Rubens Barrichello conquistou cinco títulos no kart, foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estréia, foi campeão da Fórmula 3 inglesa e aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.
Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan e em 2000 foi contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial. Hoje ainda corre na F1, tendo em seu currículo o maior número de largadas de um piloto na história da categoria.
É um piloto competente, considerado "fora-de-série" entre os especialistas em automobilismo, principalmente em piso molhado. Rubinho já ganhou milhões de dólares durante sua carreira.
Só tem um defeito: ele não é o número um no que faz.
Pesa sobre ele a pressão que, de uma forma ou de outra, em diferentes níveis, atinge todos nós.
Hoje em dia você tem que superar seu antecessor, aumentar seu capital a todo custo, ser mais bonito, mais famoso e mais eficiente do que a média.
Como se isso fosse possível a todos...
Rubens Barrichello é só um exemplo de que ser feliz fazendo o que gosta, estar entre os vinte melhores do mundo e ganhar milhões por isso não é suficiente. Até hoje é sinônimo de perdedor, de corredor lento, de incompetência e frustração.
O cara chega em segundo, logo alguém grita rindo: "Vai Rubinho tartaruga!"
Se fizermos uma rápida reflexão, muitos nem chegarão na posiçao que o Rubinho está hoje na escala sócio-econômica. Ele é um vencedor dentro do mundo capitalista, que faz pessoas ainda hoje passarem fome, mas só isso parece que não basta.
Criamos uma geração ansiosa pelo sucesso. E pior, quando alguns poucos realmente conseguem o tal sucesso, percebem que lá não tem nada do que foi prometido na propaganda.
Quando será que foi que as pessoas pararam de pensar e caíram nessa armadilha que sucesso é ser o número um. Quando que passaram a acreditar que o sucesso é o que você tem, bebe, veste, fuma, usa ou pilota? Quando que o sucesso passou a ser definido pelas amizades com pessoas importantes e influentes, falsas ou não, que você mantém?
Hoje caçam "Barrichellos" como se caçavam as bruxas na inquisição. Tempos passados que não voltam mais. Tempos em que bastava você ter saúde, amigos sinceros e viver com amor e comida em abundância para ser feliz.
Tempos que podem voltar, se percebermos que dependemos uns dos outros para continuarmos vivos, se vivermos nossas relações de forma harmônica e colaborativa e, principalmente, que nem todos precisam ser o número um para serem felizes.
Basta ser, basta viver! Com entrega, amor e generosidade.
Com dados do site oficial e da Wikipedia
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