Espreme, espreme mais....ah, está apertado, estou quase entrando, mas está apertado, empurra....
Ali está você, se esmagando para poder caber na forma padrão.
Queremos caber.
A pressão para que viremos um só grande grupo é gigante. Temos que saber trabalhar em equipe, conviver saudavelmente com a sociedade e a família, aceitar todos os tipos de ideologia, todas as religiões e escolhas sexuais. Isso sem contar a aparência única, a forma física ideal, as roupas de grife.
Todo mundo politicamente correto e magro.
Eu até entendo que as pessoas se preocupem com a minha saúde quando se incomodam com a MINHA barriga, mas se isso fosse mesmo verdade, pediriam meu exame de saúde, como fez o meu médico. Barriga nem sempre é sinal de saúde ruim.
Na realidade, o que vemos acontecer é que, na maioria das vezes, o diferente acaba se destacando de maneira ruim, geralmente com inferioridade. A pessoa fora do padrão é excluída do grupo. Para fugir disso, do cada vez mais cruel bullying, o que mais se vê são pessoas se anulando em troca de amor e reconhecimento.
O que eu mais tenho visto no twitter é gente carente, de todas as formas. Gente que no fundo está buscando no outro o que não achou em si mesmo, como se isso fosse possível. Querem companheiros amorosos, mas só os bonitos e enquadrados socialmente servem.
Famosos, por razões obvias, são os mais desejados.
Cheios de inseguranças, medos e incertezas, as pessoas querem aprovação. Na dúvida, ninguém mais paga pra ver, não se arriscam mais, é mais fácil sair correndo. Acabam escolhendo o caminho medíocre, porque nele conseguem a ilusão de aceitação e de controle.
Todo mundo buscando marido/esposa...e não amor. Chancela social virou prioridade em detrimento ao sentimento.
Não me espanta a quantidade de carentes.
No fundo, ter ideias próprias, defender seus direitos e bancar ser fora do padrão, além de fortalecer a auto-estima, enriquece os relacionamentos, enriquece a troca. Não tem o que trocar se só buscarmos o mesmo sempre.
Nesse mundo, cada vez mais social, baseado em aparências, intensamente superficial, para conseguir um pouco de amor, correr riscos ainda é a única saída.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
sábado, 27 de dezembro de 2008
Melhor não?
Ultimamente tenho ouvido muito, de diversas pessoas, a seguinte frase:
- Acho melhor não!
Os motivos e causas, as mais diversas, mas todas relacionadas a medo, perda, riscos, sofrimentos ou dor.
Assim essas pessoas seguem perdendo aquilo que escolheram não viver ou ter. Para fugir do sofrimento e a perda, evitam a todo custo viver. Se contentam em lamentar. É mais ou menos como um morto lamentando o medo de morrer.
Eu não entendo exatamente porque evitam seguir.
Vamos dar um exemplo bem simples: Uma pessoa, mesmo amando motos, escolhe não ter uma. Os motivos podem ser os mais diversos: medo de acidente, medo de roubo ou algum outro medo qualquer. Na balança do custo benefício, acabam desistindo do seu sonho ou vontade, porque existe um risco maior do que a vontade. Fica simples de aceitar e entender, porque se trata de um bem material, mas o que pensar quando o assunto é viver o amor?
Desistimos do amor, pelo risco do sofrimento, pela falta de segurança ou pelo risco da perda. Mas o que será que acontece com uma pessoa que não vive seus amores? Vive na segurança eterna da solidão, se garante no isolamento, na superficialidade e assim leva sua vida, transferindo suas energias para coisas mais “seguras” como o trabalho, o dinheiro ou cuidando da sua estética, hobbie ou algo assim. Algumas enveredam pelo caminho do conhecimento, afundando-se em livros ou algum instrumento musical. Dedicação absoluta, abnegadas.
Hoje o medo tomou conta das relações, ninguém está mais disposto a se entregar, colocar sua vida na mão de outra pessoa. Como vão controlar a situação depois? Os poucos que ainda o fazem, são tidos como kamikazes, suicidas amorosos que terão fim certeiro no abandono e conseqüente sofrimento amoroso.
Na minha visão, estes sim, são os afortunados. Estão vivos e vivendo. Escolheram não lamentar a morte, mas celebrar a vida da maneira mais simples que existe: vivendo.
Melhor não? Melhor sim, melhor é viver. Com as alegrias e os sofrimentos incluídos.
E àqueles que acham que podem viver sem sofrer, mesmo abdicando de crescer e fugindo dos riscos, só não esqueça que um dia essa incrível jornada terá fim e o que sobrará da vida, usando a frase do “filósofo” Athayde Patrese, é a vida que se leva.
Você escolheu não viver? Melhor não!
- Acho melhor não!
Os motivos e causas, as mais diversas, mas todas relacionadas a medo, perda, riscos, sofrimentos ou dor.
Assim essas pessoas seguem perdendo aquilo que escolheram não viver ou ter. Para fugir do sofrimento e a perda, evitam a todo custo viver. Se contentam em lamentar. É mais ou menos como um morto lamentando o medo de morrer.
Eu não entendo exatamente porque evitam seguir.
Vamos dar um exemplo bem simples: Uma pessoa, mesmo amando motos, escolhe não ter uma. Os motivos podem ser os mais diversos: medo de acidente, medo de roubo ou algum outro medo qualquer. Na balança do custo benefício, acabam desistindo do seu sonho ou vontade, porque existe um risco maior do que a vontade. Fica simples de aceitar e entender, porque se trata de um bem material, mas o que pensar quando o assunto é viver o amor?
Desistimos do amor, pelo risco do sofrimento, pela falta de segurança ou pelo risco da perda. Mas o que será que acontece com uma pessoa que não vive seus amores? Vive na segurança eterna da solidão, se garante no isolamento, na superficialidade e assim leva sua vida, transferindo suas energias para coisas mais “seguras” como o trabalho, o dinheiro ou cuidando da sua estética, hobbie ou algo assim. Algumas enveredam pelo caminho do conhecimento, afundando-se em livros ou algum instrumento musical. Dedicação absoluta, abnegadas.
Hoje o medo tomou conta das relações, ninguém está mais disposto a se entregar, colocar sua vida na mão de outra pessoa. Como vão controlar a situação depois? Os poucos que ainda o fazem, são tidos como kamikazes, suicidas amorosos que terão fim certeiro no abandono e conseqüente sofrimento amoroso.
Na minha visão, estes sim, são os afortunados. Estão vivos e vivendo. Escolheram não lamentar a morte, mas celebrar a vida da maneira mais simples que existe: vivendo.
Melhor não? Melhor sim, melhor é viver. Com as alegrias e os sofrimentos incluídos.
E àqueles que acham que podem viver sem sofrer, mesmo abdicando de crescer e fugindo dos riscos, só não esqueça que um dia essa incrível jornada terá fim e o que sobrará da vida, usando a frase do “filósofo” Athayde Patrese, é a vida que se leva.
Você escolheu não viver? Melhor não!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Bungee Jump
Ela diz (04:05):
Você é radical
Ele diz (04:06):
Putz, essa é uma boa palavra pra definir meu estilo de vida
Ele diz (04:06):
Entrega 100%
Ele diz (04:06):
Radical combina bem com isso
Ele diz (04:06):
é meio como pular de bungee jump
Ele diz (04:07):
ou confia no elástico, ou não pula
Ele diz (04:07):
não da pra testar o elastico antes
Ela diz (04:07):
mas depende do lugar
Ela diz (04:07):
do elástico
Ele diz (04:08):
pule uma vez de bungee jump e vai me entender
Ele diz (04:08):
é quase como um suicidio
Ela diz (04:08):
i will
Ele diz (04:08):
você entrega sua vida pra aquela cordinha
Ela diz (04:08):
é...
Ela diz (04:08):
estou rindo...
Ele diz (04:08):
assim sou eu
Ela diz (04:09):
é realmente o pensamento que não pode rolar na hora..
Ela diz (04:09):
cordinha
Ele diz (04:09):
ou pula de uma vez, ou fica lá em cima, tremendo
Ele diz (04:09):
ou pede pra abaixar a cestinha
Ele diz (04:09):
muita gente desiste
Ele diz (04:09):
ou sai correndo
Ele diz (04:09):
e eu entendo e respeito
Ela diz (04:09):
é lógico...
Ele diz (04:09):
a coragem não é pra todos
Ela diz (04:09):
é verdade
Ele diz (04:10):
nem a vontade de correr riscos
Ela diz (04:11):
coragem
Ela diz (04:11):
correr riscos
Ele diz (04:11):
e a sua única garantia é um colchão vagabundo lá embaixo..rs
Ela diz (04:25):
então não dá pra confiar em nada...
Ele diz (04:25):
nada
Ele diz (04:25):
e tudo ao mesmo tempo
Ele diz (04:25):
entendeu?
Ele diz (04:26):
tudo é feito pra dar certo, e é incrível, mas pode dar uma cagada e vc se esborrachar
Ela diz (04:26):
e o colchão vagabundo ?
Ele diz (04:26):
é só um paliativo
Ele diz (04:27):
não resolve a queda
Ela diz (04:27):
o que vc oferece se alguém for se esborrachar ?
Ele diz (04:27):
não ofereço nada
Ele diz (04:27):
nem peço nada
Ele diz (04:27):
a pessoa pula pela emoção, se quiser
Ele diz (04:27):
boa ou ruim
Ela diz (04:27):
então vc prentende oferecer a emoção
Ele diz (04:28):
a emoção é garantida
Ela diz (04:28):
mesmo que ruim
Ele diz (04:28):
boa ou ruim, será intensa, sempre
Ela diz (04:28):
quantos riscos...
Ele diz (04:28):
welcome to my life!
Você é radical
Ele diz (04:06):
Putz, essa é uma boa palavra pra definir meu estilo de vida
Ele diz (04:06):
Entrega 100%
Ele diz (04:06):
Radical combina bem com isso
Ele diz (04:06):
é meio como pular de bungee jump
Ele diz (04:07):
ou confia no elástico, ou não pula
Ele diz (04:07):
não da pra testar o elastico antes
Ela diz (04:07):
mas depende do lugar
Ela diz (04:07):
do elástico
Ele diz (04:08):
pule uma vez de bungee jump e vai me entender
Ele diz (04:08):
é quase como um suicidio
Ela diz (04:08):
i will
Ele diz (04:08):
você entrega sua vida pra aquela cordinha
Ela diz (04:08):
é...
Ela diz (04:08):
estou rindo...
Ele diz (04:08):
assim sou eu
Ela diz (04:09):
é realmente o pensamento que não pode rolar na hora..
Ela diz (04:09):
cordinha
Ele diz (04:09):
ou pula de uma vez, ou fica lá em cima, tremendo
Ele diz (04:09):
ou pede pra abaixar a cestinha
Ele diz (04:09):
muita gente desiste
Ele diz (04:09):
ou sai correndo
Ele diz (04:09):
e eu entendo e respeito
Ela diz (04:09):
é lógico...
Ele diz (04:09):
a coragem não é pra todos
Ela diz (04:09):
é verdade
Ele diz (04:10):
nem a vontade de correr riscos
Ela diz (04:11):
coragem
Ela diz (04:11):
correr riscos
Ele diz (04:11):
e a sua única garantia é um colchão vagabundo lá embaixo..rs
Ela diz (04:25):
então não dá pra confiar em nada...
Ele diz (04:25):
nada
Ele diz (04:25):
e tudo ao mesmo tempo
Ele diz (04:25):
entendeu?
Ele diz (04:26):
tudo é feito pra dar certo, e é incrível, mas pode dar uma cagada e vc se esborrachar
Ela diz (04:26):
e o colchão vagabundo ?
Ele diz (04:26):
é só um paliativo
Ele diz (04:27):
não resolve a queda
Ela diz (04:27):
o que vc oferece se alguém for se esborrachar ?
Ele diz (04:27):
não ofereço nada
Ele diz (04:27):
nem peço nada
Ele diz (04:27):
a pessoa pula pela emoção, se quiser
Ele diz (04:27):
boa ou ruim
Ela diz (04:27):
então vc prentende oferecer a emoção
Ele diz (04:28):
a emoção é garantida
Ela diz (04:28):
mesmo que ruim
Ele diz (04:28):
boa ou ruim, será intensa, sempre
Ela diz (04:28):
quantos riscos...
Ele diz (04:28):
welcome to my life!
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