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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tudo não terás

Simples assim. Tudo não terás.

Estamos, em todos os momentos, fazendo escolhas e temos que arcar diretamente com as consequências delas.

O problema é que escolhas geralmente incluem renúncias. Toda escolha tem seu preço, inclusive a escolha de não escolher.

No seu livro “O Paradoxo da Escolha”, Barry Schwartz afirma que o excesso de opções de consumo piora nossa situação, ao invés de melhorar. Ele diz que o preço pago pelo aumento da riqueza e da variedade de opções é passarmos menos tempo com os outros e termos laços sociais mais frágeis.

Se não conseguimos definir ao certo o que queremos, nesse mundo com cada vez mais opções, o desapontamento com as escolhas feitas tende a ser maior.

Barry conclui que aprender a escolher o suficientemente bom pode ser a melhor estratégia para ser feliz e aproveitar a vida. No fim, não interessam os resultados objetivos de nossas escolhas, mas sim os resultados subjetivos: como nos sentimos em relação a elas.

Por isso, na minha opinião, para decidirmos bem, precisamos primeiro nos conhecer bem, sabermos exatamente o que queremos e como vamos nos sentir em relação ao que escolhemos, principalmente se algo der errado.

A base para uma boa escolha deve incluir análise, vontade, crença e otimismo.

Impossível saber se sua escolha vai ser a melhor, até mesmo porque você não vai ter a oportunidade de testar a outra opção nas mesmas condições nunca mais, mas o seu sentimento em relação ao sucesso ou fracasso da sua decisão você pode saber antes.

Importante, no final, é você estar em paz com sua decisão, independente do resultado final.


Assista Barry Schwartz falando sobre o paradoxo da escolha no TED: