Porque será que temos, de um modo ou outro, procurar explicação pra tudo que nos acontece?
Nós temos as histórias, mas isso não basta, queremos evidências, queremos as provas.
Fatos devem se basear em provas.
Existem coisas que realmente nos intrigam e, talvez por medo, relutemos em aceitá-las.
Existem, sim, coisas que não podemos aceitar.
Milagres?
Curas fantásticas? Pessoas desenganadas pela ciência que voltam a andar? A cura das doenças ditas incuráveis?
Difícil de aceitar... Até mesmo com provas... Até mesmo com as evidências, mas isso tudo tem a ver com a fé.
Hoje em dia, com toda a nossa moderna tecnologia, com computadores, internet, satélites e monitores, o espaço da fé ficou espremidinho.
Fora que esse pequeno espaço ainda é disputado por pessoas que se dizem defensoras da fé e no fundo só a exploram comercialmente.
E o que sobra é o vazio da tecnologia. O vazio entre as pessoas, que vivem buscando seu conforto material, a custa de uma vida sacrificada.
A saúde fica em segundo plano, aliás resguardada por um plano de saúde, que nos custa metade do dinheiro que ganhamos sacrificando a saúde...A vida e seus paradoxos.
Me lembra a velha história do pescador que é abordado por um importante executivo em férias, à beira de um calmo rio, pescando com seus amigos e tomando sua cervejinha.
O executivo observa o talento do pescador e sugere a ele que monte uma cooperativa de pesca, e depois uma usina de beneficiamento do peixe, e assim por diante até chegar numa mega-empresa, onde a custa de muito trabalho e dedicação, ele poderia faturar milhões de dólares por ano. O pescador pergunta ao executivo quanto tempo isso demoraria. A resposta vem rápida: 10 anos, se tudo der certo. Novamente a dúvida. Porque esse trabalho todo, todo esse sacrifício?
E o executivo responde que assim, com muitos milhões de dólares no banco, ele poderia tirar uma semana de férias e ficar na beira de um rio, pescando e bebendo sua cerveja com os amigos...
Vivemos num permanente stress, preocupados com nossas obrigações e como acumular mais dinheiro.
Queremos ser produtivos e isso é saudável, mas a coisa toda parece que saiu do eixo. A produção virou secundária, atrás da meta da ostentação e da acumulação de bens.
Não seria o caso de fazer uma parada pra pensar em tudo isso?
Os cientistas, na sua real busca por explicações do universo, esquecem-se que uma força maior coordena tudo isso aqui. E pra isso não há provas materiais. Não há provas para a fé, nem para o amor...
Não há provas para os milagres, mas eles estão ai, irritando cientistas e céticos.
Coisas realmente importantes na vida, como o crescimento pessoal e espiritual, estão sendo relegadas a detalhes ou a coisa de malucos, mas quando você dá prioridade a isso, mantém-se aberto para o novo.
Todo o resto se ajusta sozinho. Seus relacionamentos com a família e os amigos, suas obrigações com a profissão, seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida tendem a se ajustar sem sacrifício.
Mas continuamos preenchendo a vida somente com as coisas pequenas, e acabamos ocupando um espaço precioso. Então valores que são realmente importantes acabam perdendo a vez.
O importante é saber recomeçar, esvaziando esses espaços e abrindo caminho pra valores, que às vezes não conseguimos provar, não trazem status ou uma boa colocação, mas que sustentam toda nossa vida:
A fé e o amor.
Ainda há tempo. Ainda é tempo. Sempre é.
A fé é generosa. E assim também é o amor.
Podemos viver bem e concluirmos nossas metas, mas não a custa de qualquer preço. Nunca devemos esquecer que por mais que procuremos uma explicação pra tudo que nos acontece, devemos ter fé e acreditar no amor.
Mesmo que todas as teorias e fatos nos levem a acreditar que eles não existem mais.
Mas nunca por obrigação, sabendo que assim se terá alguma recompensa.
Somente porque acreditamos e vivemos com esse sentimento vivo dentro de nós.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário