Sim, eles estão por toda parte.
É aquele seu chefe que insiste em atrapalhar seu bom trabalho, reclamando de coisas infundadas pelo simples prazer de mostrar quem manda.
É também aquele segurança que resolve barrar sua entrada, só porque "ele pode".
É o pessoal do almoxarifado que não libera uma simples caneta porque você não preencheu aquele formulário de oito vias com três semanas de antecedência.
É o porteiro mandão que se apoia nas regras do prédio para exercer seu papel de mini déspota.
Eles estão todos por ai, ocupando seus pequenos cargos e seus pequenos poderes.
Sindrome do pequeno pênis.
O ego dessas pessoas não cabe dentro delas, ocupa um espaço maior do que o bom senso, o respeito e o ato de se colocar no lugar do próximo.
Elas não se interessam por coisas lógicas e nem tem a sensibilidade de entender sua reclamação.
Eles simplesmente seguem as suas regras.
Acham que estão cumprindo seu dever. O pequeno poder só consegue ver o que foi ensinado, só consegue ter uma pequena visão.
Geralmente é aquela pessoa que queria ser uma coisa, mas precisou ser outra.
Em meu trabalho, já cruzei com muitos chefes que queriam estar no meu lugar.
Como não conseguem o mesmo rendimento nem a mesma eficiência, muito menos os mesmos resultados, se esbaldam na tarefa de fazer da sua vida um inferno, exatamente o que seu sucesso faz com o ego deles.
Que pena, os pequenos poderosinhos se dedicam tanto ao seu processo de sabotagem (as vezes sabotam o próprio negócio para conseguir sabotar o próximo) que geralmente acabam conseguindo o que querem.
Usam suas atribuições de forma absoluta e imperativa, sem se preocupar com os problemas que geralmente ocasionam. Elefantes sambando na loja de cristais.
Para essas pessoas, vale a máxima, "se você quer conhecer uma pessoa de verdade, dê poder a ela", mas se quiser conhecer mesmo, dê a ela um pequeno poder.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Botando para fora!
Faz três semanas, tive uma péssima experiência, roubaram o estepe do meu carro em um estacionamento. Descobri imediatamente, porque deixaram as ferramentas todas soltas no porta malas e fui ver no mesmo dia o que estava fazendo tanto barulho.
Comuniquei à administração da empresa responsável pelo local e recebi a resposta que não se responsabilizariam pelo roubo, já que eu não tenho provas que teria sido lá.
Insisti com os donos, mas a resposta foi sempre a mesma: não pagaremos seu prejuízo.
Fiquei bem chateado e, mesmo sabendo que a decisão já estava tomada por parte deles, escrevi um e-mail com tudo que eu estava sentindo e o que eu achava da decisão unilateral da empresa.
Eu não queria guardar dentro de mim o que estava sentindo, no fundo achei a decisão injusta e não aceitei a resposta deles.
Escrevi exatamente o que senti, sem agressões nem reclamações infundadas. Usei o meu direito de reclamar, expressar os meus sentimentos e emoções, expressar os meus pontos de vista sobre o assunto de forma direta, com integridade, honestidade e respeito.
Para minha surpresa, o diretor da empresa, uma das maiores no ramo de estacionamentos de São Paulo, respondeu pessoalmente ao meu e-mail, dizendo que reconsiderou sua decisão após ler minha exposição de idéias.
Assunto resolvido, vão pagar pelo sumiço do meu pneu e roda.
O que eu quero mostrar com esse fato é que geralmente desistimos de nos expressar quando encontramos "causas perdidas" e com isso vamos juntando sentimentos e idéias que deveriam ser expostos, mas continuam dentro de nós.
Isso é péssimo.
Quando aprendi a me expressar, mesmo sabendo que poderia ser uma perda de tempo, muita coisa mudou. As coisas se resolvem mais fácil, senão com os outros, ao menos dentro de mim.
Quando brigamos com uma pessoa querida (namorado/a, familia, amigos) às vezes deixamos de falar o que sentimos para poupar os outros de ouvir coisas que talvez os deixem chateados, mas funciona de maneira oposta. Fica sempre uma dúvida no ar.
Se perguntam o que você tem, não responda "nada" se isso não for verdade. Diga o que sente.
Não estou dizendo para você sair falando o que acha dos outros, julgar o próximo sem ser perguntado ou dizer coisas agressivas sem necessidade.
O ponto é limitado ao seu sentimento. Diga sempre o que sente. Nunca dá errado.
Sabendo como se sente, o outro tem na mão uma informação fundamental para o convívio saudável e verdadeiro, mesmo não sendo esse sentimento o correto ou aceitável.
Se você sente, é verdadeiro e é isso que importa.
Saber como você se sente dá ao outro uma possibilidade de se posicionar em relação a isso de maneira que antes era impossível.
Sem a sua expressão, sobra só a adivinhação. O que pode ser óbvio para você, geralmente não é para o outro.
Seja ativo, direto e honesto, expresse seu sentimento sempre.
Bote o sentimento para fora e viva melhor!
Comuniquei à administração da empresa responsável pelo local e recebi a resposta que não se responsabilizariam pelo roubo, já que eu não tenho provas que teria sido lá.
Insisti com os donos, mas a resposta foi sempre a mesma: não pagaremos seu prejuízo.
Fiquei bem chateado e, mesmo sabendo que a decisão já estava tomada por parte deles, escrevi um e-mail com tudo que eu estava sentindo e o que eu achava da decisão unilateral da empresa.
Eu não queria guardar dentro de mim o que estava sentindo, no fundo achei a decisão injusta e não aceitei a resposta deles.
Escrevi exatamente o que senti, sem agressões nem reclamações infundadas. Usei o meu direito de reclamar, expressar os meus sentimentos e emoções, expressar os meus pontos de vista sobre o assunto de forma direta, com integridade, honestidade e respeito.
Para minha surpresa, o diretor da empresa, uma das maiores no ramo de estacionamentos de São Paulo, respondeu pessoalmente ao meu e-mail, dizendo que reconsiderou sua decisão após ler minha exposição de idéias.
Assunto resolvido, vão pagar pelo sumiço do meu pneu e roda.
O que eu quero mostrar com esse fato é que geralmente desistimos de nos expressar quando encontramos "causas perdidas" e com isso vamos juntando sentimentos e idéias que deveriam ser expostos, mas continuam dentro de nós.
Isso é péssimo.
Quando aprendi a me expressar, mesmo sabendo que poderia ser uma perda de tempo, muita coisa mudou. As coisas se resolvem mais fácil, senão com os outros, ao menos dentro de mim.
Quando brigamos com uma pessoa querida (namorado/a, familia, amigos) às vezes deixamos de falar o que sentimos para poupar os outros de ouvir coisas que talvez os deixem chateados, mas funciona de maneira oposta. Fica sempre uma dúvida no ar.
Se perguntam o que você tem, não responda "nada" se isso não for verdade. Diga o que sente.
Não estou dizendo para você sair falando o que acha dos outros, julgar o próximo sem ser perguntado ou dizer coisas agressivas sem necessidade.
O ponto é limitado ao seu sentimento. Diga sempre o que sente. Nunca dá errado.
Sabendo como se sente, o outro tem na mão uma informação fundamental para o convívio saudável e verdadeiro, mesmo não sendo esse sentimento o correto ou aceitável.
Se você sente, é verdadeiro e é isso que importa.
Saber como você se sente dá ao outro uma possibilidade de se posicionar em relação a isso de maneira que antes era impossível.
Sem a sua expressão, sobra só a adivinhação. O que pode ser óbvio para você, geralmente não é para o outro.
Seja ativo, direto e honesto, expresse seu sentimento sempre.
Bote o sentimento para fora e viva melhor!
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