Afinidade. Essa palavra mágica que resume milhares de coisas.
Basicamente é uma grande sintonia de vontades, objetivos e gostos.
Não se força afinidade, simplesmente ela acontece e quando não há afinidade, infelizmente pouco pode se fazer.
Podemos tolerar pequenas diferenças em prol de um objetivo comum, claramente não existe afinidade eterna e completa, mas certas coisas são fundamentais e ai surgem problemas.
Diferenças da base, na origem, são as mais complicadas de administrar. Educação diferente, princípios diferentes e principalmente a visão de vida diferentes.
Conflitos que inicialmente são considerados superficiais, deixados de lado, mas que crescem rapidamente com o intenso convívio.
Não existe amor, vontade ou desejo que justifique o convívio sem afinidade e o melhor a fazer é se afastar. Claro que continuamos desejando o bem das pessoas queridas e o amor não morre, mas ninguém é obrigado a ir contra si mesmo por amor, isso nao é AMOR, é doença.
Encontrar a distância ideal é a melhor solução para relações que não podem ser totalmente interrompidas, como com a família, por exemplo.
Descobrir uma frequência em que se resolvam as saudades, mas que não descambe para as cobranças e nem a falta de respeito.
Sem afinidade, mas com amor, o convívio pode ainda ser prazeiroso, basta encontrar a medida certa.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Algumas verdades sobre a verdade
Sim, ela anda meio fora de moda, eu sei.
A verdade perdeu audiência. Foi para segundo plano.
Mas o que é a verdade afinal?
Nos atuais tempos de alegria a base de prozac e sono pesado por cima de caixas de rivotril, o fato é que a fantasia ficou mais interessante que a verdade.
Basta uma rápida análise para confirmar essa teoria.
As mulheres retocadas, plastificadas e photoshopadas são idolatradas como ícones da beleza, os reality shows da TV distorcem sabidamente o caminho das histórias de seus personagens "reais" e as pessoas sabem disso, mas preferem ignorar o fato.
Escolhemos fugir da realidade, a verdade ficou dura demais.
Mesmo no, quase sempre superficial, programa social, as pessoas preferem a realidade alterada. Drogas e bebidas são utilizadas como ferramentas de amaciamento da verdade. Aditivos químicos de fuga. Como diz um amigo meu, parodiando uma frase popular, nenhuma mulher é feia depois de bebermos meia garrafa de tequila. Ele escolhe livremente se enganar.
Nas comunidades sociais da internet, todo mundo quer parecer melhor. Fotos de viagens internacionais agora tem a obrigação de conter o monumento famoso ao fundo confirmando o investimento. Iates, carros luxuosos e lugares da moda tem destaque nos álbuns.
A vida pessoal ganhou release de divulgação. Se não é, que pelo menos pareça.
Personagens fakes no twitter tem mais ibope que o próprio criador. Nenhum deles bate seus personagens criados por admiradores em número de seguidores. Muitos são fakes conhecidos, divulgam exaustivamente que são falsos, mas as pessoas os continuam seguindo. O fake, apesar da tentação, também não aceita mudar seu nome para um real, com medo de perder seguidores. É um comum acordo de enganação.
Escolhemos nossa realidade.
A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. Para Nietzsche, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira.
Citando Goethe, em "Máximas e Reflexões", as pessoas servem-se da verdade quando ela lhes é útil, mas recorrem com retórica paixão à falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilusão de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de diversão, a aparência de unificar aquilo que se apresenta como fragmentário.
Fiodor Dostoievski dizia que durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é parar no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
Sempre abertos, prontos para nossa nova verdade.
A verdade perdeu audiência. Foi para segundo plano.
Mas o que é a verdade afinal?
Nos atuais tempos de alegria a base de prozac e sono pesado por cima de caixas de rivotril, o fato é que a fantasia ficou mais interessante que a verdade.
Basta uma rápida análise para confirmar essa teoria.
As mulheres retocadas, plastificadas e photoshopadas são idolatradas como ícones da beleza, os reality shows da TV distorcem sabidamente o caminho das histórias de seus personagens "reais" e as pessoas sabem disso, mas preferem ignorar o fato.
Escolhemos fugir da realidade, a verdade ficou dura demais.
Mesmo no, quase sempre superficial, programa social, as pessoas preferem a realidade alterada. Drogas e bebidas são utilizadas como ferramentas de amaciamento da verdade. Aditivos químicos de fuga. Como diz um amigo meu, parodiando uma frase popular, nenhuma mulher é feia depois de bebermos meia garrafa de tequila. Ele escolhe livremente se enganar.
Nas comunidades sociais da internet, todo mundo quer parecer melhor. Fotos de viagens internacionais agora tem a obrigação de conter o monumento famoso ao fundo confirmando o investimento. Iates, carros luxuosos e lugares da moda tem destaque nos álbuns.
A vida pessoal ganhou release de divulgação. Se não é, que pelo menos pareça.
Personagens fakes no twitter tem mais ibope que o próprio criador. Nenhum deles bate seus personagens criados por admiradores em número de seguidores. Muitos são fakes conhecidos, divulgam exaustivamente que são falsos, mas as pessoas os continuam seguindo. O fake, apesar da tentação, também não aceita mudar seu nome para um real, com medo de perder seguidores. É um comum acordo de enganação.
Escolhemos nossa realidade.
A filosofia estuda a verdade de diversas maneiras. Para Nietzsche, a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque não se pode alcançar uma certeza sobre a definição do oposto da mentira.
Citando Goethe, em "Máximas e Reflexões", as pessoas servem-se da verdade quando ela lhes é útil, mas recorrem com retórica paixão à falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilusão de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de diversão, a aparência de unificar aquilo que se apresenta como fragmentário.
Fiodor Dostoievski dizia que durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico.
A verdade é que a verdade está em cada um de nós. Depende de nossas vivências, nosso conhecimento, experiência e bagagem. Cada pessoa possui sua própria verdade, e tudo aquilo em que uma pessoa acredita passa a ser a sua verdade. O que nós não podemos fazer é parar no tempo, nos fechar para outras possibilidades e idéias, pois o que hoje acreditamos ser o correto, pode ser provado amanhã o contrário. Na busca intelectual de fatos e verdades, devemos ser honestos com nós mesmos.
Sempre abertos, prontos para nossa nova verdade.
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