Ultimamente tenho ouvido muito, de diversas pessoas, a seguinte frase:
- Acho melhor não!
Os motivos e causas, as mais diversas, mas todas relacionadas a medo, perda, riscos, sofrimentos ou dor.
Assim essas pessoas seguem perdendo aquilo que escolheram não viver ou ter. Para fugir do sofrimento e a perda, evitam a todo custo viver. Se contentam em lamentar. É mais ou menos como um morto lamentando o medo de morrer.
Eu não entendo exatamente porque evitam seguir.
Vamos dar um exemplo bem simples: Uma pessoa, mesmo amando motos, escolhe não ter uma. Os motivos podem ser os mais diversos: medo de acidente, medo de roubo ou algum outro medo qualquer. Na balança do custo benefício, acabam desistindo do seu sonho ou vontade, porque existe um risco maior do que a vontade. Fica simples de aceitar e entender, porque se trata de um bem material, mas o que pensar quando o assunto é viver o amor?
Desistimos do amor, pelo risco do sofrimento, pela falta de segurança ou pelo risco da perda. Mas o que será que acontece com uma pessoa que não vive seus amores? Vive na segurança eterna da solidão, se garante no isolamento, na superficialidade e assim leva sua vida, transferindo suas energias para coisas mais “seguras” como o trabalho, o dinheiro ou cuidando da sua estética, hobbie ou algo assim. Algumas enveredam pelo caminho do conhecimento, afundando-se em livros ou algum instrumento musical. Dedicação absoluta, abnegadas.
Hoje o medo tomou conta das relações, ninguém está mais disposto a se entregar, colocar sua vida na mão de outra pessoa. Como vão controlar a situação depois? Os poucos que ainda o fazem, são tidos como kamikazes, suicidas amorosos que terão fim certeiro no abandono e conseqüente sofrimento amoroso.
Na minha visão, estes sim, são os afortunados. Estão vivos e vivendo. Escolheram não lamentar a morte, mas celebrar a vida da maneira mais simples que existe: vivendo.
Melhor não? Melhor sim, melhor é viver. Com as alegrias e os sofrimentos incluídos.
E àqueles que acham que podem viver sem sofrer, mesmo abdicando de crescer e fugindo dos riscos, só não esqueça que um dia essa incrível jornada terá fim e o que sobrará da vida, usando a frase do “filósofo” Athayde Patrese, é a vida que se leva.
Você escolheu não viver? Melhor não!
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Um comentário:
Recentementente me deparei com alguém que decidiu-se pelo "melhor não"... Nestes momentos, e na maioria das vezes em que me sinto a única pessoa que ainda "mergulha de cabeça", vc vem com suas palavras e me reconforta... Viver é se arriscar o tempo todo, amar é entrega incondicional e cega. Para os "medrosos" seria bom se existisse um GPS para o amor, assim nunca errariam o caminho e sempre chegariam ao destino certo! Mas o amor é assim, qdo acontece, pega vias erradas, entra na contramão, passa o farol vermelho e até atropela... A vida seria um saco se existisse um GPS para o amor, mas os medrosinhos viveriam mais felizes!!! rs
Parabéns, Ro! Seu blog é ótimo, leio, releio, reflito e realmente acredito que a vida pode ser muito mais clara e simples se todos pensassem iguais a vc...
(Vou mandar este texto pra ele!!! hahaha)
Beijão e um excelente 2009!
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