quarta-feira, 3 de junho de 2009

ISO 9000

Você se sente pressionado sempre? Pressionada?

Demandas de todos os lados nos colocam em contato permanente com nossa imperfeição. Dentro dos parâmetros definidos como bons, recomendáveis ou perfeitos, nos esprememos, tentando nos encaixar de alguma forma no grupo social que nos interessa e insiste em não aceitar diferentes.

Desde seu começo, a industrialização levantou questões relativas à padronização e à qualidade de processos e produtos. No início do século XX, destacaram-se os estudos de Frederick Taylor visando racionalizar as etapas de produção, aproveitados com sucesso por Henry Ford. Seu lema era: "Todos podem escolher a cor de seu carro, contanto que seja o preto".

Da padronização dos carros para a das pessoas foi um pulinho. Entramos para a linha de montagem de Henry Ford. Estamos vivendo nosso ISO 9000.

Todo mundo da tribo, para ser aceito, agora tem que ser igual. Mesmo nas turmas mais alternativas, todos acabam alternativamente iguais. Não podemos nos destacar, sob pena de expulsão. Quer arriscar? Não dá! Temos gente o tempo todo nos verificando e criticando. São os guardiões do padrão. Escapou, já era. Vai ser rejeitado.

Acima do peso? Rejeitado! Feio demais? Rejeitado! Pobre? Ah, rejeitado! Arrumado demais? Rejeitado! Arrumado de menos? Rejeitado...e assim segue.

Fixados nas referências do nosso grupo, nos tornamos escravos de nossos espelhos.

Se não conseguimos nos enquadrar no padrão, mesmo com muito sacrifício, morremos de culpa.

Nos culpamos por aquele delicioso bolo de chocolate porque nos engorda, nos culpamos por dormir demais e trabalhar de menos, nos culpamos por achar a mulher de um amigo bonita e atraente. Pronto, você acabou de me culpar por pensar nisso, certo?

A culpa, de certa forma domina o mundo. Junto com a fofoca.

O ideal seria aceitarmos nossas diferenças, com respeito e afeto. Esquecer o padrão, valorizar os indivíduos. Únicos, mas juntos.

Essa escolha está em nossas mãos. Podemos viver as alegrias dos outros, nos corroendo de inveja e raiva ou podemos buscar nossas próprias alegrias, usando o sucesso dos outros como modelo.

Livrando-se das culpas e cercando-se de afeto, o que resta é felicidade.

Aceite a sua!

4 comentários:

felipe dj disse...

excelenteeeeee

fellipeee disse...

keremos mais materias

o blog ta meio parado.. rs

Ronaldo Gasparian disse...

Novo post, sobre a verdade!

Raquel_Beghini disse...

"Podemos viver as alegrias dos outros, nos corroendo de inveja e raiva ou podemos buscar nossas próprias alegrias, usando o sucesso dos outros como modelo."

Perfeito!