, mas pelo menos em seu lado pessoal, garanto que o esforço da não exposição se justifica e compensa.

Você pode também ignorar o que esse texto diz e continuar a viver a sua vida feliz e exposta de sempre ou começar a questionar e desenvolver seu pensamento crítico em relação a esse assunto.

Já pensou na possibilidade de viver em segredo?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Up In The Air

Hoje fui assistir o filme "Amor sem escalas" com George Clooney. Se você ainda não viu o filme, pare a leitura deste texto agora, pode estragar sua experiência.

Ryan Bingham, personagem de Clooney, é pago para viajar pelos Estados Unidos despedindo funcionários de empresas afetadas pela crise. Morador de aeroportos, carrega sua vida em uma mala de mão e tem como meta juntar 10 milhões de milhas no seu cartão da American Arlines. Aparentemente feliz com sua vida, eficiente no que faz, se vê ameaçado por uma jovem que vende ao seu chefe um método de fazer as demissões sem viajar, direto do escritório, usando vídeo conferência. Nesse trecho do filme, Ryan, supostamente desumano e frio, mostra sua face humana nas demissões e questiona o método frio de demitir por computador.

O tempo todo o filme mostra o conflito presente em todos nós: equilibrar o lado humano, sentimental e amoroso com o lado caçador e negociador, que precisamos desenvolver para sobreviver e pagar as contas.

O seu jeito de viver livre, sempre viajando e sem residência e nem parceira fixa é questionado por sua família e por quem convive com ele e para piorar, quando ele realmente se interessa amorosamente por uma mulher, descobre, da pior maneira, que ela já é casada e com filhos e o usa como fuga ao tédio do casamento.

Gostei muito que o final do filme não resolve o conflito nem diz qual lado é o melhor ou certo para nós, como a maioria dos filmes de Hollywood tenta fazer.

Realmente não há uma resposta definitiva para esse dilema.

Cada um deveria ter a liberdade de escolher seu caminho, mas acabamos cercados de regras que anulam a nossa individualidade e nos forçam a caber numa forma única. Você será aprovado pelo grupo se conseguir se enquadrar nessa forma estabelecida, caso contrário, será punido com a culpa e a exclusão social.

Neste formato padrão, as relações amorosas acabam em segundo plano, prevalecem as relações sociais. Sobram pessoas cada vez mais carentes e solitárias, inseguras, buscando aprovação que nunca virá.

Para mim, a vida é bem mais simples do que isso. Acho que o que todo mundo no fundo quer é ser amado e amar de volta, por isso me interessei tanto pelo desafio mostrado no filme.

Acredito que não conseguimos viver sem os outros, crescemos e vivemos nas relações, mas precisamos equilibrar também nesse processo coletivo o nosso processo como indivíduos únicos que somos.

Belo desafio que é esse de viver bem com essas duas realidades.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sociedade Anônima

"Certa manhã de inverno, uma formiguinha saiu para o seu trabalho diário.
Já ia muito longe a procura de alimento, quando um floco de neve caiu e prendeu o seu pezinho.
Aflita, vendo que não podia se livrar da neve, iria assim morrer de fome e frio, voltou-se para o sol e disse:
- Ó sol, tu que és tão forte, derrete a neve que prende o meu pezinho!
E o sol indiferente nas alturas, falou:
- Mais forte do que eu, é o muro que me tapa."

Ouvindo essa historinha da Coleção Disquinho quando era pequeno, lembro que fiquei muito impressionado com a cadeia de pessoas que uma simples formiga precisava movimentar para chegar a quem de fato ia tirar o pezinho dela preso na neve. Ninguém se declarava capaz e iam jogando a culpa em algum superior.

Depois de apelar à morte, ao homem, ao cão, ao gato, ao rato e ao muro, que tapava o sol, que derreteria a neve e desprenderia seu pezinho, teve seu pedido aceito por Deus, que ouve todas as preces. Ele lhe sorriu, estendeu a mão por cima das montanhas e ordenou que viesse a primavera e finalmente a neve derreteu.

Hoje em dia, em nome de um sistema altamente blindado que chamo de "sociedade anônima", a cadeia de comando se perde quando estamos chegando perto de "Deus" e ficamos sem ter para quem apelar.

Quando sua internet ou telefone saem do ar, você liga pra reclamar e a atendente responde que não poderá resolver o problema porque está sem "sistema", essa entidade obscura que tomou conta de todos os atendimentos ao consumidor.

- Senhor, está sem sistema, não posso fazer nada senhor, algo mais senhor? Como robos, altamente especializados na tarefa de repetir scripts, nossos atendentes esqueceram que ainda são gente.

Essa realidade baseada em sistemas desbanca o indivíduo para nos transformar em um grupo de pessoas que agem como se fossem um só, pulverizando assim as responsabilidades pessoais. Passamos a lidar com a tal da pessoa jurídica, os anônimos da sociedade.

A culpa não é mais de alguém, mas sim de alguma coisa e coisas não tem essa responsabilidade.

Se telefone não funciona, culpa da operadora, uma gigante com milhares de pessoas que trabalham lá, mas que só resolvem mesmo seu problema quando você ameaça cancelar a linha. Não era melhor atender diretamente a pessoa, antes que ela cancelasse o serviço?

Apagão elétrico? Estragou tudo na geladeira? Queimou seu DVD? Perdeu trabalho? Basta entrar com sua reclamação na justiça (outro ser anônimo) e esperar que resolvam algo a seu favor. Nem reclamar direto a quem te presta serviço podemos mais, agora precisamos de intermediários, o que torna a coisa toda ainda mais fria.

Estamos cada vez mais impotentes diante dessas grandes entidades chamadas corporações, sem opção quando se trata de serviços públicos e escravos desse tal "sistema".

Estamos cada vez menos pessoais, cada vez mais anônimos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

24 horas na festa à fantasia.

Essa semana parece que o pessoal descobriu um blog onde uma tal de felina coloca suas "interações" via msn com famosos, preferencialmente com jogadores de futebol, esporte número um neste país.

Algumas pessoas reagem indignadas com as imagens, outras indignadas com a mulher que as publicou e outras revoltadas com as próprias "vítimas" da pegadinha na webcam, afinal homens públicos e famosos não podem dar esse mole (ou duro).


No blog, com vídeos e screen prints, Fabiane Menezes, nome real da tal felina, desnuda famosos sem nenhum refino, exibindo poses e closes muito indiscretos de momentos íntimos vividos por ela e suas presas. Ela deve ser realmente irresistível.

Longe de julgar o direito dela publicar as imagens e nem tão pouco o comportamento das pessoas pegas pela dita cilada, eu quero falar sobre o que está por trás desse evento.

Que atire a primeira pedra o homem que nunca ficou curioso para viver as situações que os jogadores viveram pela camera, quem nunca teve vontade de fazer sexo virtual com uma desconhecida em um chat. Não me refiro a mulheres, porque geralmente não acham a menor graça nessas coisas, salvo raras exceções, porque se gostassem, fariam o mesmo, provavelmente.

O que vivemos hoje, além de uma bela e orquestrada farsa social, é o coroamento da hipocrisia. Tempos que bispos saem fazendo filho pelo mundo e depois viram presidentes, tempo que políticos usam o dinheiro público para financiar suas viagens internacionais e construir castelos e nada acontece, tempo que donos de templos de luxo e consumo na verdade são bandidos acusados de contrabando, e a lista poderia seguir sem fim; ver gente indignada por umas fotos de homem pelado na internet parece no mínimo um gasto de energia a toa.

Todo mundo tão preocupado com a vida dos outros que esqueceram de verdade de viver a própria.

Isso sim me deixa indignado.

Vivemos numa festa à fantasia 24 horas por dia, onde temos que nos comportar e nos vestir de acordo com o tema proposto no convite. Tem gente hoje mais preocupado com o traje e a aparência do que preocupados com o conteúdo. Somos obrigados a representar um papel em sociedade o tempo todo e somos cobrados por isso de maneira cruel.

Não é a tôa que a Susan Boyle fez tanto sucesso, comemoramos a redenção dos pobrinhos e enjeitados como se fosse a nossa própria salvação. Uma culpa a menos, por todos nossos preconceitos. É como ganhar a copa do mundo com o time de várzea.

Nessa sociedade que aparência tem esse peso todo, sair pelado fazendo sexo pela internet é crime mortal. Tenho pena do sofrimento que isso causa para os envolvidos, mas tenho ainda mais pena das pessoas que os crucificam.

Será que vamos deixar de ser caçadores um dia e deixar de olhar os outros como presas, competidores ou inimigos?

Não vejo a hora dessa festa da hipocrisia acabar.

terça-feira, 17 de março de 2009

Para onde estamos indo?

A economia está em crise. As pessoas estão em crise, o mundo está em crise.

Espere ai, antes que eu perca algum leitor no segundo parágrafo, achando que eu vou falar que o ideograma de crise é o mesmo que o da oportunidade, o caminho desse texto é outro. Eu nem entendo ideogramas.

Na verdade, também não estou nem um pouco interessado em resolver a crise do mundo, porque, o mundo mesmo, em si, não está em crise alguma.

A crise mesmo está nas pessoas e nas suas relações.

As verdadeiras relações de amor (e com amor) é que estão em crise.

Na onda de vencer a nossa pseudo luta pela sobrevivência, criamos essa nossa necessidade de sermos os melhores. Temos que ser os mais informados, os mais inteligentes, os mais charmosos, os mais conectados, os mais populares, os mais mais, afinal, estamos numa guerra, atrás do nosso dinheirinho suado no final do mês.

Desistimos de sermos todos juntos para sermos concorrentes.

Hoje, no intuito de parecer sermos algo que não somos, acabamos nos relacionando funcionalmente com os personagens dos outros. Tudo de uma maneira tão superficial e linear que parece que estamos vivendo uma história em quadrinhos.

Onde será que cabe amor nisso? Não cabe.

No começo de um relacionamento de personagem com personagem, tudo anda bem, sabemos o que esperar do outro exatamente, sabemos o que ele nos vendeu, mas quando o relacionamento se alonga e aprofunda, os personagens começam a não se sustentar mais.

A frustração é gigantesca. E agora, onde está aquele príncipe que saia comigo no inicio do namoro, que estava sempre arrumado e cheiroso e esperava eu ter orgasmos múltiplos antes dos dele? Onde está aquela filha perfeita que criamos, que fazia tudo que queríamos e sonhamos como perfeito para a vida dela? Onde está aquele amigo sempre presente que costumava me ligar todo dia e passar em casa para perguntar se eu preciso de algo?

Não existem mais! Aliás, nunca existiram, são fakes.

No fundo, somos apenas pessoas, humanos. Falhos.

De uma hora para a outra, temos que aprender a lidar bem com os defeitos dos outros, processo bem complicado e que passa primeiro pela aceitação dos nossos próprios defeitos.

Passaremos a vida toda nessa longa jornada de conhecimento e aceitação.

Brigamos contra isso, fugindo de sofrimentos e dores, mas lutar contra a realidade só nos afasta dela. Viver fora da realidade é como viver fora do corpo, viver longe do nosso espírito.

Ao invés das imensas expectativas e consequentes frustrações, que tal tentarmos viver mais perto de nós mesmos e dos outros? Vamos trabalhar o conhecimento próprio. Vamos cuidar das nossas almas, do amor e da nossa felicidade com presença.

É dai que vem a nossa auto-estima e a nossa consequente realização como pessoa.

A luta é árdua, mas por nós mesmos, vale sempre a pena.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Tudo por um pouco de paz

Nessa passagem de ano, tive a oportunidade de entrar em contato, bem próximo, com um dos pilares de nossa sociedade: a família e seus filhos.

Pude presenciar a batalha que é cuidar de crianças, todas cheias de mimos e vontades. Eram três filhos de cada casal, seis crianças e ainda mais uma convidada, sete no total.

Os pais, se desdobrando em dez, tentando aplacar a agitação da prole, inventavam atividades, brincadeiras e ao mesmo tempo, cuidando das coisas largadas pelo chão, da educação e boas maneiras, do banho e da alimentação de todos, como super-homens e mulheres maravilha a serviço da dita “felicidade” e educação de seus filhos.

A eles não pode faltar nada, sob pena de culpa eterna na consciência dos pais, pois se um filho der errado, a culpa será dos pais, invariavelmente.

Hoje, crianças e igrejas estão na moda e não existe melhor maneira de ser aceito na sociedade se você tem filhos e está com as suas contas (literalmente) em dia com Deus, mas sobre religião falaremos em outra oportunidade.

Meu foco aqui é na relação dos pais com filhos.

Imaginava ver uma relação saudável, com respeito mútuo e explícitas demonstrações de afeto entre os pais, que criam seus filhos com harmonia e paz, mas o que eu vi esses dias todos foi completamente o oposto. Pais que se desafiam e competem entre si, com troca de piadinhas sobre “mulheres desejáveis e bonitas” que viram no último filme que assistiram juntos ou sobre o quanto o marido ganha menos que aquele seu ex-colega de faculdade que deu certo na vida.

A troca de farpas é constante. Em todos os casais casados.

No meio desse tiroteio, crianças gritando e chorando, correndo de um canto para outro, tentando atrair um pouco da atenção que os pais um dia lhe deram, mas que hoje virou só um conjunto de regras enorme para enquadrá-lo bem à sociedade e garantir seu sucesso.

No canto, esses mesmos pais, na ausência rara dos filhos, se atrevem a confessar para mim, um solteiro sem filhos, que estão cansados, estressados e gostariam de um momento sem os filhos, para finalmente poderem descansar. Se declaram cansados.

Eu vi bem como é isso! Se nem o meu descanso foi possível, imagine o deles. Passei os dias enfiado nos livros, com fone de ouvido na orelha, tentando um pouco fugir de toda aquela barulheira e bagunça.

Criança é naturalmente hiperativa, mas criança filha de pais em atrito, inseguros, competindo, somam ao excesso de atividade um comportamento inseguro e tentam o tempo todo, chamar a atenção a si, nem que seja fazendo xixi na cama, como uma delas fez.

Eu tentando manter a calma, sem dizer nada, só observei. O máximo que fiz foi comentar o quanto era interessante conviver tão de perto com aquela realidade tão distante da minha vida.

Foi mesmo muito interessante esse período de observação. Reparando bem nas crianças, com seus iPods, bolsas e roupas e grife e toda sorte de produtos, vi o quanto o consumo se incrustou na vida delas. Fiquei pensando qual seria a hora que esses casais fazem sexo, já que levam os filhos para dormirem no quarto junto com eles. Vi também sua necessidade por um momento de paz, quando a mãe joga ao pai a responsabilidade sobre o filho gritando e o pai entediado levanta da cadeira para não ficar “mal na fita” com os anfitriões. Foram diversas outras situações similares.

Enquanto os pais, cheios de expectativas, esperam que seus perfeitos filhos, com QI acima da média, vençam na vida e façam mais sucesso que eles próprios fizeram, geram um ambiente de extrema competição e insegurança. Torcem pela felicidade dos filhos, mas na verdade, estão cobrando caro por essa felicidade. Eles exigem essa felicidade dos filhos, demandam que sejam felizes. Indicam aos filhos seus moldes de “sucesso na vida”, afinal eles sabem onde seus pais erraram e dessa vez não vão repetir o erro com seus próprios filhos.

Não repetem, é verdade, criam novos erros.

Atrelada a essa criação, junta-se a informação recebida pela TV e a escola, ferramentas de doutrinação e domesticação. O filho rebelde começa a se enquadrar aos moldes sociais e começa assim a preparação de indivíduos bem adaptados ao mercado de trabalho. Na escola ensinam a todos a pensarem igual, serem iguais e pacificamente aceitarem as regras. Pensar diferente é ser rebelde, o bonito é ser igual.

É a perfeita fábrica de adultos imbecis e sem pensamento próprio.

Os mesmos adultos que serão os perfeitos futuros pais para a próxima e prodigiosa geração de consumidores e fiéis.

Amém.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Deixem eu tomar meu banho de banheira em paz!

Enquanto algumas pessoas cismam com meu banho na hidromassagem, perguntando se eu não tenho medo que meus filhos possam viver num mundo sem água potável, a minha vontade é de pedir um tempinho da pessoa para algumas considerações:

Quando publicou o livro A Bomba Populacional, em 1968, o biólogo americano Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, em São Francisco, Califórnia, acendeu o pavio de uma enorme polêmica. Experiente analista das agressões ao ambiente e com profundos conhecimentos de ecologia, ele não se preocupava com a mera falta de espaço num mundo abarrotado. Naquela época, já antecipava as formidáveis dores de cabeça dos anos 80 e 90. Efeito estufa, chuva ácida, Aids, escassez de alimentos, destruição da camada de ozônio, redução da diversidade biológica e das florestas tropicais. Tudo isso, argumentava o cientista, faz parte de um grande distúrbio da natureza, em escala planetária. Ehrlich, vale lembrar, lançou esse alerta em 1968, quando os atuais desastres eram apenas enredos de ficção científica.

Há três décadas, o argumento de Ehrlich era simples: se o crescimento da população não fosse contido, a própria natureza se incumbiria de contê-lo. Também apresentou possibilidades de correção dos atuais tropeços ambientais: a primeira medida é evidente: diminuir o ritmo de crescimento populacional da forma mais rápida possível, fixando um teto definido para a população mundial. Esta não pode ser tão grande que não possa ser sustentada por meio dos recursos disponíveis a cada momento. A expressão sustentada, para Ehrlich, significa que todos devem ter vida de boa qualidade e produtiva.

Mas só controlar o crescimento populacional não basta, como podemos observar o que aconteceu na China, que mesmo depois de forte controle populacional, aumentou mesmo assim o consumo de insumos naturais.

O sistema econômico também deveria ser remodelado de forma a reduzir o consumo nos países mais ricos. Tal medida é imprescindível para preservar o meio ambiente e não desperdiçar recursos não renováveis do planeta.

A mesma pessoa que me pede para evitar um banho de banheira é feroz vendedora do mercado da construção civil, com vendas recordes nos últimos anos, coordenadora de uma equipe de muitos corretores preocupados em vender cada vez mais suas unidades de moradia.

Na construção civil, embora a água não seja vista e nem tratada como material de construção, o consumo é bastante elevado, por exemplo, para a confecção de um metro cúbico de concreto, gasta-se em média de 160 a 200 litros e, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser consumidos até 300 litros de água. Será que ela se preocupa com o futuro da humanidade quando vende mais um apartamento? Apartamento que nem seria necessário se não tivéssemos tantas pessoas para acolher sob um teto.

Todos atacam as conseqüências mas poucos querem realmente ver a causa do que estamos e vamos passar com mais intensidade no futuro se não mudarmos algo já.

Temos que crescer a qualquer custo?

Claro que sabemos que é só com o aumento da capacidade produtiva (mais fábricas, mais geração de energia, mais empregos) que se consegue obter um aumento sustentável na renda de um país, mas quando vamos ver que é hora de parar de crescer?

Nossa superpopulação humana está em explosão demográfica desde a revolução industrial que começou na Inglaterra no século XVII por volta de 1650.

Tornamos-nos uma praga de nós mesmos. O que é uma praga? A definição biológica de praga é quando uma população tem alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente. Tornamos-nos seres de hábitos auto-destrutivos, que destroem seus semelhantes de espécie e destroem o meio ambiente em que vivem não exercendo troca, só predando.

Só que, diferentes de gafanhotos e outros bichos, temos consciência e podemos reverter o processo.

Hoje são sete bilhões, crescendo um bilhão por ano. Tem dúvida de onde isso vai parar?

Não são só cientistas e eu que estamos vendo que é hora de parar de ter filhos...

A taxa de natalidade nos países desenvolvidos é, em geral, mais baixa (devido ao conhecimento de métodos contraceptivos, melhores condições médicas e econômicas), enquanto que nos países em desenvolvimento a taxa de natalidade é, em geral, superior face ao desconhecimento ou não-divulgação de métodos contraceptivos e à tendência para seguir tradições familiares e religiosas.

Pessoas mais esclarecidas já perceberam que há um limite mínimo de salubridade que é aquele que possibilita a sobrevivência de uma quantidade mínima de indivíduos até a idade reprodutiva e a sua reprodução numa taxa suficiente para repôr os indivíduos mortos. Abaixo desse limite mínimo de salubridade, a espécie está fadada à extinção. Esse limite mínimo é bastante inferior aos padrões de conforto (entendido como bem-estar material) atualmente considerados civilizados. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite máximo ao conforto usufruído por uma dada geração humana, pois este não pode ser obtido às custas dos meios necessários para a manutenção de um meio ambiente sadio para as gerações futuras.

A não ser que a geração futura não consuma tanto quanto nós, ou seja, se mantenha em número igual ou inferior ao exagerado de hoje.

Podemos assim definir o meio ambiente humano saudável como aquele que permite a sobrevivência por tempo indeterminado da espécie humana e, ao mesmo tempo, satisfaz, no maior grau possível, as necessidades de cada indivíduo humano, proporcionando-lhe a oportunidade de viver uma vida digna. Essa definição inclui tanto a dimensão física (o limite mínimo físico de salubridade e máximo de conforto), quanto a cultural (a necessidade de respeito a cada indivíduo humano, evitando um cinismo estatístico, e a concepção de bem de cada cultura) de um meio ambiente saudável. É, portanto, uma definição relativamente aberta e que deverá ser especificada para cada grupo cultural por meio do embate político.

Ainda hoje, o controle de natalidade é um assunto politicamente e eticamente controverso em muitas culturas e religiões, e embora seja menos controverso que o aborto especificamente, ainda enfrenta a oposição de muitas pessoas. Existem vários graus de oposição, incluindo aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que não usam a abstinência sexual (hipócritas); aqueles que são contra todas as formas de controle de nascimento que eles consideram "não-naturais" (meio hipócritas), enquanto permitem o controle de natalidade natural; e aqueles que apóiam a maioria das formas de controle de natalidade que previnem a fertilização, mas são contrários a qualquer método de controle de natalidade que previna que um embrião fertilizado se fixe no útero e inicie a gravidez (sem comentários).

Se uma pessoa, baseada em todas essas informações, opta por não se reproduzir, é olhada com cara de poucos amigos, carimbado na testa como pária social e culpado imediatamente pelo não crescimento da base de consumidores e fieis à religião (qualquer uma delas). Se bobear, ainda dizem que você não gosta de criancinhas.

Acredite, todos nós gostamos de criancinhas fofas, sorridentes e gorduchinhas, mas essas crianças crescem e viram consumidores ferozes, viram verdadeiras pragas.

Infelizmente, enquanto não mudarmos isso, sempre vai ter gente mais preocupada com meu banho de banheira.

Uma coisa é certa, nesse mundo o meu filho não vai viver...

Caça ao esquema

Já ouviram alguém falando assim:

“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas você já reparou na calça que ele usa? E o carro dele? Popular e caindo aos pedaços? Não dá né? Já reparou no jeito dele pegar os talheres? Quase um ogro... definitivamente ele não serve!”.

Ou

“-Ele é muito legal, nos damos muito bem, mas ele não me dá a segurança que eu preciso, ele não vai garantir meu futuro desse jeito. Não vou investir numa pessoa que não pode me garantir um futuro digno”.

Ouço muitas pessoas falando em desencontros amorosos, carentes por serem sempre mal entendidas. Quando acham uma outra pessoa, apesar de gostarem, se darem bem, terem afinidade, a coisa nem sempre dá certo. Qual será o motivo?

O maior motivo é que a maioria não aceita mais o amor da forma como ele se apresenta...Procura sim, o que eu gosto de chamar de “esquema”.

Claro, as pessoas ainda querem o romance, mas que venha embrulhado em um pacote bem bonitão, malhado, bem relacionado e rico. Não fará mal se o pacote for entregue em um carro importado último modelo.

E aí, pronto, foi feita a mistura explosiva e destruidora entre caça e amor.

O cara pode ser o máximo como pessoa, vocês podem se amar, se dar bem, mas se não completar a “lista” de exigências, ele automaticamente entra na categoria de “legal, mas não serve”. Investimento não adequado. O amor não é prioridade, e é exatamente a falta dele que vai fazer a pessoa fazer muitas besteiras no futuro. Amor não vivido vira doença.

A pessoa amada, mas fora do esquema, simplesmente não serve.

Não serve, não se encaixa, como uma peça de roupa apertada ou folgada de tanto amor.

Não serve para o esquema.

Mas as pessoas casam...Não casam? Casam sim, mas hoje em dia, a maioria se casa com o esquema. Um vê no outro o trampolim ideal para o grande salto que querem dar na vida. Mas sem amor de verdade como base, a piscina do casamento fica sem água. Crash! Crash depressão, crash doenças, crash vícios, crash manipulação. Um desconta no outro o ódio de terem investido muito e recebido de volta um cheque sem fundo.

Quando as coisas começam a dar errado, as pessoas querem terminar, mas se vêem presas ao casamento, aos filhos, às obrigações assumidas. Confundem-se e acham que acabou o amor, sem conseguir entender o que deu errado. Acabam se conformando com uma vida pobre, medíocre até, mas estão presas ao esquema, cruel e avassalador.

Abandone o esquema e a sociedade abandona você.

E o amor, que existe também entre os dois, acaba soterrado. Ta lá, coitado, mas bem escondido.

Todo mundo procurando... As mesmas pessoas que o esconderam. “Ainda encontro a fórmula do amor, ainda encontro...” E a música canta uma busca que não precisaria existir, mas agora é tarde demais, as pessoas já confundiram tudo. Buscam o esquema, achando que estão buscando o amor. Buscam uma coisa achando que é outra, e não vão achar nunca.

Amor assim, sem interesse comercial, ainda existe? Ou será que virou item de luxo, peça de museu, coisa guardada para viver quando sobrar um tempo entre o trabalho, academia e as festas sociais?

Infelizmente, casamento deixou de ser sinônimo de amor faz tempo, virou um contrato, uma sociedade financeira, com conseqüências sociais e econômicas às vezes catastróficas na vida dos envolvidos. Castração mútua, em nome de aprovação social. Aí que reside o maior problema. Façam uma rápida análise dos seus amigos casados ou até mesmo do seu casamento.

Ninguém aqui está dizendo que você deve procurar um mendigo esfarrapado com um olhar amoroso e um coração de santo para se casar. O ponto é: Se você olhou alguém nos olhos e viu amor, viva esse amor. Entregue-se. Nós temos tantas e tantas coisas para serem resolvidas através de relações amorosas que, se furtar a isso, é tomar veneno, manter a toxicidade mental e emocional.

Depois, e só depois, de muito vivenciar amores de corpo e alma, você estará se conhecendo melhor. Talvez o suficiente para suportar uma vida social a dois, tendo por sustentáculo principal, o amor. Aí fica de verdade.

Noivinhos apressados: casamento é para depois do amor. Primeiro a gente precisa saber o que é o amor e depois saber viver o amor. Sem posse, sem apego, com a auto-estima resolvida, e de preferência, em segredo total do resto do mundo...Só depois disso é que vamos descobrir se quer casar ou não.

Quase todo mundo buscando o que seria uma conseqüência natural, transformada em objetivo de vida. O que você quer ser na vida? “Quero ser rico!”, e o que deveria ser conseqüência do trabalho, virou meta.

Caça desmedida, o vale tudo, passando por cima de si mesmo, dos desejos, crenças e princípios pra chegar onde? Numa prometida “vida boa” no futuro? Tudo maluco demais...

Encerro com uma frase do grande mestre Joseph Campbell: "Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo..."

O que está acontecendo hoje, 15/05/2006, em SP?

Um caos, uma temeridade, o PCC no controle, perdemos nossa liberdade, vamos morrer se sair na rua depois das 20h?

Ou será isso tudo uma simples manipulação da massa, por parte de quem detém o poder?

O que será que aconteceu para toda a população de SP deixar de pensar antes de agir?

Qual a diferença das 52 mortes de policiais do domingo ou dos 5705 assassinatos na capital em 1999? 475 mortes por mês! Mais de 15 mortos por dia?

Milhares de pessoas são assassinadas e assaltadas diariamente. Vivemos numa guerra implícita há anos, mas quando a política e a televisão entram no jogo, a pseudo-guerra civil acaba virando verdade, explícita.

A TV usada como um propulsor da idéia. A internet, o MSN, boatos, e todo mundo morrendo de medo de sair de casa.

Deixamos o pensamento de lado, adotamos o medo e pronto, tudo para...Medo é a melhor forma de controle.

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia.

Amanhã na TV veremos flagrantes do povo oprimido pela "violência dos bandidos do PCC", agradecendo ter sido salvo pela polícia boazinha.

E aí? A pergunta é: Sair ou não sair de casa?

E a resposta é: Se tiver porque sair, saia normalmente, porque é isso que você faz todos os dias da sua vida. Rotina normal.

Se todos estivessem vivendo uma rotina normal, os ônibus funcionando, todos trabalhando, as escolas abertas...tudo estaria normal.

Aí você me responde: "Ah, mas hoje tem os ataques violentos dos "bandidos assassinos e maldosos do PCC", melhor ficar em casa, tenho medo de sair".

Como se nos outros dias da sua vida, ninguém fosse assassinado ou assaltado da mesma maneira ou pior!

E todos nós passivos, já que "não podemos fazer nada". Podemos ao menos, começar a pensar, antes de agir. Já ajudaria muito!

É a estratégia de assustar cachorro...você bate o pé no chão ele corre, mas tenho certeza que se ele inverter e começar a ameaçar te morder, você corre rapidinho.

Hoje, a maioria está com medo da minoria, isso não existe. É um desequilibrio.

Unidos, todos nós temos muita força, mas desunidos e com medo, somos fracos e manipuláveis.

Tente ver o tamanho do que que esta acontecendo hoje, sem ver TV, nem ouvir o rádio. Você verá que o que está acontecendo realmente é MENOS do que as pessoas acham que está acontecendo.

As pessoas estão com medo, e nem sabem do que...ouvem falar que está acontecendo uma coisa e já reagem com medo, aumentando com boatos o que nem aconteceu.

A coisa só te pega mesmo, se você comprar a história. Por isso eu digo, não aceite tudo que ouve! Pense antes de agir, já é um bom começo.

O povo entra em pânico...e nessa hora, se o governo, bandidos ou qualquer um, mesmo que seja um boato, mandar você ficar em casa trancado depois das oito da noite, você vai correndo pra cama, fazendo xixi na calça de medo, sem pensar em mais nada.

Os amigos me ligam para pedir que eu tome cuidado ao sair na rua, como se eu não tomasse cuidado todo dia...já fui assaltado 5 vezes com arma na cabeça...e nem por isso deixei de sair de casa nem de viver minha vida.

Algum dia já não queimaram ônibus e metralharam agência de banco?

É uma forma infantil de manipulação. E todos caem como patos.

Claro que hoje não vou andar de Rolex na Praça da República...não sou trouxa. Nem hoje, e nem nunca.

E, pelo mesmo motivo, não sou trouxa de cair nessa palhaçada de manipuladores de opinião, vou sair de casa quando eu quiser, vou fazer o que achar que devo, vou continuar pensando, vou continuar a ter a MINHA OPINIÃO. E essa, nenhum bandido me rouba.

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia...

Acabei de ver na TV o Ministro da Justiça, rindo, dizendo que Cláudio Lembo (Governador de SP) foi calouro dele na faculdade durante a "super" entrevista que veio fazer em SP sobre a ajuda federal ao estado.

"A AJUDA FEDERAL" - LULA, A SALVAÇÃO

O Governo de SP não tem muito o que fazer nesse caso, porque é gente bem mais poderosa que eles que está organizando isso...O PCC já se declarou formalmente excluído dos ataques, desde ontem. OU você achava que isso é coisa de bandido com meia dúzia de celulares na cadeia?

Agora, todos os paulistas estão trancados em casa. Com as TVs ligadas.

Viva o comérciooooooooooooooo!

Um comercial hoje no JN equivale a um do Super Bowl. Altos índices de audiência.

Imagine então produtos direcionados, seguros, carros blindados, portões eletrônicos, câmeras, controles...vamos ver os comerciais hoje, do que serão?

Que beleza, eu adoro a massa!

Próximo passo? Agora o governo bonzinho (que não rouba e não engana ninguém) nos "salva" dos bandidos e pronto...votamos neles de novo.

Bela estratégia...

Em tempo, acabei de ouvir na TV Globo:
A cidade sitiada. 90 morrem em 180 ataques. Ataques ineficazes esses, não?

Eu, se fosse você, ficava em casa...de preferência, vendo TV. Sem pensar, claro!

Se puder, leia mais sobre isso no UOL.