Essa semana foi de muita reflexão.
Consegui perceber que felizmente, ou não, um ciclo se encerra na minha vida, abrindo um belo espaço para que um novo ciclo se inicie.
Além da sensação de medo pelo desconhecido, a percepção de estar vivo e vivendo com intensidade nunca foi tão presente.
A tristeza, pelo apego com as coisas e pessoas que se vão, também está presente.
O vazio (que pode ser visto como espaço disponível, pelos otimistas do copo meio cheio) é uma coisa muito doida, sofrida mesmo...e ai que entra todo o processo de ter amadurecido nesses últimos 40 anos.
Aprender a lidar com a perda de maneira íntegra, saudável e sem se vitimar é uma arte.
Desde os tempos da minha escolha pelo trabalho com música, mudando de horários e vida social (tudo incluso) que eu não enfrento uma parada tão dura e ao mesmo tempo, tão recompensadora.
Claro, na época que decidi seguir meu coração e largar tudo pelo que eu realmente acreditava, a despeito de todas as indicações em contrário, ver o porto seguro ficando distante, enquanto eu movia meu barco em direção ao grande e desconhecido mar foi bem difícil. No mar, você está só até chegar no próximo porto.
Agora é hora de zarpar de novo, levantar ancoras e partir. Talvez nem tenha dado tempo de me despedir de todos que ficam, mas o barco já partiu.
A vida é feita dessas partidas, de portos seguros, ao desconhecido.
É a tal da jornada, que Robert Happe fala em seu vídeo, nosso caminho ao auto conhecimento.
Algumas pessoas estacionam, amarram seus barcos em portos seguros e simplesmente não conseguem partir. É um direito concedido a todos, inclusive aos covardes e fracos de alma, que cercados sempre de milhões de argumentos sensatos, vivem com uma só certeza: ainda não estão prontos para prosseguir.
Não estão prontos para seus novos ciclos.
E assim, aprendendo o desapego e com a coragem dos grandes navegadores, sigo em frente, deixando tudo para trás, na eterna busca por mim mesmo, em algum ponto desse mar sem fim que é a vida.
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Um comentário:
queria tanto entender e saber mais sobre essa zarpada... tbm eu quero zarpar para outros mares e onde novos ventos batem...
de qq forma, bon voyage!
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